Questão de Segurança da Informação — Algoritmos de Criptografia — CESPE / CEBRASPE 2026
- Código
- ce390650
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- INFRA S.A.
- Ano
- 2026
- Cargo
- Analista ( )
- CCerto
- EErrado
GabaritoC — Certo
✅ CERTO. É comum que algoritmos criptográficos simétricos que usam cifra de fluxo executem a operação ou exclusivo (XOR), pois essa é a forma típica de combinar o fluxo de chave (keystream) com o texto claro para gerar o texto cifrado. A afirmação está correta e reflete o funcionamento básico das cifras de fluxo, como o RC4.
A criptografia simétrica é aquela em que se utiliza a mesma chave tanto para cifrar quanto para decifrar a mensagem. Ela se divide em dois grandes grupos: as cifras de bloco e as cifras de fluxo. As cifras de bloco operam sobre blocos de tamanho fixo (por exemplo, 128 bits no AES), enquanto as cifras de fluxo processam os dados bit a bit ou byte a byte, gerando um fluxo contínuo de bits pseudoaleatórios chamado keystream (fluxo de chave).
O funcionamento de uma cifra de fluxo é simples: o algoritmo gera um keystream a partir da chave secreta e, em seguida, combina esse keystream com o texto claro usando a operação XOR (ou exclusivo). O resultado é o texto cifrado. Para decifrar, o receptor gera o mesmo keystream (usando a mesma chave) e aplica XOR novamente sobre o texto cifrado, recuperando o texto claro. Essa propriedade do XOR — de que aplicar a operação duas vezes com o mesmo valor retorna ao original — é o que torna essa operação tão adequada para a criptografia.
Um exemplo clássico de cifra de fluxo é o RC4, que foi amplamente utilizado em protocolos como WEP e TLS. Outro exemplo é o ChaCha20, usado em protocolos modernos como TLS 1.3. A operação XOR é tão intrínseca a essas cifras que, na prática, é difícil encontrar uma cifra de fluxo que não a utilize.
É importante não confundir cifras de fluxo com cifras de bloco. As cifras de bloco, como AES e DES, operam sobre blocos de dados e não dependem diretamente do XOR para a cifragem básica (embora muitos modos de operação, como CTR e OFB, transformem a cifra de bloco em uma cifra de fluxo, justamente usando XOR para combinar o keystream com o texto claro). A distinção entre os dois tipos é um ponto recorrente em provas de segurança da informação.
A pegadinha que a banca pode explorar é tentar associar o XOR exclusivamente a cifras de bloco ou a algoritmos assimétricos. No entanto, a afirmação da questão é precisa: é comum que cifras de fluxo simétricas usem XOR. Isso não significa que todas as cifras de fluxo usem XOR, mas é a prática mais difundida.
A banca pode tentar confundir o candidato associando o XOR a cifras de bloco ou a algoritmos assimétricos. Lembre-se: o XOR é a operação típica das cifras de fluxo, como RC4 e ChaCha20. Cifras de bloco (AES, DES) operam sobre blocos, e a assimétrica (RSA, ECC) usa matemática de chaves públicas/privadas, não XOR.
Para fixar, lembre-se da tabela:
Tipo de cifra | Operação típica | Exemplos |
|---|---|---|
Cifra de fluxo | XOR (ou exclusivo) | RC4, ChaCha20 |
Cifra de bloco | Substituição/permutação em blocos | AES, DES, 3DES |
Assimétrica | Operações matemáticas (fatoração, logaritmo discreto) | RSA, ECC, ElGamal |
✅ CERTO.
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