Pular para o conteúdo principal

Questão de Segurança da Informação — Questões Mescladas de Autenticação e Controle de Acesso — CESPE / CEBRASPE 2026

Segurança da InformaçãoQuestões Mescladas de Autenticação e Controle de Acesso
Código
ce390562
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TCU
Ano
2026
Cargo
AUFC ( )
Julgue o item a seguir, referentes a assinaturas digitais, segurança em nuvens e ataques a redes de computadores.   Em ambientes de nuvem pública, a configuração de controles de acesso baseada em princípio de privilégio mínimo no nível dos serviços gerenciados contribui para reduzir superfícies de ataque.
  1. CCerto
  2. EErrado
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — Certo

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Princípio do menor privilégio e redução de superfície de ataque em nuvem pública

✅ CERTO. A afirmação está correta: aplicar o princípio do menor privilégio na configuração de controles de acesso de serviços gerenciados em nuvem pública reduz a superfície de ataque, pois limita as permissões ao mínimo necessário para cada função, diminuindo as possibilidades de exploração por um atacante que comprometa uma identidade ou um serviço.

O princípio do menor privilégio (ou privilégio mínimo) é um pilar fundamental da segurança da informação. Ele determina que cada usuário, processo ou serviço deve ter apenas as permissões estritamente necessárias para executar suas funções legítimas — nada além disso. Em um ambiente de nuvem pública, isso se traduz em configurar políticas de acesso granulares (como as baseadas em papéis — RBAC, ou em atributos — ABAC) para que, por exemplo, uma aplicação que só precisa ler dados de um bucket de armazenamento não tenha permissão de escrita ou exclusão, e um serviço de banco de dados não tenha acesso à rede inteira.

A relação com a superfície de ataque é direta: quanto mais permissões uma identidade ou serviço possui, maior é o dano potencial caso ele seja comprometido. Se um atacante obtém acesso a uma credencial com privilégios excessivos, ele pode se mover lateralmente, acessar dados sensíveis, modificar configurações ou destruir recursos. Ao restringir os privilégios ao mínimo, cada ponto de entrada comprometido oferece ao atacante um leque muito menor de ações possíveis, reduzindo efetivamente a área exposta a ataques. Essa é uma prática recomendada por frameworks de segurança como o NIST e a ISO/IEC 27002, que listam o controle de privilégios como uma medida essencial de hardening e de proteção de sistemas.

Na prática, considere um serviço de computação em nuvem (IaaS) que hospeda uma aplicação web. Se a máquina virtual que roda a aplicação tiver permissões de administrador sobre toda a conta da nuvem, um atacante que explore uma vulnerabilidade na aplicação poderá, por exemplo, criar novas máquinas, acessar todos os bancos de dados ou apagar backups. Se, ao contrário, a máquina virtual tiver apenas as permissões necessárias para executar a aplicação e se comunicar com o banco de dados específico, o atacante ficará confinado àquele recurso, e o dano potencial será muito menor. A configuração de controles de acesso no nível dos serviços gerenciados (como bancos de dados, filas de mensagens, ou funções serverless) segue a mesma lógica: cada serviço deve ter permissões mínimas para interagir com os demais.

A pegadinha que a banca poderia explorar seria inverter a lógica: afirmar que o menor privilégio aumenta a superfície de ataque, ou que ele se aplica apenas a usuários humanos, e não a serviços. A questão, no entanto, está alinhada com o conceito correto e com as boas práticas de segurança em nuvem. Guarde a relação: menor privilégio → menos permissões → menor superfície de ataque → menor risco. É exatamente esse encadeamento que a assertiva descreve.

Princípio do menor privilégio
  • 1Conceito
    • Apenas permissões estritamente necessárias
    • Nada além da função legítima
  • 2Em nuvem pública
    • Políticas granulares (RBAC, ABAC)
    • Aplicado a serviços gerenciados
  • 3Efeito na superfície de ataque
    • Menos permissões → menos caminhos
    • Comprometimento confinado ao recurso
    • Reduz dano potencial
  • 4Práticas recomendadas
    • NIST
    • ISO/IEC 27002
LEVEL · soulevel.com.br
NÃO CAIA NESSA!

A banca pode tentar confundir o candidato invertendo a relação de causa e efeito: dizer que o menor privilégio aumenta a superfície de ataque, ou que ele se aplica apenas a usuários humanos, e não a serviços. A lógica correta é a oposta: menos permissões significam menos caminhos para um atacante explorar. Fique atento a essa inversão clássica.

CERTO.

Link permanente: /questoes/ce390562