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Questão de Português — Interpretação de Textos (Compreensão) — CESPE / CEBRASPE 2023

PortuguêsInterpretação de Textos (Compreensão)
Código
ce396358
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TJ ES
Ano
2023
Cargo
AJ 02 ( )

Você mora em um lugar competitivo? Essa é a pergunta feita pelo Ranking de competitividade dos estados, que metrifica, em uma escala de 0 a 100, todos os cantos do Brasil, para classificar as 27 unidades federativas com base em dez pilares diferentes: segurança pública, infraestrutura, sustentabilidade social, solidez fiscal, educação, sustentabilidade ambiental, eficiência da máquina pública, capital humano, potencial de mercado e inovação.


De acordo com os gráficos mostrados a seguir, dos mais de vinte estados, apenas cinco não mudaram de posição ao longo do último ano (2022), com destaque para São Paulo e Santa Catarina, que lideram, assim como Rio de Janeiro e Roraima, que subiram bastante.

Imagem associada para resolução da questão

Imagem associada para resolução da questão

Ao todo, são quase noventa critérios avaliados dentro dos pilares fundamentais, que incluem desde infraestrutura até o capital humano de cada localidade, com pesos diferentes entre si. Paulistas lideram o ranking há anos. No ano de 2022, porém, houve piora no quesito segurança patrimonial, com aumento no número de furtos e roubos. Estados do Norte e do Nordeste são os menos competitivos do país.


Trata-se de uma ferramenta de avaliação da administração pública, de diagnóstico e auxílio na escolha das prioridades e de promoção de boas práticas organizacionais, que, além de ajudar políticos a priorizarem ações com base em uma inteligência de dados bem robusta — ou seja, como um sistema de incentivo para os líderes públicos —, pode ser um bom indicador da gestão pública da região. São referências adotadas pelo ranking que apresentam novos parâmetros para os estados brasileiros.


Internet: <https://igdd.org.br> (com adaptações).

Texto 15A1-I

 

A partir da compreensão interpretativa e de inferências acerca do texto 15A1-I, julgue o item a seguir.

 

No último parágrafo do texto, o segmento “além de ajudar políticos a priorizarem ações com base em uma inteligência de dados bem robusta” apresenta um fato relacionado ao objetivo do ranking em comento, enquanto o trecho “pode ser um bom indicador da gestão pública da região” veicula a opinião do autor.

  1. CCerto
  2. EErrado
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Fato e opinião no último parágrafo: a banca inverte a classificação

Gabarito: ERRADO (E). O item afirma que o trecho “além de ajudar políticos a priorizarem ações com base em uma inteligência de dados bem robusta” apresenta um fato relacionado ao objetivo do ranking, enquanto “pode ser um bom indicador da gestão pública da região” veicula a opinião do autor. Essa classificação está invertida: o primeiro trecho descreve uma finalidade do ranking (o que ele se propõe a fazer), e o segundo expressa uma possibilidade — não um juízo de valor. A banca troca os papéis: o que é objetivo vira fato, e o que é possibilidade vira opinião.

O comando: compreensão e inferência

O enunciado pede uma avaliação sobre a natureza das informações: o que é fato (verificável, impessoal) e o que é opinião (juízo de valor, subjetivo). Isso é uma questão de compreensão — exige localizar e interpretar o que o texto diz, sem extrapolar. A banca não pede uma inferência profunda, mas a distinção entre fato e opinião aplicada a dois trechos específicos.

O texto: o ranking e suas funções

O último parágrafo apresenta o ranking como uma ferramenta de avaliação da administração pública, com três finalidades: diagnóstico, auxílio na escolha de prioridades e promoção de boas práticas. Em seguida, o autor explica que o ranking pode ajudar políticos a priorizar ações com base em dados e pode ser um bom indicador da gestão pública. A palavra “pode” é crucial: ela marca possibilidade, não certeza. O autor não afirma que o ranking é um bom indicador; apenas que pode ser. Isso não é opinião, é uma hipótese — uma possibilidade apresentada pelo autor, sem juízo de valor.

A técnica: fato × opinião × possibilidade

  • Fato: informação verificável, impessoal, que independe de opinião. Ex.: “o ranking metrifica em escala de 0 a 100”.

  • Opinião: juízo de valor, subjetivo, marcado por adjetivos avaliativos ou modalizadores como “é lamentável”, “certamente”. Ex.: “o ranking é excelente”.

  • Possibilidade: expressa por verbos como “poder”, “dever”, “ser possível”. Não é fato (não é certo), mas também não é opinião (não é juízo de valor). É uma hipótese.

No trecho, “pode ser um bom indicador” é uma possibilidade — o autor não afirma que é, apenas que pode ser. Isso não é opinião, pois não há avaliação subjetiva. Já “além de ajudar políticos a priorizarem ações” descreve uma finalidade do ranking — o que ele se propõe a fazer. Isso é um objetivo, não um fato consumado. O item erra ao chamar o objetivo de fato e a possibilidade de opinião.

Análise do item

1Fato
Verificável
Impessoal
2Opinião
Juízo de valor
Subjetivo
Adjetivos avaliativos
3Possibilidade
Verbos: poder, dever
Hipótese, não certeza
Ex.: "pode ser"
Fato × Opinião × Possibilidade
LEVELsoulevel.com.br
Fato × Opinião × Possibilidade: Fato (Verificável, Impessoal); Opinião (Juízo de valor, Subjetivo, Adjetivos avaliativos); Possibilidade (Verbos: poder, dever, Hipótese, não certeza, Ex.: "pode ser")

Item — ❌ ERRADO

O item afirma que o primeiro trecho é um fato e o segundo é opinião. Isso está incorreto por dois motivos:

  1. “além de ajudar políticos a priorizarem ações” — descreve uma finalidade do ranking, não um fato. O texto diz que o ranking é uma ferramenta que “além de ajudar políticos a priorizarem ações” — isso é o objetivo da ferramenta, não um fato verificável. O autor não afirma que o ranking de fato ajuda; apenas que essa é uma de suas funções.

  1. “pode ser um bom indicador da gestão pública” — expressa uma possibilidade, não uma opinião. O verbo “pode” indica que o autor não tem certeza; é uma hipótese. Não há juízo de valor (não diz “é bom” ou “é ruim”), apenas uma possibilidade. Portanto, não é opinião.

A banca inverteu a classificação: o que é objetivo virou fato, e o que é possibilidade virou opinião. O item está errado.

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta fazer o candidato acreditar que “pode ser” é opinião, quando na verdade é uma possibilidade — o autor não afirma, apenas sugere. E chama de “fato” o que é finalidade do ranking. Fique atento: fato é o que é verificável; opinião é juízo de valor; possibilidade é hipótese.

PEGA ESSA DICA!

Ao julgar itens sobre fato/opinião, procure modalizadores (verbos como “poder”, “dever”, advérbios como “certamente”, “talvez”). “Pode ser” não é opinião — é possibilidade.

Conclusão: o item está ERRADO, pois classifica erroneamente os trechos. O primeiro é finalidade (objetivo), o segundo é possibilidade — não fato e opinião, como afirma o item.

Gabarito: E (ERRADO)

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