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Questão de Português — Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto. — CESPE / CEBRASPE 2023

PortuguêsReescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto.
Código
ce396680
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
UnB
Ano
2023
Cargo
Vest ( )

“Só os seres humanos usam a linguagem verbal, algo que nos torna únicos entre todos os animais”, diz Maggie Tallerman, professora de linguística da Universidade de Newcastle, na Inglaterra.

 

Essa capacidade de conversar é vista como uma das principais transições no processo de evolução. E, por isso, as pessoas se interessam, há muito tempo, pelas origens da linguagem verbal.

 

(...)

 

“O discurso, de certa forma, é uma respiração elaborada”, diz Foley. “Estamos respirando, com enorme controle, para produzir os sons”.

 

Para conseguir fazer isso, precisamos ter controle muscular preciso sobre nosso corpo.

 

“Nosso diafragma é mais desenvolvido e tem muito mais nervos que o diafragma de nossos parentes mais próximos e sem fala, os macacos”.

 

O resultado de ter todos esses nervos é que “nossa medula espinhal é um pouco mais grossa nessa área que a dos macacos, e a coluna vertebral também precisa ser um pouco mais larga”.

 

Se você pensar nos neandertais, perceberá que eles, cerca de 600 mil anos atrás, tinham essa expansão na coluna vertebral.

 

(...)

 

Os primeiros seres humanos “podem ter começado a cooperar — e a falar mais — para explorar o ambiente e comer diferentes alimentos”, segundo Tallerman.

 

Nossos ancestrais começaram a vasculhar e a guardar carcaças de animais deixados por grandes predadores.

 

“Mas se você quiser se deliciar com os restos de uma carcaça que um bando de hienas atacou, então é melhor ter um monte de companheiros com você, porque será muito perigoso”, diz Tallerman.

 

A comunicação também é útil caso você encontre uma boa carcaça e precise informar os outros membros do grupo de que há comida por perto.

 

Esta é outra característica da comunicação humana: usar a linguagem para falar aos outros coisas que não estão presentes naquele momento, porque podem ter acontecido em um local diferente — ou em outro período de tempo.

 

Quando e por que os humanos começaram a falar?

Internet: <www.bbc.com> (com adaptações).

Leia o texto.   A partir do texto precedente, julgue o item abaixo.   Cada uma das próximas opções apresenta uma proposta de reescrita para o seguinte trecho do penúltimo parágrafo do texto: “caso você encontre uma boa carcaça e precise informar os outros membros do grupo”. Assinale a opção em que a proposta de reescrita apresentada é gramaticalmente correta e coerente com as ideias do texto original.
  1. Acaso seje encontrada uma boa carcaça e se precise informar os outros membros do grupo
  2. Bcaso seja encontrada uma boa carcaça e for preciso informar os outros membros do grupo
  3. Ccaso alguém encontra uma boa carcaça e precisa informar os outros membros do grupo
  4. Dcaso se encontre uma boa carcaça e seja preciso informar os outros membros do grupo
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GabaritoD — caso se encontre uma boa carcaça e seja preciso informar os outros membros do grupo

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Reescrita de Frases: Voz Passiva Sintética e Correlação Verbal

Gabarito: letra D. A reescrita correta é "caso se encontre uma boa carcaça e seja preciso informar os outros membros do grupo", pois mantém a voz passiva sintética (com o pronome apassivador "se") e a correlação de modos verbais exigida pela conjunção condicional "caso" (que rege o subjuntivo). As demais opções ou erram a conjugação do verbo "ser" ("seje"), ou quebram o paralelismo entre as orações, ou usam o presente do indicativo onde o subjuntivo é obrigatório.

O Comando: Reescrita com Correção e Coerência

O enunciado pede uma reescrita gramaticalmente correta e coerente com o trecho original. Isso significa que a nova redação deve:

  • Preservar o sentido do trecho original: "caso você encontre uma boa carcaça e precise informar os outros membros do grupo".

  • Respeitar a norma culta: concordância, regência, tempos e modos verbais adequados.

  • Manter a relação lógica entre as orações: a primeira é condicional ("caso..."), a segunda é coordenada e também condicional.

A banca não pede apenas uma troca de sinônimos; ela testa se você domina a transformação de voz ativa em passiva sintética e a correlação verbal em estruturas condicionais.

