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Questão de Redes de Computadores — Cloud Computing (Computação em Nuvem) — CESPE / CEBRASPE 2026

Redes de ComputadoresCloud Computing (Computação em Nuvem)
Código
ce390571
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TCU
Ano
2026
Cargo
AUFC ( )

Acerca de estratégias de migração de aplicações e de arquiteturas multicloud, julgue o item a seguir.

 

A estratégia lift and shift envolve a reescrita completa das aplicações antes da migração, de modo a serem explorados integralmente os recursos nativos da nuvem, e prioriza a modernização antes da transferência do ambiente.

  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Estratégias de migração para a nuvem: lift and shift

Gabarito: ❌ ERRADO. A afirmação está incorreta porque a estratégia lift and shift (também chamada de rehost) consiste em migrar a aplicação para a nuvem sem alterações significativas, ou seja, sem reescrita de código, apenas transferindo o ambiente como está. A reescrita completa e a exploração integral dos recursos nativos da nuvem são características de estratégias de modernização, como replatform ou refactor — não do lift and shift. O erro central está em inverter o conceito: o lift and shift prioriza a transferência rápida e não a modernização prévia.

A migração para a nuvem não é um processo único; existem diferentes estratégias, conhecidas como os "6 Rs" da migração (ou variações deles). Cada uma representa um nível diferente de esforço, custo e benefício. As principais são:

  • Rehost (lift and shift): migra a aplicação sem modificações, como se estivesse "levantando" o servidor físico e "deslocando" para a nuvem. É a estratégia mais rápida e de menor risco, mas não aproveita os recursos nativos da nuvem (como auto-scaling, serviços gerenciados, etc.).

  • Replatform (lift, tinker and shift): faz pequenos ajustes para aproveitar alguns benefícios da nuvem, sem reescrever a aplicação. Por exemplo, trocar o banco de dados por um serviço gerenciado.

  • Refactor (re-architect): reescreve ou modifica profundamente a aplicação para que ela seja nativa da nuvem, aproveitando ao máximo os recursos como microsserviços, serverless, etc. É a estratégia mais cara e demorada.

  • Repurchase (drop and shop): substitui a aplicação por um produto SaaS (Software as a Service) disponível no mercado.

  • Retire: descontinua a aplicação que não é mais necessária.

  • Retain (revisit): mantém a aplicação no ambiente atual, por algum motivo (como conformidade ou custo), planejando migrá-la futuramente.

A pegadinha da questão está em atribuir ao lift and shift características que pertencem ao refactor. O lift and shift é justamente o oposto da modernização: ele não reescreve a aplicação e não prioriza a modernização antes da transferência. Pelo contrário, a transferência é imediata e a modernização, se ocorrer, fica para depois.

Na prática, imagine uma empresa que tem um servidor físico rodando um sistema legado em Windows Server. Com lift and shift, ela cria uma máquina virtual na nuvem com o mesmo sistema operacional e copia a aplicação exatamente como está. O processo é rápido, mas a aplicação continua sendo monolítica e não usa serviços como balanceamento de carga automático ou banco de dados gerenciado. Já com refactor, a empresa reescreveria a aplicação em microsserviços, usando contêineres e funções serverless, o que demandaria meses de trabalho.

A banca explora a confusão entre os termos. O candidato que sabe que lift and shift é sinônimo de rehost e que este não envolve reescrita, marca ERRADO. Quem confunde com refactor ou replatform marca CERTO. Guarde a distinção: lift and shift = migração sem mudanças; refactor = reescrita para nuvem.

Estratégia

Reescrita da aplicação

Uso de recursos nativos da nuvem

Prioridade

Lift and shift (rehost)

Não (migra como está)

Não (aproveitamento mínimo)

Transferência rápida, sem modernização prévia

Refactor (re-architect)

Sim (reescrita completa)

Sim (exploração integral)

Modernização antes da transferência

1Rehost (lift and shift)
Migração sem alterações
Transferência rápida
2Replatform
Ajustes pontuais
Ex.: banco gerenciado
3Refactor (re-arquitetura)
Reescrita completa
Recursos nativos da nuvem
4Repurchase
Substituição por SaaS
5Retire
Descontinuação
6Retain
Mantém no ambiente atual
Estratégias de migração (6 Rs)
LEVELsoulevel.com.br
Estratégias de migração (6 Rs): Rehost (lift and shift) (Migração sem alterações, Transferência rápida); Replatform (Ajustes pontuais, Ex.: banco gerenciado); Refactor (re-arquitetura) (Reescrita completa, Recursos nativos da nuvem); Repurchase (Substituição por SaaS); Retire (Descontinuação); Retain (Mantém no ambiente atual)

Item — ❌ ERRADO

A afirmação diz que o lift and shift envolve "reescrita completa das aplicações" e "prioriza a modernização antes da transferência". Isso está incorreto por dois motivos:

  1. Reescrita completa: o lift and shift não reescreve nada; a aplicação é migrada tal como está. A reescrita é característica do refactor (re-arquitetura).

  2. Modernização antes da transferência: o lift and shift prioriza a transferência rápida, sem modernização prévia. A modernização, se desejada, ocorre depois da migração, como uma etapa posterior.

Portanto, a assertiva inverte completamente o conceito. O correto seria: "A estratégia lift and shift envolve a migração da aplicação sem alterações significativas, priorizando a transferência rápida do ambiente, sem modernização prévia."

NÃO CAIA NESSA!

A banca troca as estratégias de migração: atribui ao lift and shift o que é do refactor. O candidato que não domina os "6 Rs" cai na armadilha. Lembre-se: lift and shift = rehost = migração sem mudanças; refactor = re-arquitetura = reescrita para aproveitar a nuvem. Com treino, você identifica essas trocas de longe 💪.

Gabarito: ❌ ERRADO.

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