Questão de Redes de Computadores — Cloud Computing (Computação em Nuvem) — CESPE / CEBRASPE 2026
Redes de Computadores›Cloud Computing (Computação em Nuvem)
Código
ce390620
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ PR
Ano
2026
Cargo
AFE ( )
Os modelos de serviços de computação em nuvem são baseados no conceito de compartilhamento de recursos de computação, software e informações sob demanda pela Internet. Empresas ou indivíduos pagam para acessar um pool virtual de recursos compartilhados, incluindo serviços de computação, armazenamento e rede, que estão localizados em servidores remotos, pertencentes e gerenciados por provedores de serviços.
Internet: <cloud.google.com> (com adaptações).
A IaaS em nuvem computacional
Adispensa o gerenciamento de dados e segurança, que são responsabilidades do provedor de nuvem.
Bpermite que os usuários provisionem recursos de hardware virtualizado sob demanda.
Cnão suporta aplicações dinâmicas.
Doferece serviços de armazenamento em nuvem sem capacidade de processamento ou rede.
Ecaracteriza-se por um ambiente de bibliotecas em nuvem e software de desenvolvimento.
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GabaritoB — permite que os usuários provisionem recursos de hardware virtualizado sob demanda.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
IaaS: Infraestrutura como Serviço
Gabarito: letra B. A IaaS (Infrastructure as a Service) é o modelo de serviço em nuvem que fornece infraestrutura de computação virtualizada — servidores, armazenamento e rede — sob demanda, permitindo que o usuário provisione esses recursos sem adquirir hardware físico. A alternativa B espelha exatamente essa definição, enquanto as demais distorcem o modelo ao atribuir-lhe características de outros modelos (PaaS, SaaS) ou negar suas capacidades essenciais.
A computação em nuvem, conforme definida pelo NIST (National Institute of Standards and Technology), é um modelo que permite acesso conveniente e sob demanda a um conjunto de recursos computacionais configuráveis (redes, servidores, armazenamento, aplicações e serviços) que podem ser rapidamente provisionados e liberados com o mínimo de esforço de gestão ou interação com o provedor. Dentro desse paradigma, existem três modelos de serviço principais, que formam uma hierarquia de abstração: IaaS, PaaS e SaaS.
A IaaS é a camada mais básica e fundamental. Ela entrega ao cliente a infraestrutura de TI como um serviço: máquinas virtuais, armazenamento em disco, balanceadores de carga, redes virtuais e firewalls. O provedor gerencia a infraestrutura física (datacenters, servidores, storage, rede), mas o usuário tem controle sobre os sistemas operacionais, o armazenamento e as aplicações implantadas. É o modelo que mais se aproxima de um datacenter tradicional, porém virtualizado e acessível pela internet. O provisionamento é feito sob demanda, ou seja, o usuário pode criar, configurar e desativar recursos conforme a necessidade, pagando apenas pelo que utiliza (modelo pay-as-you-go).
A distinção entre os três modelos é o nível de controle e responsabilidade que o usuário possui. Na IaaS, o usuário gerencia tudo acima do hipervisor (SO, runtime, aplicações, dados). Na PaaS (Platform as a Service), o provedor gerencia também o sistema operacional e o runtime, e o usuário foca apenas no desenvolvimento e implantação de aplicações. Na SaaS (Software as a Service), o provedor entrega o software pronto, e o usuário apenas o utiliza, sem se preocupar com a infraestrutura subjacente. Essa fronteira é o ponto central que a questão explora: cada alternativa errada confunde a IaaS com um desses outros modelos ou com conceitos vizinhos.
A pegadinha da banca está em atribuir à IaaS características que não lhe pertencem. A alternativa A, por exemplo, sugere que a IaaS dispensa o gerenciamento de dados e segurança, o que é um equívoco: na IaaS, a segurança é uma responsabilidade compartilhada — o provedor protege a infraestrutura física e a virtualização, mas o usuário é responsável por proteger seus dados, sistemas operacionais e aplicações. A alternativa C nega o suporte a aplicações dinâmicas, o que contradiz a própria essência da nuvem, que é a elasticidade e o provisionamento dinâmico. A alternativa D reduz a IaaS a um mero armazenamento, ignorando que ela inclui processamento e rede. A alternativa E confunde IaaS com PaaS ou com bibliotecas de desenvolvimento.
