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Questão de Ciências — Precarização do Trabalho e Desemprego — CESPE / CEBRASPE 2026

CiênciasPrecarização do Trabalho e Desemprego
Código
ce391589
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEED SE
Ano
2026
Cargo
PEB ( )
Texto 15A2-II

        A influenciadora Fabiana Sobrinho compartilhou recentemente um vídeo em sua rede social, no qual expôs conversas com sua filha de 12 anos a respeito do trabalho formal regido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). No vídeo, Fabiana pede para a menina repetir por que ela tem medo de “ser CLT” quando começar a trabalhar. “Andar de ônibus todo dia. Muita gente, chefe, pessoas mandando”, responde ela. Segundo a influenciadora, alguns jovens acham que “ser CLT” é ser pobre. O caso não é isolado. Nas redes sociais, há outros relatos de pessoas que já se depararam com crianças usando a sigla CLT para ofender. Segundo Fabiana Sobrinho, “vocês não têm noção da quantidade de crianças demonizando ser CLT. Vários alunos meus, 6.º, 7.º ano, demonizando ser CLT. Aí eu pergunto o que é CLT, eles dizem apenas que é trabalhar e receber pouco”.

        Em janeiro, o UOL publicou reportagem sobre os coaches mirins — crianças que aparecem nas redes sociais desdenhando da escola e ensinando supostos atalhos para enriquecer. “Para ser pobre, estude, faça uma boa faculdade e encontre um bom emprego. Agora, para ser rico, faça totalmente ao contrário”, dizia uma das crianças. Segundo especialistas, a ideia de prosperidade e qualidade de vida que é passada aos mais jovens está distorcida, já que reforça uma constante comparação social a partir de uma visão centrada no consumismo, meritocracia e plutocracia (poder do dinheiro).

C. Corsini. Crianças demonizam CLT: carteira assinada vira ofensa entre os jovens.
Internet: www.economia.uol.com.br (com adaptações).
Leia o texto.   Tendo o texto 15A2-II como referência, assinale a opção correta no que se refere às transformações contemporâneas do trabalho e ao denominado processo de “uberização”.
  1. AO discurso dos coaches mirins promove a ideia de mobilidade social garantida pelo trabalho por plataformas, pois a ausência de contrato formal cria oportunidades iguais para todos os jovens trabalhadores de acordo com seu próprio empenho.
  2. BA cultura digital descrita no texto demonstra que a “uberização” substitui a lógica salarial por mecanismos mais estáveis de remuneração definidos pelas plataformas.
  3. CA demonização da CLT expressa um retorno ao modelo fordista de trabalho, já que esse modelo defendia maior informalidade, autonomia e ausência de direitos para estimular a produtividade industrial.
  4. DO trabalho por plataformas, visto como forma superior de autonomia trabalhista, elimina relações de subordinação e dependência econômica.
  5. EOs valores expressos pelas crianças no texto reproduzem a ideologia da “uberização”, na qual se identificam a naturalização da flexibilização extrema do trabalho, a individualização dos riscos e a desvalorização de vínculos formais e protegidos.
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GabaritoE — Os valores expressos pelas crianças no texto reproduzem a ideologia da “uberização”, na qual se identificam a naturalização da flexibilização extrema do trabalho, a individualização dos riscos e a desvalorização de vínculos formais e protegidos.

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