Questão de Segurança da Informação — Gestão de Continuidade de Negócio (NBR ISO/IEC 15999-1, 15999-2, 27002, 22313, etc.) — CESPE / CEBRASPE 2026
Segurança da Informação›Gestão de Continuidade de Negócio (NBR ISO/IEC 15999-1, 15999-2, 27002, 22313, etc.)
Código
ce390746
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
IPAAM
Ano
2026
Cargo
Ana Amb (Ipaam)
A ISO 22301 exige que a organização defina critérios para recuperação de atividades críticas após uma interrupção. Com base nessa norma, assinale a opção que descreve corretamente o conceito de RTO (recovery time objective).
Aprazo para comunicação aos stakeholders
Bintervalo entre testes do plano de continuidade
Ctempo máximo aceitável de perda de dados
Dtempo estimado para detecção do incidente
Etempo máximo aceitável para retomar uma atividade crítica
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GabaritoE — tempo máximo aceitável para retomar uma atividade crítica
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
RTO (Recovery Time Objective) na ISO 22301
Gabarito: letra E. O RTO (Recovery Time Objective) é o tempo máximo aceitável para retomar uma atividade crítica após uma interrupção, conforme a ISO 22301. É o período que a organização define como meta para voltar a operar, e deve ser menor que o MTPD (Maximum Tolerable Period of Disruption). As demais alternativas descrevem outros conceitos da continuidade de negócio, como RPO, comunicação e testes.
O RTO é um dos conceitos centrais da Gestão de Continuidade de Negócios (GCN). Ele responde à pergunta: "em quanto tempo precisamos voltar a funcionar?" Após um incidente, a organização define metas de recuperação para cada atividade crítica, e o RTO é exatamente essa meta de tempo. É importante não confundir com o RPO (Recovery Point Objective), que olha para trás, medindo a perda de dados aceitável, enquanto o RTO olha para frente, medindo o tempo de paralisação.
A ISO 22301, norma de continuidade de negócios, exige que a organização determine os requisitos de continuidade, incluindo o RTO, com base na análise de impacto nos negócios (BIA). A BIA identifica as atividades críticas e o impacto de sua interrupção ao longo do tempo, permitindo definir metas realistas de recuperação. O RTO deve ser menor que o MTPD, que é o tempo máximo que a organização pode ficar sem a atividade antes de sofrer danos irreparáveis.
Na prática, se uma atividade crítica tem RTO de 4 horas, significa que, após um incidente, a organização deve retomar essa atividade em até 4 horas. Para cumprir essa meta, é preciso ter recursos, planos e procedimentos prontos. O RTO é definido pela alta direção, com base no impacto financeiro e operacional de cada atividade, e é um dos principais parâmetros para dimensionar as estratégias de recuperação.
A pegadinha clássica da banca é confundir RTO com RPO. Enquanto o RTO mede o tempo para retomar a atividade, o RPO mede o ponto no tempo em que os dados devem ser restaurados, ou seja, a perda máxima de dados aceitável. A alternativa C descreve exatamente o RPO, e não o RTO. Guarde essa distinção: RTO é tempo de paralisação, RPO é perda de dados.
Alternativa A — ❌ Incorreta
O prazo para comunicação aos stakeholders não é o RTO. A comunicação é uma parte importante do plano de continuidade, mas não é uma meta de recuperação. O RTO é especificamente o tempo para retomar a atividade crítica, não o tempo para avisar as partes interessadas.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O intervalo entre testes do plano de continuidade é um requisito de manutenção do plano, não o RTO. A norma exige que os planos sejam testados e atualizados regularmente, mas isso é um processo de garantia de eficácia, não uma meta de recuperação.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Esta é a descrição do RPO (Recovery Point Objective), não do RTO. O RPO é o ponto no tempo em que os dados devem ser restaurados, representando a perda máxima de dados aceitável. O RTO, por sua vez, é o tempo máximo para retomar a atividade. A banca troca os conceitos para confundir o candidato.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O tempo estimado para detecção do incidente é parte do processo de resposta a incidentes, mas não é o RTO. A detecção é uma etapa que antecede a recuperação; o RTO começa a contar a partir do incidente e inclui todo o tempo até a retomada da atividade.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Esta é a definição correta de RTO: o tempo máximo aceitável para retomar uma atividade crítica após uma interrupção. A ISO 22301 define o RTO como o período de tempo após um incidente em que o produto, serviço ou atividade deve ser retomado, ou os recursos devem ser recuperados. É a meta de tempo que a organização estabelece para voltar a operar.
NÃO CAIA NESSA!
A banca adora trocar RTO por RPO. RTO é o tempo para retomar a atividade (olha para frente); RPO é o ponto de recuperação dos dados (olha para trás). A alternativa C descreve o RPO, e o candidato desatento marca ela achando que é o RTO. Lembre: RTO = tempo de paralisação, RPO = perda de dados.
NÃO CAIA NESSA!
Para não confundir, associe as siglas: RTO tem "T" de Tempo (quanto tempo para voltar); RPO tem "P" de Ponto (em que ponto os dados devem ser restaurados). Na prova, se a alternativa falar em "perda de dados", é RPO; se falar em "retomar atividade", é RTO.