Questão de Segurança da Informação — Zero Trust (Modelo de Confiança Zero) — CESPE / CEBRASPE 2026
- Código
- ce390565
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- TCU
- Ano
- 2026
- Cargo
- AUFC ( )
- CCerto
- EErrado
GabaritoE — Errado
❌ ERRADO. Na arquitetura Zero Trust, usuários conectados por VPN corporativa não são tratados como confiáveis por padrão; pelo contrário, o modelo elimina a confiança implícita independentemente da origem da conexão — inclusive dentro do perímetro da rede interna — exigindo autenticação contínua e validação de acesso a cada recurso. A afirmação do enunciado contradiz frontalmente o princípio central do Zero Trust: "nunca confiar, sempre verificar".
O Zero Trust (ou Confiança Zero) é um modelo de segurança que parte da premissa de que nenhum usuário, dispositivo ou aplicação deve ser confiável por padrão, mesmo que já esteja dentro da rede corporativa. A confiança implícita que tradicionalmente se concedia a quem estava "dentro do perímetro" é eliminada: todo acesso, de qualquer origem, deve ser verificado continuamente. Isso significa que uma VPN, que historicamente era vista como um túnel seguro que "trazia" o usuário remoto para dentro da rede confiável, não confere mais status de confiança automática no modelo Zero Trust.
O princípio fundamental é o de acesso mínimo (least privilege) e verificação contínua e explícita: autenticar e autorizar sempre, com base em múltiplos fatores (localização, dispositivo, comportamento). O Zero Trust também adota o princípio de presumir violação — atuar como se a rede já tivesse sido comprometida, monitorando, segmentando e limitando o impacto. Por isso, mesmo um usuário conectado via VPN corporativa é tratado como potencial risco e precisa ser autenticado e autorizado a cada tentativa de acesso a um recurso específico.
Na prática, isso se traduz em controles como autenticação multifator (MFA), microssegmentação de rede, firewalls baseados em identidade e aplicação, e monitoramento contínuo de comportamento (UEBA). A VPN, no Zero Trust, deixa de ser o "portal de confiança" e passa a ser apenas mais um vetor de acesso que deve ser tratado com o mesmo rigor de qualquer outro.
A pegadinha da banca está em inverter o princípio: ela afirma que a VPN torna o usuário confiável por padrão, quando o Zero Trust faz exatamente o oposto — elimina a confiança implícita da rede interna e exige verificação contínua para todos, independentemente da origem da conexão.
A banca tenta confundir o candidato ao sugerir que a VPN corporativa confere confiança automática no Zero Trust. Na verdade, o modelo elimina a confiança implícita de qualquer origem — inclusive da rede interna — e exige autenticação contínua e validação de acesso a cada recurso. O termo "confiáveis por padrão" é o gatilho do erro: no Zero Trust, ninguém é confiável por padrão.
Gabarito: E (Errado).
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