Questão de TI - Ciência de Dados e Inteligência Artificial — Data Mining (Mineração de Dados): Etapas, Algoritmos e Modelos (KDD, CRISP-DM, etc.) — CESPE / CEBRASPE 2026
TI - Ciência de Dados e Inteligência Artificial›Data Mining (Mineração de Dados): Etapas, Algoritmos e Modelos (KDD, CRISP-DM, etc.)
Código
ce391366
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
IPAAM
Ano
2026
Cargo
Ana Amb (Ipaam)
Imagens de satélite e inteligência artificial podem ser aplicadas para determinar os níveis de desmatamento e os detalhes da biodiversidade da Floresta Amazônica, de maneira que culturas agrícolas sejam automaticamente classificadas por um sistema de aprendizado de máquina que usa imagens de satélite nesse mapeamento.
É nesse sentido que a ferramenta LLP-Co (learning from label proportions with prototypical contrastive clustering) organiza grandes conjuntos de dados capturados por drones e satélites, que conseguem sobrevoar a floresta e coletar dados em grande escala, inclusive em áreas de cobertura vegetal mais densa. Esses dados são organizados, identificados (rotulados) e classificados pelo sistema, que tem a capacidade de aprender sozinho a partir da supervisão e validação dos pesquisadores.
As aplicações do sistema no monitoramento florestal permitem uma maior acurácia no acompanhamento do avanço do desmatamento, possibilitando uma gestão de políticas públicas mais eficaz. Além disso, a identificação e a classificação das espécies vegetais podem revelar detalhes surpreendentes da biodiversidade local, abrindo novos flancos de pesquisas voltadas para a preservação ambiental.
A classificação automática de culturas agrícolas e espécies vegetais, conforme descrita no texto 2A2-I, corresponde, do ponto de vista da mineração de dados, a uma tarefa de classificação porque
Areduz a dimensionalidade dos dados para a visualização.
Bagrupa dados sem rótulos previamente definidos.
Cidentifica exceções raras em grandes volumes de dados.
Ddescobre relações frequentes entre atributos independentes.
Eassocia instâncias a classes previamente definidas a partir de exemplos.
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GabaritoE — associa instâncias a classes previamente definidas a partir de exemplos.
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Mineração de dados: classificação supervisionada
Gabarito: letra E. A tarefa descrita no texto é uma classificação supervisionada, pois o sistema LLP-Co associa instâncias (imagens de satélite) a classes previamente definidas (tipos de culturas agrícolas e espécies vegetais) a partir de exemplos rotulados — exatamente o que a alternativa E afirma. O texto confirma: os dados são "organizados, identificados (rotulados) e classificados pelo sistema, que tem a capacidade de aprender sozinho a partir da supervisão e validação dos pesquisadores".
Na mineração de dados, a classificação é uma tarefa de aprendizado supervisionado em que o modelo é treinado com um conjunto de dados rotulados — ou seja, cada instância já vem com sua classe conhecida — e, a partir desses exemplos, aprende uma função que mapeia os atributos das instâncias para as classes. O objetivo é que, ao receber uma nova instância sem rótulo, o modelo consiga predizer a qual classe ela pertence. É o que acontece no texto: o sistema aprende a reconhecer padrões nas imagens de satélite (atributos como cor, textura, forma) e os associa a culturas agrícolas ou espécies vegetais (classes predefinidas).
O texto é explícito ao descrever o processo: "Esses dados são organizados, identificados (rotulados) e classificados pelo sistema, que tem a capacidade de aprender sozinho a partir da supervisão e validação dos pesquisadores." A palavra "rotulados" é a chave — ela indica que as instâncias de treinamento já possuem a classe correta, o que caracteriza o aprendizado supervisionado. A "supervisão e validação dos pesquisadores" reforça que há um agente externo conferindo os rótulos, típico do paradigma supervisionado.
A distinção central que a banca explora é entre classificação (supervisionada) e agrupamento/clusterização (não supervisionada). Na classificação, as classes são conhecidas a priori e o modelo aprende a partir de exemplos rotulados; na clusterização, não há rótulos e o algoritmo descobre grupos naturais nos dados. O texto deixa claro que o sistema trabalha com rótulos, então é classificação. Outras tarefas de mineração — como redução de dimensionalidade, detecção de anomalias e regras de associação — também aparecem como distratores, mas nenhuma corresponde ao que o texto descreve.
A pegadinha desta questão está em confundir a classificação com a clusterização: a alternativa B diz "agrupa dados sem rótulos previamente definidos", que é a definição exata de clusterização (não supervisionada). O candidato que não percebe que o texto menciona explicitamente os rótulos cai nessa armadilha. Guarde a fronteira: classificação = rótulos existem e o modelo aprende a partir deles; clusterização = rótulos não existem e o modelo descobre os grupos. É exatamente nessa fronteira que as alternativas se dividem.
Tarefas de mineração de dados
1Supervisionadas (rótulos existem)
Classificação
associa instâncias a classes predefinidas
aprende de exemplos rotulados
Regressão
2Não supervisionadas (sem rótulos)
Clusterização
agrupa dados sem rótulos
descobre grupos naturais
Regras de associação
relações frequentes entre atributos
3Outras
Redução de dimensionalidade
PCA, t-SNE
Detecção de anomalias
exceções raras
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Reduzir a dimensionalidade dos dados para visualização é uma tarefa de redução de dimensionalidade (como PCA ou t-SNE), não de classificação. O texto não menciona redução de dimensionalidade; ele descreve a rotulagem e a classificação de instâncias em classes predefinidas. A alternativa confunde o pré-processamento com a tarefa principal.
Alternativa B — ❌ Incorreta
"Agrupa dados sem rótulos previamente definidos" é a definição de clusterização (aprendizado não supervisionado). O texto, porém, afirma que os dados são "identificados (rotulados)" — ou seja, há rótulos. A alternativa inverte o paradigma: troca a classificação supervisionada pela clusterização não supervisionada.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Identificar exceções raras em grandes volumes de dados é a tarefa de detecção de anomalias (outliers). O texto não descreve a busca por exceções; descreve a associação de instâncias a classes conhecidas. A alternativa confunde a classificação com a detecção de anomalias, que é outra tarefa de mineração.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Descobrir relações frequentes entre atributos independentes é a tarefa de regras de associação (como o algoritmo Apriori, usado em análise de cesta de compras). O texto não menciona a descoberta de relações entre atributos; menciona a classificação de instâncias em classes predefinidas. A alternativa troca a classificação pela mineração de regras de associação.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"Associa instâncias a classes previamente definidas a partir de exemplos" é a definição precisa de classificação supervisionada. O texto confirma: o sistema "organiza, identifica (rotula) e classifica" os dados, aprendendo "a partir da supervisão e validação dos pesquisadores". As instâncias (imagens de satélite) são associadas a classes (culturas agrícolas, espécies vegetais) com base em exemplos rotulados. É exatamente o que a alternativa descreve.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca a classificação supervisionada pela clusterização não supervisionada na alternativa B. O texto diz "dados rotulados" e "supervisão dos pesquisadores" — se o candidato não percebe esses termos, escolhe a B. Fique atento: classificação = rótulos existem; clusterização = rótulos não existem. Com treino, você enxerga essa troca de longe 💪.
PEGA ESSA DICA!
Para diferenciar as tarefas de mineração na prova, pergunte-se: "o modelo sabe a resposta certa durante o treino?" Se sim, é supervisionado (classificação ou regressão). Se não, é não supervisionado (clusterização ou associação). E se o objetivo é achar o que foge do padrão, é detecção de anomalias. Essa pergunta resolve a maioria das questões.