O Texto: Onde a Resposta Mora

O trecho original está no penúltimo parágrafo do texto, que discute a utilidade da comunicação para informar o grupo sobre a localização de comida. A frase original é:

"A comunicação também é útil caso você encontre uma boa carcaça e precise informar os outros membros do grupo de que há comida por perto."

A reescrita deve manter a ideia de condição ("caso") e a ideia de que alguém encontra a carcaça e informa o grupo. A voz passiva sintética é uma forma de reescrever sem mudar o sentido, pois "encontre uma boa carcaça" equivale a "se encontre uma boa carcaça" (alguém encontra, mas o foco está na carcaça).

A Técnica: Voz Passiva Sintética e Correlação Verbal

Voz passiva sintética é aquela formada por verbo transitivo direto + pronome "se" (partícula apassivadora). Exemplo: "Vendem-se casas" = "Casas são vendidas". No trecho, "encontre uma boa carcaça" (voz ativa) pode virar "se encontre uma boa carcaça" (voz passiva sintética), mantendo o sentido de que a carcaça é encontrada por alguém.

Correlação verbal é a harmonia entre os modos e tempos verbais de um período. A conjunção condicional "caso" exige o modo subjuntivo na oração que introduz. Assim, o correto é "caso se encontre" (presente do subjuntivo) e "seja preciso" (presente do subjuntivo), e não "caso encontra" (indicativo) ou "caso for preciso" (futuro do subjuntivo, que é regido por "se", não por "caso").

Paralelismo sintático exige que as duas orações coordenadas tenham a mesma estrutura. Se a primeira usa "se encontre" (passiva sintética), a segunda deve usar "seja preciso" (também com verbo no subjuntivo), mantendo a simetria.

Análise das Alternativas

Reescrita correta (caso + subjuntivo)
  • 1Voz passiva sintética
    • "se encontre" (partícula apassivadora)
    • "seja preciso" (paralelismo)
  • 2Correlação verbal
    • "caso" rege presente do subjuntivo
    • "encontre" e "seja" (não "for")
  • 3Erros comuns
    • "seje" (forma inexistente)
    • "caso encontra" (indicativo)
    • "caso for preciso" (futuro do subjuntivo)
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Erro: uso de "seje" (forma inexistente) e quebra do paralelismo.

A forma "seje" não existe na norma culta; o correto é "seja". Além disso, "se precise" está no presente do subjuntivo, mas "seje" está errado, tornando a frase gramaticalmente incorreta. Mesmo que corrigíssemos para "seja", a estrutura "seja encontrada" (voz passiva analítica) não mantém o paralelismo com "se precise" (voz ativa). A banca aposta na confusão entre "seje" e "seja", comum na oralidade.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Erro: uso de "for preciso" (futuro do subjuntivo) após "caso".

A conjunção "caso" rege o presente do subjuntivo, não o futuro do subjuntivo. O correto seria "seja preciso". Além disso, "for preciso" quebra a correlação com "seja encontrada" (presente do subjuntivo). A banca testa se você conhece a regência de "caso": ela exige subjuntivo presente, não futuro.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Erro: uso do presente do indicativo após "caso".

"Caso alguém encontra" e "precisa" estão no presente do indicativo, mas "caso" exige subjuntivo. O correto seria "encontre" e "precise". Além disso, a estrutura "alguém encontra" está na voz ativa, enquanto o original pode ser reescrito na passiva sem mudar o sentido. A banca aposta na confusão entre indicativo e subjuntivo em orações condicionais.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Mantém a voz passiva sintética e a correlação verbal.

A reescrita "caso se encontre uma boa carcaça e seja preciso informar os outros membros do grupo" está gramaticalmente correta e coerente com o original. O pronome "se" transforma "encontre" em passiva sintética, e "seja preciso" mantém o paralelismo, ambos no presente do subjuntivo, como exige "caso". O sentido é preservado: a condição para informar o grupo é encontrar a carcaça.

Conclusão

A questão testa três habilidades: voz passiva sintética, correlação verbal e paralelismo. A alternativa D é a única que atende a todas, mantendo o sentido e a correção gramatical. Lembre-se: "caso" pede subjuntivo presente, e "se" apassivador não pode ser confundido com "seje".

PEGA ESSA DICA!

Ao reescrever, verifique sempre o modo verbal exigido pela conjunção ("caso" → subjuntivo) e se as orações coordenadas têm a mesma estrutura (paralelismo).

Gabarito: letra D

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