O Kubernetes estabelece determinadas características arquiteturais e lida com orquestração e alocação de recursos em sistemas computacionais. Acerca do Kubernetes, julgue o item a seguir.
O plano de controle do Kubernetes deve ser executado em uma única máquina (virtual ou física), e um cluster geralmente executa apenas um nó.
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Kubernetes: Plano de Controle e Nós do Cluster
Gabarito: letra E (ERRADO). O Kubernetes foi projetado para ser um sistema distribuído e altamente disponível: o plano de controle pode (e em produção geralmente deve) ser executado em múltiplas máquinas, e um cluster é composto por um ou mais nós de trabalho (workers). A afirmação de que o plano de controle deve rodar em uma única máquina e que o cluster geralmente tem apenas um nó contraria a própria arquitetura do Kubernetes, que visa escalabilidade e tolerância a falhas.
O Kubernetes (K8s) é um sistema de orquestração de contêineres que automatiza a implantação, o dimensionamento e a gestão de aplicações. Sua arquitetura é dividida em dois planos lógicos: o plano de controle (control plane) e o plano de dados (data plane). O plano de controle é o "cérebro" do cluster, responsável por tomar decisões globais (como agendamento de pods) e detectar/responder a eventos do cluster. O plano de dados é onde os contêineres realmente executam, nos nós de trabalho.
A arquitetura do Kubernetes é fundamentalmente distribuída. O plano de controle é composto por componentes como o API server, o etcd (banco de dados distribuído que armazena as configurações do cluster), o controller manager e o scheduler. Em um ambiente de produção, esses componentes são replicados em múltiplas máquinas para garantir alta disponibilidade — se um nó do plano de controle falhar, outro assume. Um cluster pode ter um único nó (em cenários de desenvolvimento ou edge computing), mas isso é a exceção, não a regra. A afirmação inverte completamente o desenho arquitetural: o Kubernetes foi criado justamente para gerenciar clusters com muitos nós, distribuindo a carga de trabalho.
A pegadinha aqui é a banca apresentar uma característica de um sistema centralizado (como um banco de dados tradicional) como se fosse do Kubernetes. O candidato que não conhece a arquitetura distribuída do K8s pode cair na armadilha de achar que o plano de controle é um ponto único de falha. Na prática, o Kubernetes é o oposto: ele foi projetado para eliminar pontos únicos de falha, replicando o plano de controle e distribuindo os nós de trabalho.
Arquitetura Kubernetes: Plano de controle (API server, etcd, Controller manager, Scheduler, Replicado em produção (alta disponibilidade)); Plano de dados (Nós de trabalho (workers), Executam os pods, Múltiplos nós (escalabilidade)); Cluster (Não é um único nó, Plano de controle não é máquina única)
Item — ❌ ERRADO
A afirmação está errada por dois motivos principais:
Plano de controle em uma única máquina: O plano de controle do Kubernetes não deve ser executado em uma única máquina. Em produção, ele é replicado em múltiplas máquinas para garantir alta disponibilidade e tolerância a falhas. Componentes como o API server e o etcd são projetados para operar em cluster, com replicação e eleição de líder.
Cluster com apenas um nó: Um cluster Kubernetes geralmente executa múltiplos nós de trabalho. A função do Kubernetes é justamente orquestrar e gerenciar a alocação de recursos em um conjunto de máquinas, distribuindo os pods entre os nós. Um cluster de um único nó é possível (por exemplo, em ambientes de desenvolvimento ou testes), mas não é a configuração típica ou recomendada.
A arquitetura correta é:
Plano de controle: pode ser executado em uma ou mais máquinas (replicado para alta disponibilidade).
Plano de dados: composto por um ou mais nós de trabalho (workers), onde os pods são executados.