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Questão de Português — Termos Integrantes (Objeto Direto e Indireto, Complemento Nominal e Agente da Passiva) — CESPE / CEBRASPE 2023

PortuguêsTermos Integrantes (Objeto Direto e Indireto, Complemento Nominal e Agente da Passiva)
Código
ce396182
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
Pref Recife
Ano
2023
Cargo
Prof II( )

O Brasil é um dos países com maior proporção de alunos matriculados em cursos de formação de professores, mas com um dos mais baixos índices de interesse na profissão. Para especialistas, isso mostra que a docência se torna opção pela facilidade em ingressar no ensino superior, pelas baixas mensalidades e pela alternativa de cursos a distância — não pela vocação.


Estudos internacionais mostram que um bom professor é um dos fatores que mais influenciam na aprendizagem. Os dados são de pesquisa feita pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que traçou o perfil de quem estuda para ser professor na América Latina e no Caribe. Enquanto, no Brasil, 20% dos universitários estão em cursos como licenciatura e pedagogia, na América Latina são 10% e, em países desenvolvidos, 8%.


Em compensação, só 5% dos jovens brasileiros dizem querer ser professores quando estão no ensino médio. E, apesar da grande quantidade de alunos matriculada em cursos de licenciatura e pedagogia no Brasil, faltam docentes para lecionar disciplinas específicas em áreas de ciências exatas e da natureza.


Na Coreia do Sul, por exemplo, 21% se interessam pela profissão e só 7% ingressam, de fato, na universidade, porque há muita concorrência e maior seleção. No Chile e no México, os dois índices são mais próximos: cerca de 7% se interessam pelo magistério e menos de 15% cursam pedagogia ou licenciatura.


“Muitos alunos concluintes do ensino médio entram em programas de formação de professores para conseguir um título”, diz o economista chefe da divisão de educação no BID, Gregory Elacqua. Ele afirma que isso não é bom para a educação.


“A gente atrai as pessoas mais vulneráveis e que lá na frente vão enfrentar o desafio de educar crianças vulneráveis também”, diz a diretora de políticas públicas do Instituto Península, que atua na área de formação de professores, Mariana Breim. “Se é este público que está procurando a docência, temos de abraçá-lo e fazê-lo se apaixonar por ela”, completa. Os dados mostram que 71% dos estudantes de pedagogia e licenciatura no Brasil são mulheres, índice semelhante ao verificado em outros países latinos.


Internet: <noticias.uol.com.br> (com adaptações).

Texto 8A1-I

 

Julgue o item a seguir, no que diz respeito à sintaxe de orações e períodos no texto 8A1-I.

 

No segundo período do terceiro parágrafo, o termo “docentes” exerce a função sintática de objeto direto.

  1. CCerto
  2. EErrado
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Função sintática de “docentes” no terceiro parágrafo

Gabarito: ERRADO. No segundo período do terceiro parágrafo, o termo “docentes” não é objeto direto — ele exerce a função de sujeito paciente de uma construção de voz passiva analítica. A passagem que decide é: “faltam docentes para lecionar disciplinas específicas em áreas de ciências exatas e da natureza”. O verbo “faltar” é intransitivo (ou transitivo indireto, conforme a análise), e “docentes” é o sujeito de “faltam”, não o complemento de um verbo transitivo direto. A banca explora a confusão clássica entre sujeito paciente e objeto direto, que o conteúdo de apoio já alerta: “às vezes o sujeito paciente tem a maior ‘cara’ de objeto direto”.

O comando e o que ele exige

A questão pede um julgamento sintático sobre um termo específico do texto. Não se trata de interpretação de sentido, mas de análise morfossintática: identificar a função que “docentes” exerce na oração em que aparece. Para isso, é preciso isolar a oração, localizar o verbo e verificar a transitividade — só então se classifica o termo. O comando “julgue o item” indica que basta um fragmento incompatível para tornar o item ERRADO.

O trecho em análise

O segundo período do terceiro parágrafo é:

“E, apesar da grande quantidade de alunos matriculada em cursos de licenciatura e pedagogia no Brasil, faltam docentes para lecionar disciplinas específicas em áreas de ciências exatas e da natureza.”

A oração principal é “faltam docentes”. O verbo “faltar”, nesse contexto, é intransitivo (ou transitivo indireto, se considerarmos “para lecionar...” como complemento), e “docentes” é o sujeito — concorda com o verbo no plural (“faltam”). Não há objeto direto porque não há verbo transitivo direto. A função de objeto direto exige um verbo que peça complemento sem preposição (ex.: “O governo contrata docentes” — aí sim “docentes” seria objeto direto).

A técnica que resolve

Para não cair na pegadinha, siga este roteiro:

  1. Localize o verbo da oração: “faltam”.

  2. Pergunte ao verbo: “quem falta?” → “docentes”. Essa pergunta revela o sujeito.

  3. Verifique a transitividade: “faltar” não pede objeto direto; quem falta, falta a alguém (objeto indireto, se houver) ou simplesmente falta (intransitivo).

  4. Conclua: “docentes” é sujeito, não objeto direto.

O erro da banca está em trocar o termo: ela oferece uma classificação que parece plausível (objeto direto responde a “quem?”), mas que não se sustenta diante da estrutura real da oração. O conteúdo de apoio reforça: “Na voz passiva, não há mais o objeto direto que havia na ativa. Ele vira SUJEITO!” — e aqui nem há voz passiva; há um verbo intransitivo com sujeito simples.

  1. 1Localize o verbo
  2. 2Pergunte: quem?
  3. 3Verifique a transitividade
  4. 4Classifique o termo
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Alternativa C — ❌ Incorreta (afirmação falsa)

A afirmativa diz que “docentes” é objeto direto. Isso contradiz a estrutura sintática do trecho: o verbo “faltar” não é transitivo direto, e “docentes” é o sujeito. A banca tenta confundir com a pergunta “quem falta?” — que identifica o sujeito, não o objeto. Erro: troca de função sintática (sujeito por objeto direto).

Alternativa E — ✅ Correta (afirmação falsa, mas é o gabarito)

Como a banca pede para julgar o item, e a afirmativa é falsa, o gabarito é ERRADO. A função de “docentes” é de sujeito, não de objeto direto. Gabarito: ERRADO.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre sujeito e objeto direto, comum em orações com verbo intransitivo. A pergunta “quem?” após o verbo pode enganar, mas a resposta é o sujeito, não o objeto.

PEGA ESSA DICA!

Antes de classificar um termo, identifique o verbo e sua transitividade. Se o verbo não pede complemento sem preposição, não há objeto direto — o termo que responde a “quem?” é sujeito.

Conclusão: a afirmativa está ERRADA porque “docentes” exerce função de sujeito do verbo “faltar”, e não de objeto direto. Gabarito: ERRADO.

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