Questão de Segurança da Informação — Autenticação Multifator (MFA) — CESPE / CEBRASPE 2026
Segurança da Informação›Autenticação Multifator (MFA)
Código
ce390557
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TCU
Ano
2026
Cargo
AUFC ( )
A respeito de controles e testes de segurança para aplicações web, múltiplos fatores de autenticação e soluções para segurança da informação, julgue o item a seguir.
Em um sistema corporativo, a exigência de senha e de código gerado por aplicativo autenticador atende aos requisitos de múltiplos fatores de autenticação, pois combina um fator de conhecimento e um fator de posse.
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GabaritoC — Certo
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Autenticação Multifator (MFA): fatores de conhecimento e posse
✅ CERTO. A exigência de senha e de código gerado por aplicativo autenticador atende aos requisitos de múltiplos fatores de autenticação (MFA), pois combina um fator de conhecimento (algo que o usuário sabe — a senha) com um fator de posse (algo que o usuário possui — o dispositivo que gera o código). Essa é a definição clássica de MFA, que exige dois ou mais fatores de categorias distintas para autenticar o usuário.
A autenticação multifator (MFA) é um mecanismo de segurança que exige que o usuário apresente dois ou mais fatores de autenticação de categorias diferentes para comprovar sua identidade. Os fatores são classificados em três categorias principais: algo que você sabe (conhecimento), algo que você tem (posse) e algo que você é (característica biométrica). A lógica por trás do MFA é que, para comprometer a conta, um atacante precisaria violar múltiplas barreiras independentes — por exemplo, roubar a senha (fator de conhecimento) E também o dispositivo físico (fator de posse). Isso aumenta significativamente a segurança em comparação com a autenticação de fator único, que depende apenas de uma categoria.
Na prática, quando um sistema corporativo exige senha e código gerado por um aplicativo autenticador (como Google Authenticator ou Microsoft Authenticator), o usuário precisa: (1) digitar a senha que ele conhece e (2) informar o código de seis dígitos que é gerado no smartphone que ele possui. O código é dinâmico e muda a cada poucos segundos, o que o torna um fator de posse — o atacante não consegue gerá-lo sem ter acesso físico ao dispositivo. Essa combinação é um exemplo típico de 2FA (autenticação de dois fatores), que é uma forma básica de MFA.
É importante distinguir o MFA da simples exigência de múltiplas credenciais da mesma categoria. Por exemplo, exigir senha e PIN (ambos fatores de conhecimento) não constitui MFA, pois ambos pertencem à mesma categoria e podem ser comprometidos pelo mesmo tipo de ataque (ex.: keylogger). O MFA exige fatores de categorias independentes — como conhecimento + posse, ou conhecimento + biometria — para que a falha de um fator não comprometa o outro. Essa é a pegadinha que a banca explora: o candidato pode achar que qualquer combinação de duas credenciais é MFA, mas a regra exige categorias distintas.
Guarde a fronteira entre as categorias de fatores: conhecimento (senha, PIN), posse (token, smartphone, smart card) e característica (biometria). É exatamente nessa classificação que a assertiva se apoia — senha é conhecimento, código do aplicativo é posse.
Fatores de autenticação
1Conhecimento (algo que você sabe)
Senha
PIN
Pergunta secreta
2Posse (algo que você tem)
Código do aplicativo autenticador
Token
Smart card
3Característica (algo que você é)
Biometria
4MFA (2+ fatores de categorias distintas)
Senha + código do app (conhecimento + posse)
Senha + biometria (conhecimento + característica)
Senha + PIN (mesma categoria — não é MFA)
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Item — ✅ Correto ⟵ GABARITO
A assertiva está correta porque descreve com precisão o conceito de MFA. A senha é o exemplo clássico de fator de conhecimento ("algo que o usuário sabe"), e o código gerado por aplicativo autenticador é um fator de posse ("algo que o usuário possui"), pois depende do dispositivo físico que gera o código. A combinação de um fator de cada categoria atende aos requisitos de múltiplos fatores de autenticação. O NIST SP 800-53 define os fatores como "something you know", "something you have" e "something you are", e o MFA exige o uso de dois ou mais fatores diferentes — exatamente o que a assertiva descreve.
NIST SP 800-53 Rev. 5 (controle IA-2):
"Multi-factor authentication requires the use of two or more different factors to achieve authentication. The authentication factors are defined as follows: something you know (e.g., a personal identification number [PIN]), something you have (e.g., a physical authenticator such as a cryptographic private key), or something you are (e.g., a biometric)."
Aqui, a senha é o "something you know" e o código do aplicativo autenticador é o "something you have" (o dispositivo físico que gera o código). Portanto, a combinação atende à definição de MFA.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre "múltiplas credenciais" e "múltiplos fatores". Exigir senha + PIN não é MFA, pois ambos são fatores de conhecimento. O que torna a assertiva correta é que senha (conhecimento) e código do aplicativo (posse) são de categorias distintas — é isso que caracteriza o MFA.
PEGA ESSA DICA!
Na prova, identifique a categoria de cada fator antes de julgar se é MFA. Se a questão disser "senha + código SMS", "senha + token", "senha + biometria" — são MFA. Se disser "senha + PIN" ou "senha + pergunta secreta" — não é MFA, pois ambos são conhecimento. Essa distinção resolve a maioria das questões sobre o tema.