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Questão de Português — Linguagem Formal e Informal — CESPE / CEBRASPE 2023

PortuguêsLinguagem Formal e Informal
Código
ce396640
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
UnB
Ano
2023
Cargo
Vest ( )

O conhecimento indígena contém entendimentos dinâmicos e holísticos da administração e do mundo. Subestimado e descartado no século passado, o conhecimento indígena está sendo cada vez mais documentado e reconhecido como a chave para enfrentar os muitos desafios que os humanos enfrentam hoje, incluindo-se a adaptação sustentável às mudanças no clima.

 

É preciso que dialoguemos com os povos indígenas para desenvolver parcerias sustentáveis e assumir papéis ativos no discurso global sobre resiliência climática. Precisamos de políticas que envolvam os povos indígenas nos esforços locais e globais de conservação da biodiversidade.

 

Jovens membros de comunidades indígenas, em particular, desempenham papéis cruciais na ligação entre as gerações mais velhas e futuras e estão bem-posicionados para combinar o conhecimento indígena com tecnologias e práticas modernas. Por exemplo, eles tiveram papéis importantes durante a pandemia de covid-19, muitas vezes assumindo a liderança para garantir a segurança alimentar de suas comunidades.

 

Embora o conhecimento indígena seja frequentemente transmitido por meio de tradições orais, a literatura escrita pode fornecer outro meio de transmissão. Lights of Okhotsk, uma autobiografia em japonês de Ainu Elder Yoko Abe, de Sakhalin, uma ilha russa ao norte do Japão, inclui fotografias, ilustrações detalhadas e poesia, bem como seções sobre práticas tradicionais ao longo das estações. Abe descreve, por exemplo, os alimentos em conserva (arenque seco, bacalhau com açafrão e ovas de arenque) consumidos no inverno e os calçados de pele de peixe usados por seu avô nessa época do ano; a pesca no outono; o modo de fazer suco com seiva de árvore no verão e de colher plantas silvestres na primavera. Livros como esse podem servir de grande recurso para práticas de adaptação ao clima e atingir as gerações mais jovens, algumas das quais ainda não aprenderam sobre sua herança.

 

Internet: <ecycle.com.br> (com adaptações).

Considerando as ideias do texto anterior e seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.   O texto apresenta várias marcas da modalidade informal da língua portuguesa, embora obedeça à norma-padrão.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Modalidade formal e informal no texto sobre conhecimento indígena

Gabarito: ERRADO. A afirmação de que o texto apresenta várias marcas da modalidade informal da língua portuguesa é incorreta, pois o texto é escrito em norma-padrão, com vocabulário formal, períodos completos e sem marcas de coloquialismo, como se observa em trechos como "O conhecimento indígena contém entendimentos dinâmicos e holísticos da administração e do mundo". A banca tenta fazer o candidato confundir o tema (povos indígenas, tradições orais) com a modalidade linguística (formal/informal), mas o texto não apresenta gírias, abreviações, expressões coloquiais ou desvios da norma culta.

O comando

A questão pede para julgar (Certo/Errado) se o texto apresenta "várias marcas da modalidade informal da língua portuguesa, embora obedeça à norma-padrão". Trata-se de uma questão de variação linguística aplicada ao texto: é preciso identificar se há elementos de informalidade (coloquialismos, gírias, contrações, desvios gramaticais) que coexistam com a norma culta. O comando é de compreensão — a resposta está na observação direta do texto, não em inferências.

O texto

O texto é um artigo expositivo-argumentativo sobre a importância do conhecimento indígena para a adaptação climática. A linguagem é formal e culta: vocabulário técnico e abstrato ("entendimentos dinâmicos e holísticos", "resiliência climática", "conservação da biodiversidade"), períodos sintaticamente completos, uso de conectivos lógicos ("Embora", "Por exemplo", "incluindo-se") e nenhuma marca de oralidade ou coloquialismo. Não há gírias, abreviações ("pra", "tá", "cê"), expressões populares ou construções que violem a norma-padrão.

A técnica que decide

A distinção entre linguagem formal e informal é central. A formal segue rigorosamente a norma gramatical culta, com vocabulário rico e períodos completos; a informal é espontânea, com gírias, coloquialismos e desvios. No texto, não há nenhuma marca de informalidade: nem lexical ("aipim" vs. "macaxeira"), nem sintática ("as criança" vs. "as crianças"), nem morfológica ("vareia" vs. "varia"). O texto é um exemplo típico de registro formal da língua escrita.

A pegadinha da banca está em sugerir que o texto, por tratar de povos indígenas e tradições orais, teria marcas informais. Isso é uma extrapolação: o tema não determina a modalidade linguística. O texto é formal porque é um artigo de divulgação científica, não porque fala de oralidade.

Análise do item

1Formal (norma-padrão)
Vocabulário culto e técnico
Períodos completos
Conectivos lógicos
2Informal (coloquial)
Gírias e abreviações
Expressões populares
Desvios gramaticais
3Tema ≠ modalidade
Falar de oralidade não torna informal
Modalidade linguística
LEVELsoulevel.com.br
Modalidade linguística: Formal (norma-padrão) (Vocabulário culto e técnico, Períodos completos, Conectivos lógicos); Informal (coloquial) (Gírias e abreviações, Expressões populares, Desvios gramaticais); Tema ≠ modalidade (Falar de oralidade não torna informal)

Item — ❌ Errado ⟵ GABARITO

A afirmação é falsa. O texto não apresenta marcas da modalidade informal. Ao contrário, é escrito em norma-padrão do início ao fim. Vejamos exemplos:

"O conhecimento indígena contém entendimentos dinâmicos e holísticos da administração e do mundo."

"É preciso que dialoguemos com os povos indígenas para desenvolver parcerias sustentáveis e assumir papéis ativos no discurso global sobre resiliência climática."

Esses trechos mostram vocabulário formal ("entendimentos dinâmicos e holísticos", "resiliência climática"), construção sintática completa e ausência de coloquialismos. Não há gírias, abreviações, expressões populares ou desvios da norma culta. Portanto, a primeira parte da afirmação ("várias marcas da modalidade informal") é contradita pelo texto.

A segunda parte ("embora obedeça à norma-padrão") é verdadeira, mas não salva o item, pois a primeira é falsa. Em questões de Certo/Errado, basta um fragmento incompatível para tornar o item ERRADO.

Conclusão

A banca explora a confusão entre tema e modalidade linguística. O texto fala de tradições orais, mas isso não o torna informal. A regra de ouro: para identificar informalidade, procure marcas concretas — gírias, contrações, desvios gramaticais, expressões coloquiais. Se não houver, o texto é formal, independentemente do assunto.

Gabarito: ERRADO.

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