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Questão de Criminologia — Geral — CESPE / CEBRASPE 2026

CriminologiaGeral
Código
ce392103
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
PM DF
Ano
2026
Cargo
Alun Of ( )
Assinale a opção que indica a teoria criminológica segundo a qual sinais visíveis de desordem e abandono em um ambiente incentivam comportamentos criminosos.
  1. Ateoria das janelas quebradas
  2. Bteoria da associação diferencial
  3. Cteoria da anomia
  4. Dteoria do etiquetamento social
  5. Eteoria da escolha racional
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GabaritoA — teoria das janelas quebradas

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Teoria das janelas quebradas: desordem e criminalidade

Gabarito: letra A. A teoria das janelas quebradas (broken windows theory), formulada por James Q. Wilson e George Kelling em 1982, sustenta que sinais visíveis de desordem e abandono em um ambiente — como janelas quebradas, pichações, lixo acumulado — incentivam comportamentos criminosos, pois transmitem a mensagem de que ninguém se importa com aquele espaço, aumentando a sensação de impunidade e atraindo delitos mais graves. É exatamente essa a ideia descrita no enunciado.

A teoria das janelas quebradas nasce no campo da criminologia ambiental e da prevenção situacional do crime. Seu ponto de partida é a observação de que a desordem física e social de um bairro funciona como um estímulo para a prática de delitos: se uma janela quebrada não é consertada rapidamente, logo outras serão quebradas, pois a degradação sinaliza ausência de controle social e de autoridade. O raciocínio é que pequenos sinais de abandono geram um ciclo de decadência que culmina em criminalidade mais grave. Por isso, a teoria defende uma atuação policial voltada à repressão de pequenas infrações e à manutenção da ordem urbana, como forma de prevenir crimes maiores — ideia que inspirou políticas como a "tolerância zero" em Nova York.

Para entender a questão, é preciso diferenciar a teoria das janelas quebradas das demais teorias criminológicas apresentadas nas alternativas. Cada uma delas explica o crime por um ângulo distinto: a associação diferencial (Sutherland) foca na aprendizagem do comportamento criminoso por meio da interação social; a anomia (Durkheim e Merton) relaciona o crime à ausência de normas ou ao descompasso entre metas culturais e meios legítimos; o etiquetamento social (labelling approach) analisa como o sistema penal rotula certos indivíduos como criminosos; e a escolha racional entende o crime como uma decisão calculada de custo-benefício. A teoria das janelas quebradas, por sua vez, é a única que centra sua explicação no ambiente físico e na percepção de desordem como fator criminógeno.

A pegadinha da banca, aqui, é justamente confundir a teoria das janelas quebradas com outras teorias que também falam de influência do meio social, como a associação diferencial ou a anomia. Mas o enunciado é claro ao mencionar "sinais visíveis de desordem e abandono em um ambiente" — termo-chave que remete diretamente à broken windows theory. Guarde essa distinção: enquanto a associação diferencial fala em aprendizado por contato com pessoas, a teoria das janelas quebradas fala em aprendizado pelo ambiente degradado. É essa a fronteira que separa a alternativa correta das demais.

1Janelas quebradas (Wilson e Kelling)
Desordem física do ambiente
Sinais de abandono incentivam crime
2Associação diferencial (Sutherland)
Aprendizado por interação social
3Anomia (Durkheim/Merton)
Ausência de normas
Metas × meios legítimos
4Etiquetamento (labelling approach)
Sistema penal rotula o desviante
5Escolha racional
Decisão de custo-benefício
Teorias criminológicas
LEVELsoulevel.com.br
Teorias criminológicas: Janelas quebradas (Wilson e Kelling) (Desordem física do ambiente, Sinais de abandono incentivam crime); Associação diferencial (Sutherland) (Aprendizado por interação social); Anomia (Durkheim/Merton) (Ausência de normas, Metas × meios legítimos); Etiquetamento (labelling approach) (Sistema penal rotula o desviante); Escolha racional (Decisão de custo-benefício)

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A teoria das janelas quebradas (broken windows theory), de Wilson e Kelling, afirma exatamente o que o enunciado descreve: sinais visíveis de desordem e abandono (janelas quebradas, lixo, pichações) incentivam comportamentos criminosos, pois indicam ausência de controle social e atraem delitos mais graves. É a única alternativa que relaciona diretamente o ambiente físico degradado à criminalidade.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A teoria da associação diferencial, de Edwin Sutherland, explica o crime como um comportamento aprendido por meio da interação com outras pessoas, em um processo de comunicação e imitação. Não se refere a sinais físicos de desordem, mas sim ao contato com definições favoráveis à violação da lei. O erro está em confundir influência do meio social (pessoas) com influência do ambiente físico (espaço degradado).

Alternativa C — ❌ Incorreta

A teoria da anomia, associada a Durkheim e Merton, trata da ausência de normas ou do descompasso entre as metas culturais e os meios legítimos para alcançá-las, o que gera tensão e pode levar ao crime. Não há qualquer referência a sinais visíveis de desordem ou abandono ambiental. O erro está em confundir um fenômeno de estrutura social com um fenômeno de percepção do espaço urbano.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A teoria do etiquetamento social (labelling approach) analisa como o sistema penal e as instâncias de controle social rotulam certos indivíduos como criminosos, criando estigmas que influenciam a identidade e o comportamento. Não trata de desordem física do ambiente, mas sim de construção social do desvio. O erro está em confundir reação social ao crime com estímulo ambiental ao crime.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A teoria da escolha racional entende o crime como uma decisão calculada, em que o indivíduo pondera custos e benefícios antes de agir. Embora possa considerar fatores ambientais, não é essa a essência da teoria, que foca na racionalidade do agente, e não em sinais de desordem. O erro está em confundir uma abordagem econômica do crime com uma abordagem ecológica.

Gabarito: letra A

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