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Questão de Segurança da Informação — Hashes Criptográficos — CESPE / CEBRASPE 2026

Segurança da InformaçãoHashes Criptográficos
Código
ce390619
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ PR
Ano
2026
Cargo
AFE ( )

Texto 6A3

 

Certa agência de fiscalização submeteu os dados de cada autuação registrada a uma função hash e, em seguida, assinou digitalmente o resultado obtido. Um sistema verificador recebeu os dados, verificou a assinatura digital e recalculou o hash desses dados para comparação. Algum tempo depois, em uma auditoria, um analista observou que, para uma autuação específica, o hash dos dados armazenados no sistema receptor não correspondia ao hash contido no pacote assinado inicialmente, embora a verificação da assinatura digital tivesse sido bem-sucedida.

 

Com base na situação hipotética apresentada no texto 6A3, é correto afirmar que o problema observado pelo auditor ao recalcular o hash dos dados do sistema receptor pode ter ocorrido porque

 

I o hash foi recalculado pela auditoria abrangendo um conjunto de dados diferente daquele submetido ao cálculo inicial e à subsequente assinatura digital.

 

II a auditoria cometeu um equívoco ao recalcular o hash dos dados no sistema receptor empregando um algoritmo diferente daquele usado originalmente.

 

III houve alteração intencional dos dados no sistema receptor, provocada por agente externo, entre o momento da recepção dos dados e a verificação pela auditoria.

 

IV o sistema receptor interpretou e armazenou os dados em formato de codificação de caracteres diferente do formato que ensejou o cálculo realizado no primeiro sistema.

 

Assinale a opção correta.

  1. AApenas os itens I, II e III estão certos.
  2. BApenas os itens I, II e IV estão certos.
  3. CApenas os itens I, III e IV estão certos.
  4. DApenas os itens II, III e IV estão certos.
  5. ETodos os itens estão certos.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — Todos os itens estão certos.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Funções hash e assinatura digital: por que o hash não bateu?

Gabarito: letra E — todos os itens estão certos. O problema observado pelo auditor pode ter ocorrido por qualquer uma das quatro causas listadas, pois todas são hipóteses válidas para explicar a divergência entre o hash recalculado e o hash originalmente assinado. A assinatura digital garante integridade e autenticidade, mas o hash é sensível a qualquer alteração nos dados de entrada — seja no conteúdo, no conjunto de dados, no algoritmo ou na codificação.

Uma função hash é um algoritmo criptográfico unidirecional que transforma dados de tamanho variável em um resultado de tamanho fixo, chamado de message digest ou simplesmente hash. As propriedades fundamentais do hash são: determinismo (mesma entrada gera sempre o mesmo hash), tamanho fixo da saída, resistência a colisões e o efeito avalanche — qualquer pequena alteração na entrada produz um hash completamente diferente. É justamente essa sensibilidade que permite usar o hash para verificar a integridade dos dados.

No cenário descrito, a agência calculou o hash dos dados da autuação e assinou digitalmente esse hash. A assinatura digital funciona assim: o hash é cifrado com a chave privada do emissor, e o receptor verifica a assinatura usando a chave pública do emissor, comparando o hash decifrado com o hash que ele mesmo calcula dos dados recebidos. Se os hashes coincidem, os dados estão íntegros e a origem é autêntica. Se divergem, algo aconteceu com os dados ou com o processo de cálculo.

A questão pede para identificar possíveis causas da divergência. Como o hash é calculado sobre os dados exatos que lhe são fornecidos, qualquer diferença na entrada — seja no conteúdo, no escopo dos dados, no algoritmo usado ou na codificação — produzirá um hash diferente. A assinatura digital, por sua vez, apenas garante que o hash assinado não foi alterado desde a assinatura; ela não garante que o hash recalculado corresponda ao original se a entrada mudou. Portanto, todas as quatro hipóteses são tecnicamente plausíveis.

NÃO CAIA NESSA!

A banca pode tentar confundir o candidato fazendo-o acreditar que, se a assinatura digital foi verificada com sucesso, o hash deveria necessariamente coincidir. Isso é falso: a assinatura digital garante a autenticidade e a integridade do hash assinado, mas não garante que os dados sobre os quais o hash foi recalculado sejam os mesmos que deram origem ao hash original. A divergência pode ocorrer por qualquer alteração na entrada, mesmo que a assinatura seja válida.

Item

Descrição da causa

Explicação técnica

I

Conjunto de dados diferente no recálculo

O hash é sensível à entrada exata; qualquer inclusão/exclusão de campos ou registros altera o resultado.

II

Algoritmo de hash diferente

Cada algoritmo (MD5, SHA-1, SHA-256 etc.) gera saída distinta para a mesma entrada.

III

Alteração intencional dos dados no receptor

Modificação no conteúdo dos dados produz hash divergente; a assinatura protege o hash original, mas não impede a alteração.

IV

Codificação de caracteres diferente

UTF-8, ASCII, ISO-8859-1 etc. alteram a sequência de bytes, mudando o hash calculado.

Causas da divergência de hash
  • 1Dados diferentes
    • Conjunto de dados distinto
    • Alteração intencional
  • 2Processo de cálculo
    • Algoritmo diferente
    • Codificação de caracteres
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Item I — ✅ Correto

O hash foi recalculado pela auditoria abrangendo um conjunto de dados diferente daquele submetido ao cálculo inicial e à subsequente assinatura digital. Isso é uma causa válida: se a auditoria incluiu ou excluiu campos, registros ou metadados, o hash resultante será diferente, mesmo que os dados originais estejam intactos. O hash é calculado sobre a entrada exata que lhe é fornecida; qualquer diferença no escopo dos dados altera o resultado.

Item II — ✅ Correto

A auditoria cometeu um equívoco ao recalcular o hash dos dados no sistema receptor empregando um algoritmo diferente daquele usado originalmente. Cada algoritmo de hash (MD5, SHA-1, SHA-256, etc.) produz um resultado diferente para a mesma entrada. Se a auditoria usou um algoritmo distinto do original, o hash recalculado não corresponderá ao hash assinado, mesmo que os dados estejam íntegros.

Item III — ✅ Correto

Houve alteração intencional dos dados no sistema receptor, provocada por agente externo, entre o momento da recepção dos dados e a verificação pela auditoria. Essa é a causa mais óbvia: se os dados foram modificados, o hash recalculado será diferente. A assinatura digital protege o hash original, mas não impede que os dados sejam alterados após a recepção; ela apenas permite detectar a alteração quando o hash é recalculado.

Item IV — ✅ Correto

O sistema receptor interpretou e armazenou os dados em formato de codificação de caracteres diferente do formato que ensejou o cálculo realizado no primeiro sistema. A codificação de caracteres (UTF-8, ASCII, ISO-8859-1, etc.) afeta a representação binária dos dados. Se o sistema receptor converteu os dados para uma codificação diferente, a sequência de bytes mudou, e o hash calculado sobre esses bytes será diferente do hash original.

Conclusão: Todos os itens I, II, III e IV estão corretos, pois cada um representa uma causa tecnicamente válida para a divergência entre o hash recalculado e o hash originalmente assinado. Portanto, a alternativa correta é a letra E.

Gabarito: letra E

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