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Questão de Português — Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto. — CESPE / CEBRASPE 2023

PortuguêsReescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto.
Código
ce396733
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
AGER MT
Ano
2023
Cargo
Insp Reg ( )

O mundo vegetal não é um silêncio absoluto, só quebrado pela ação do vento nas folhas ou de abelhas zumbindo próximas. Plantas com “sede” ou “feridas” podem murchar e empalidecer, mas agora sabemos que elas também emitem sons quando passam por situações de estresse.

 

Nessas ocasiões, elas podem produzir muitos estalos em staccato (notas muito curtas), aos quais as criaturas próximas podem responder. É o que aponta um novo estudo. “Quando essas plantas estão em boa forma, elas emitem menos de um som por hora, mas quando estressadas emitem muito mais, às vezes de 30 a 50 por hora”, afirma o professor Lilach Hadany, biólogo evolucionista da Universidade de Tel Aviv.

 

De 40 a 80 kHz, esses sons são muito agudos para o ouvido humano, que atua numa faixa de cerca de 20 kHz. Mas insetos como mariposas e pequenos mamíferos, incluindo-se ratos, podem detectar essas frequências, o que levanta a possibilidade de que os ruídos possam influenciar seu comportamento, ou seja, os sons ultrassônicos emitidos pelas plantas podem ajudar a moldar seus ecossistemas.

“Eles [os sons] são potencialmente importantes porque outros organismos talvez tenham evoluído para ouvir esses sons e interpretá-los”, acrescenta Hadany. Essas emissões sonoras podem, por exemplo, ser úteis para criaturas próximas, talvez chamando a atenção de animais para plantas que lhes sirvam de alimento ou para locais onde insetos devam depositar seus ovos.

 

Não está claro o que cria os sons, mas suspeita-se de um processo chamado cavitação, em que as colunas de água em caules de plantas desidratadas se quebram, gerando bolhas de ar.

 

Alexandre Carvalho. Internet: <super.abril.com.br> (com adaptações).

Texto CB2A1

 

Sem prejuízo da correção gramatical e dos sentidos originais do texto CB2A1, o trecho ‘Eles [os sons] são potencialmente importantes porque outros organismos talvez tenham evoluído para ouvir esses sons e interpretá-los’ (primeiro período do quarto parágrafo) poderia ser reescrito da seguinte forma.

  1. AOutros organismos devem ter evoluído para ouvir esses sons e interpretar-lhes, pois talvez [os sons] são potencialmente importantes.
  2. BOs sons [eles] são potencialmente importantes já que demais organismos talvez tenham evoluído para escutar a esses sons e interpretá-los.
  3. CEles [os sons] são potencialmente importantes pois outros organismos talvez tenham evoluído para ouvir-lhes e interpretar-lhes.
  4. DEles [os sons] são potencialmente importantes eis que outros organismos, talvez tenham evoluído para ouvir e interpretar-lhes os sons.
  5. EEles [os sons] são muito importantes porque outros organismos talvez tenham evoluído para ouvi-los e interpretá-los.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — Eles [os sons] são muito importantes porque outros organismos talvez tenham evoluído para ouvi-los e interpretá-los.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Reescrita de frases: preservando sentido e gramática

Gabarito: letra E. A alternativa E reescreve o trecho original sem alterar o sentido e sem cometer erros gramaticais: troca "potencialmente importantes" por "muito importantes" (sinônimo adequado) e substitui "ouvir esses sons e interpretá-los" por "ouvi-los e interpretá-los", usando corretamente os pronomes oblíquos. As demais alternativas ou alteram o sentido, ou cometem erros de regência/colocação pronominal, ou introduzem problemas de pontuação.

O comando pede uma reescrita que mantenha "a correção gramatical e os sentidos originais". Isso significa que a nova frase deve ser uma paráfrase — mesma ideia, mesma relação lógica entre as partes, mas com palavras/estruturas diferentes. Não se trata de interpretar o texto, mas de avaliar se a reescrita é fiel e gramaticalmente correta.

No trecho original, temos: "Eles [os sons] são potencialmente importantes porque outros organismos talvez tenham evoluído para ouvir esses sons e interpretá-los". A relação é de causa: os sons são importantes porque outros organismos podem ter evoluído para ouvi-los. O conectivo "porque" introduz a justificativa. Qualquer reescrita deve manter essa relação causal.

A técnica para resolver: verifique, em cada alternativa, (1) se o sentido foi preservado (especialmente a relação de causa e a ideia de "potencialmente" = possibilidade), (2) se a gramática está correta (regência dos verbos, uso dos pronomes, pontuação), e (3) se a reescrita é fluente e natural. A alternativa que atender a todos esses critérios é a correta.

PEGA ESSA DICA!

Ao reescrever, sublinhe os conectivos (porque, pois, já que) e os advérbios de possibilidade (talvez, potencialmente). Eles são os guardiões do sentido. Se a reescrita trocar "porque" por "portanto", por exemplo, a relação de causa vira consequência — e o sentido muda.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Erro: alteração de sentido e regência. A alternativa A inverte a ordem das orações e troca "porque" por "pois", mantendo a relação de causa, mas comete um erro grave: "interpretar-lhes" está incorreto, pois o verbo "interpretar" é transitivo direto e exige objeto direto ("interpretá-los"), não objeto indireto. Além disso, "devem ter evoluído" expressa certeza, enquanto o original diz "talvez tenham evoluído" — possibilidade. Isso altera o sentido.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Erro: regência e sentido. A alternativa B usa "escutar a esses sons", com preposição "a" indevida — o verbo "escutar" é transitivo direto (escutar algo), não exige preposição. Além disso, "demais organismos" é inadequado: "demais" significa "os outros" ou "excessivamente", mas aqui o sentido é "outros organismos" (outros seres). A troca de "potencialmente" por "talvez" mantém a possibilidade, mas o erro de regência já invalida a alternativa.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Erro: regência pronominal. A alternativa C usa "ouvir-lhes" e "interpretar-lhes", ambos incorretos. Os verbos "ouvir" e "interpretar" são transitivos diretos e exigem pronomes oblíquos átonos de objeto direto: "ouvi-los" e "interpretá-los". O uso de "lhes" (objeto indireto) quebra a regência e torna a frase gramaticalmente incorreta.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Erro: pontuação e regência. A alternativa D insere uma vírgula indevida após "organismos" ("outros organismos, talvez tenham evoluído"), separando o sujeito do verbo. Além disso, "interpretar-lhes os sons" está incorreto: o verbo "interpretar" é transitivo direto e não admite "lhes" como objeto indireto. O correto seria "interpretá-los". A pontuação e a regência comprometem a correção gramatical.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Correta: preserva sentido e gramática. A alternativa E mantém a estrutura original, troca "potencialmente importantes" por "muito importantes" (sinônimo adequado, pois "potencialmente" aqui indica grau, não possibilidade — o sentido é de "muito"), e substitui "ouvir esses sons e interpretá-los" por "ouvi-los e interpretá-los", usando corretamente os pronomes oblíquos átonos de objeto direto. A relação de causa é mantida com "porque", e o advérbio "talvez" preserva a ideia de possibilidade. Não há erro de regência, pontuação ou sentido.

Conclusão: A reescrita correta é a letra E, pois é a única que mantém integralmente o sentido original (relação de causa + possibilidade) e respeita a norma culta no uso dos pronomes. As demais alternativas falham por erros de regência, pontuação ou alteração de sentido.

Gabarito: letra E

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