Questão de Redes de Computadores — Conceitos e Especificações do IP — CESPE / CEBRASPE 2026
Redes de Computadores›Conceitos e Especificações do IP
Código
ce390782
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TCE RN
Ano
2026
Cargo
Ana Adm ( )
Acerca de rede de computadores, protocolos da família TCP/IP e protocolo SNMP, julgue o item a seguir.
O campo TTL (time to live) do cabeçalho IPv4 funciona na prática como um contador de saltos (hops); adicionalmente, o campo checksum do cabeçalho deve ser recalculado em cada roteador intermediário, visto que o valor do TTL é decrementado a cada passagem por um nó da rede.
CCerto
EErrado
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GabaritoC — Certo
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Cabeçalho IPv4: TTL e checksum
Gabarito: ✅ CERTO. O campo TTL (time to live) do IPv4 é, na prática, um contador de saltos (hops), e o campo checksum do cabeçalho precisa ser recalculado em cada roteador intermediário, pois o TTL é decrementado a cada passagem por um nó — exatamente o que o enunciado afirma. A fundamentação está na RFC 791, que define o protocolo IPv4.
O TTL é um campo de 8 bits do cabeçalho IPv4, originalmente concebido para limitar o tempo de vida de um pacote na rede, evitando que ele fique circulando indefinidamente em caso de loops de roteamento. Na prática, porém, cada roteador que encaminha o pacote decrementa o valor do TTL em pelo menos 1 unidade. Quando o TTL chega a 0, o roteador descarta o pacote e, tipicamente, envia uma mensagem ICMP do tipo "Time Exceeded" de volta ao remetente — é esse mecanismo que o comando traceroute explora para mapear a rota até um destino.
O campo checksum do cabeçalho IPv4 é um valor de 16 bits calculado sobre o próprio cabeçalho (não sobre os dados). Ele serve para detectar erros que possam ter corrompido o cabeçalho durante a transmissão. Como o TTL é alterado a cada salto, o checksum calculado na origem deixa de ser válido — por isso, cada roteador precisa recalcular o checksum antes de encaminhar o pacote. Esse é um ponto importante: o checksum do IPv4 cobre apenas o cabeçalho, e não a carga útil (os dados).
Vale notar que essa é uma diferença relevante em relação ao IPv6: o IPv6 não possui campo checksum no cabeçalho, pois a camada de enlace (como Ethernet) já oferece detecção de erros, e os protocolos de transporte (TCP/UDP) também possuem seus próprios checksums. No IPv6, portanto, não há recálculo de checksum a cada salto.
A pegadinha que a banca poderia explorar aqui seria afirmar que o TTL é um contador de tempo real (segundos) ou que o checksum não precisa ser recalculado. Mas o enunciado está tecnicamente correto nos dois pontos: TTL funciona como contador de saltos e o checksum é recalculado a cada roteador. A questão é direta e cobra o conhecimento literal do funcionamento do cabeçalho IPv4.
NÃO CAIA NESSA!
A banca poderia tentar confundir o candidato afirmando que o TTL mede tempo em segundos (sua definição original) ou que o checksum cobre os dados do pacote. Aqui, porém, o enunciado está correto: na prática, o TTL é um contador de saltos, e o checksum do IPv4 cobre apenas o cabeçalho, sendo recalculado a cada nó.
Item — ✅ CERTO
O enunciado faz duas afirmações, ambas verdadeiras:
O TTL funciona como contador de saltos: cada roteador decrementa o TTL em pelo menos 1; quando chega a 0, o pacote é descartado. Isso é o comportamento prático do campo, conforme definido na RFC 791.
O checksum deve ser recalculado em cada roteador: como o TTL muda a cada salto, o checksum do cabeçalho (que cobre o cabeçalho inteiro) precisa ser recalculado para refletir o novo valor. Sem isso, o checksum seria inválido no próximo nó.