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Questão de Português — Advérbio — CESPE / CEBRASPE 2023

PortuguêsAdvérbio
Código
ce396228
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
DATAPREV
Ano
2023
Cargo
Ana Proc ( )
        A cibersegurança, embora seja um tema há muito discutido em âmbito global, é um campo relativamente novo no Brasil. No entanto, tem ganhado destaque por conta da intensa migração de dados para ambientes em nuvem e da interconexão praticamente global de dispositivos na Internet. A proliferação de dispositivos conectados à Internet, desde eletrodomésticos até equipamentos industriais, aumentou consideravelmente a superfície de ataque, transformando o cenário de riscos. O que antes parecia ficção científica, como geladeiras ou medidores de pressão de gasodutos conectados à rede de computadores, agora é uma realidade tangível.
        Entretanto, a adoção apressada de tecnologias conectadas à Internet muitas vezes ocorre sem a devida atenção à segurança. Essa falta de consideração em relação à cibersegurança pode expor empresas a riscos substanciais, pois a falta de preparação e avaliação da superfície de ataque pode permitir que brechas sejam exploradas por agentes maliciosos.
        Uma das principais questões, quando se fala em cibersegurança, é a de que não existe uma “bala de prata”, ou seja, uma solução única para todas as falhas que podem ocorrer. Cada organização possui características, riscos e necessidades distintos, o que exige a criação de soluções personalizadas para mitigar ameaças específicas.
         Nesse sentido, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) desempenhou um papel significativo no cenário de cibersegurança ao estabelecer diretrizes para a prevenção de vazamentos e a proteção de dados. Empresas são agora obrigadas a adotar medidas proativas para evitar incidentes de segurança e garantir a privacidade dos dados. O investimento em cibersegurança deve ser entendido como um seguro de carro: deve-se investir na prevenção para minimizar os danos de um eventual incidente. 

Internet: <economiasc.com> (com adaptações).
Julgue o item que segue, com base nas ideias, no vocabulário e na estruturação linguística do texto precedente.   O deslocamento da palavra “agora” (segundo período do último parágrafo) para o início do período, com o devido ajuste das letras iniciais maiúsculas e minúsculas, manteria o sentido e a correção gramatical do texto.
  1. CCerto
  2. EErrado
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — Certo

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Deslocamento do advérbio “agora”: sentido e correção preservados

Gabarito: CERTO (C). O deslocamento de “agora” para o início do período, com o devido ajuste de maiúsculas e minúsculas, mantém o sentido e a correção gramatical do texto. O advérbio “agora” é um adjunto adverbial de tempo; sua posição na frase é flexível — pode aparecer no início, no meio ou no fim do período sem alterar o valor semântico, desde que a pontuação seja ajustada. No trecho original, “agora” está no final do segundo período do último parágrafo: “O que antes parecia ficção científica, como geladeiras ou medidores de pressão de gasodutos conectados à rede de computadores, agora é uma realidade tangível.” Deslocá-lo para o início — “Agora, o que antes parecia ficção científica... é uma realidade tangível” — preserva a ideia de tempo presente e a estrutura sintática correta.

O comando: o que a banca pede

A questão é de reescritura — pede que se avalie se uma transformação sintática (deslocamento de um termo) mantém o sentido e a correção gramatical. Não se trata de interpretação de ideias, mas de análise da mobilidade dos advérbios e do efeito da mudança de posição na frase. O comando exige que você verifique duas coisas: (1) se o sentido permanece o mesmo e (2) se a gramática (concordância, regência, pontuação) continua correta.

O texto: onde está o advérbio e o que ele significa

No último parágrafo, o autor afirma que a LGPD trouxe diretrizes para a prevenção de vazamentos e que as empresas devem adotar medidas proativas. O período em questão é:

“O que antes parecia ficção científica, como geladeiras ou medidores de pressão de gasodutos conectados à rede de computadores, agora é uma realidade tangível.”

Aqui, “agora” é um advérbio de tempo que indica o momento presente, contrastando com “antes” (também advérbio de tempo). Ele funciona como adjunto adverbial e modifica o verbo “é”. Sua posição natural poderia ser no início, no meio ou no fim; o deslocamento não muda o valor temporal — continua indicando “no momento atual”.

A técnica: mobilidade do adjunto adverbial

Advérbios e locuções adverbiais de tempo, modo e lugar têm grande mobilidade na frase. Em geral, podem ser deslocados para o início, o meio ou o fim do período sem prejuízo do sentido, desde que a pontuação seja ajustada (quando deslocado para o início, costuma-se usar vírgula) e que não haja ambiguidade. No caso, “agora” deslocado para o início ficaria:

“Agora, o que antes parecia ficção científica, como geladeiras ou medidores de pressão de gasodutos conectados à rede de computadores, é uma realidade tangível.”

A vírgula após “agora” é obrigatória (adjunto adverbial deslocado de curta extensão, mas a vírgula é facultativa em alguns casos; aqui, para clareza, é recomendada). A estrutura sintática permanece íntegra: o sujeito (“o que antes parecia ficção científica...”) e o predicado (“é uma realidade tangível”) não são alterados. O sentido temporal de “agora” (= no presente) é mantido.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A afirmação está correta. O deslocamento de “agora” para o início do período, com o ajuste de maiúsculas e minúsculas (e a vírgula), preserva o sentido e a correção gramatical. O advérbio de tempo pode ocupar diferentes posições na frase sem alterar seu valor semântico. O texto original já apresenta “agora” em posição medial; movê-lo para o início é uma reescrita válida.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa E afirma que o deslocamento não manteria o sentido e a correção. Isso é falso, pois, como demonstrado, o advérbio “agora” é móvel e a reescrita é gramaticalmente correta. A banca, ao trazer essa opção, tenta confundir o candidato que acredita que qualquer mudança de posição altera o sentido — mas, no caso de adjuntos adverbiais de tempo, a mobilidade é ampla.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a crença de que deslocar um termo sempre muda o sentido. Aqui, o advérbio “agora” mantém seu valor temporal em qualquer posição; o que muda é apenas a ênfase, não o sentido.

PEGA ESSA DICA!

Ao avaliar reescrituras, pergunte: (1) o termo deslocado é um adjunto adverbial? (2) a pontuação foi ajustada? (3) o sentido original foi preservado? Se sim, a reescrita é válida.

Conclusão: a reescrita proposta é correta — o deslocamento de “agora” para o início do período mantém o sentido temporal e a correção gramatical, desde que ajustadas maiúsculas e vírgula. Gabarito: letra C (CERTO).

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