Guarde a fronteira entre os modelos de serviço — IaaS (infraestrutura), PaaS (plataforma) e SaaS (software) — e a questão de responsabilidade compartilhada de segurança. É exatamente nesses dois eixos que as alternativas se dividem.
Modelos de serviço em nuvem: IaaS (Infraestrutura) (Provisiona hardware virtualizado sob demanda, Controle do SO para cima, Segurança compartilhada); PaaS (Plataforma) (Ambiente de desenvolvimento, Bibliotecas e runtimes, Controle apenas da aplicação); SaaS (Software) (Software pronto para uso, Sem controle da infraestrutura)
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que a IaaS dispensa o gerenciamento de dados e segurança, transferindo toda a responsabilidade ao provedor. Isso é falso: na IaaS, a responsabilidade é compartilhada. O provedor é responsável pela segurança da infraestrutura física e da camada de virtualização, mas o usuário permanece responsável pela segurança dos seus dados, sistemas operacionais, aplicações e configurações de rede. A banca explora a confusão entre "o provedor gerencia a infraestrutura" e "o provedor gerencia tudo".
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A IaaS permite que os usuários provisionem recursos de hardware virtualizado sob demanda. Essa é a definição central do modelo: o usuário acessa um pool de recursos computacionais (servidores virtuais, armazenamento, rede) e os configura conforme a necessidade, sem interação humana com o provedor para cada provisionamento. O termo "sob demanda" é a chave — reflete a característica essencial da nuvem de autosserviço e elasticidade.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Afirma que a IaaS não suporta aplicações dinâmicas. Isso é o oposto da realidade: a nuvem, e a IaaS em particular, é projetada para suportar cargas de trabalho dinâmicas e elásticas. O usuário pode escalar recursos horizontalmente (adicionar mais máquinas virtuais) ou verticalmente (aumentar recursos de uma máquina) conforme a demanda, o que é a base para aplicações dinâmicas e escaláveis.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Reduz a IaaS a um serviço de armazenamento sem capacidade de processamento ou rede. A IaaS inclui, por definição, os três pilares da infraestrutura: computação (processamento), armazenamento e rede. Um serviço que oferece apenas armazenamento seria classificado como Storage as a Service, um subconjunto, não a IaaS completa.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Caracteriza a IaaS como um ambiente de bibliotecas em nuvem e software de desenvolvimento. Essa descrição se aproxima da PaaS (Platform as a Service), que fornece um ambiente de desenvolvimento e implantação com ferramentas, bibliotecas e runtimes. A IaaS, por sua vez, entrega a infraestrutura bruta, sem as ferramentas de desenvolvimento embutidas.
NÃO CAIA NESSA!
A banca adora trocar as responsabilidades entre os modelos de serviço. Na alternativa A, ela inverte a lógica da segurança compartilhada: o provedor cuida da infraestrutura, mas o cliente continua responsável pelos dados e aplicações. Na alternativa E, ela confunde IaaS com PaaS. Ao ver "bibliotecas" ou "software de desenvolvimento", pense imediatamente em PaaS, não em IaaS. Com treino, você identifica essas trocas de longe 💪
PEGA ESSA DICA!
Para fixar os três modelos, use a régua do controle: na IaaS, você controla do sistema operacional para cima; na PaaS, você controla apenas a aplicação; na SaaS, você não controla nada além do uso. Quando a questão falar em "provisionar hardware virtualizado", "máquinas virtuais" ou "infraestrutura", é IaaS. Quando falar em "plataforma de desenvolvimento" ou "runtime", é PaaS. Quando falar em "software pronto para uso", é SaaS.