Questão de Segurança da Informação — Hashes Criptográficos — CESPE / CEBRASPE 2026
Segurança da Informação›Hashes Criptográficos
Código
ce390743
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
AgSUS
Ano
2026
Cargo
AProj ( )
A respeito de segurança da informação, julgue o item a seguir.
O hashing é uma função unidirecional (one-way) que transforma um dado de qualquer tamanho em uma string de comprimento fixo, sendo computacionalmente inviável reverter o hash para obter o dado original.
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GabaritoC — Certo
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Funções Hash Criptográficas
✅ CERTO. A afirmação está correta: hashing é uma função unidirecional (one-way) que transforma dados de qualquer tamanho em uma saída de comprimento fixo, e é computacionalmente inviável reverter o hash para obter o dado original. Essa é a definição clássica de função hash criptográfica, que garante a propriedade de resistência à pré-imagem.
Uma função hash criptográfica é um algoritmo que recebe uma entrada de tamanho variável (uma mensagem, um arquivo, uma senha) e produz uma saída de tamanho fixo, chamada de message digest, resumo ou simplesmente hash. Por exemplo, o MD5 gera sempre 128 bits, o SHA-1 gera 160 bits e o SHA-256 gera 256 bits, independentemente do tamanho da entrada — um arquivo de 1 byte ou um disco de 1 TB produzem hashes do mesmo tamanho.
A característica central que define o hashing como "unidirecional" é a resistência à pré-imagem: dado um hash, é computacionalmente inviável encontrar uma mensagem que produza aquele hash. Isso significa que não existe uma operação inversa (como a descriptografia na criptografia) que recupere o dado original a partir do hash. Essa propriedade é o que torna o hash útil para armazenar senhas com segurança (o servidor guarda apenas o hash, não a senha em texto claro) e para verificar a integridade de dados (qualquer alteração na entrada produz um hash diferente).
É importante distinguir hashing de criptografia. A criptografia (simétrica ou assimétrica) é reversível: o texto cifrado pode ser decifrado com a chave correta, recuperando o texto original. O hashing, por outro lado, é irreversível por design — não há chave que "desfaça" o hash. Essa diferença é fundamental e frequentemente cobrada em provas: enquanto a criptografia garante confidencialidade, o hash garante integridade (e, quando combinado com chave privada, autenticidade e não repúdio, como na assinatura digital).
A banca explora exatamente essa distinção: o candidato que confunde hash com criptografia pode achar que é possível "reverter" o hash, mas a afirmação do enunciado está perfeitamente alinhada com a definição técnica. A pegadinha aqui é sutil: a palavra "unidirecional" e a impossibilidade de reversão são os pontos centrais, e qualquer hesitação sobre eles levaria ao erro.
A afirmação está correta. Ela descreve com precisão as três propriedades essenciais de uma função hash criptográfica:
Unidirecionalidade (one-way): é computacionalmente inviável reverter o hash para obter o dado original — isso é a resistência à pré-imagem.
Entrada de tamanho variável: o hash pode ser aplicado a dados de qualquer tamanho, de um único caractere a um arquivo gigantesco.
Saída de comprimento fixo: o hash gerado tem sempre o mesmo tamanho, independentemente do tamanho da entrada (ex.: MD5 = 128 bits, SHA-1 = 160 bits, SHA-256 = 256 bits).
Essas propriedades são exatamente o que define uma função hash criptográfica, conforme a literatura de segurança da informação. O enunciado não afirma nada além disso, e não há exceção que o torne falso. Portanto, o item está CERTO.