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Questão de Biologia — Genômica e Sequenciamento de DNA — CESPE / CEBRASPE 2024

BiologiaGenômica e Sequenciamento de DNA
Código
ce398801
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
CTI
Ano
2024
Cargo
Pesq Ass ( )
Internet: <https://lactec.com.br>. Tendo em vista a imagem precedente, que representa os resultados obtidos em um ensaio do cometa, o qual funciona como um biomarcador de dano no DNA, julgue o seguinte item, a respeito desse ensaio e de suas aplicações.   A técnica do cometa é restrita a células de mamíferos, não sendo aplicável a outros tipos celulares.Imagem associada para resolução da questão
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Ensaio do cometa (eletroforese em gel de células únicas)

Gabarito: ❌ ERRADO. A técnica do cometa (ensaio cometa ou SCGE — single cell gel electrophoresis) não é restrita a células de mamíferos: ela pode ser aplicada a uma ampla variedade de tipos celulares, incluindo células de outros vertebrados, invertebrados, plantas e até microrganismos, desde que sejam células individualizadas com núcleo. A afirmativa erra ao impor uma limitação que não existe na metodologia.

O ensaio do cometa é um biomarcador de genotoxicidade amplamente utilizado em toxicologia genética, ecotoxicologia e biomonitoramento. O princípio é simples: células individualizadas são embebidas em agarose sobre uma lâmina, submetidas à lise para remover membranas e proteínas (expondo o DNA), e então passam por eletroforese em condições alcalinas ou neutras. O DNA íntegro, de alto peso molecular, permanece praticamente imóvel, formando a "cabeça" do cometa; já os fragmentos de DNA danificado migram em direção ao ânodo, formando a "cauda". Quanto maior o dano, maior e mais intensa a cauda — daí o nome "cometa". A análise é feita por microscopia de fluorescência, com corantes como brometo de etídio ou SYBR Green, e a quantificação pode ser visual (escores) ou por software (percentual de DNA na cauda, comprimento da cauda, momento da cauda).

A versatilidade do ensaio é um de seus maiores atrativos. Ele foi originalmente desenvolvido para linfócitos humanos, mas rapidamente se expandiu para outros tecidos e organismos. Na prática, é possível avaliar dano ao DNA em:

  • Células de mamíferos: linfócitos do sangue periférico, células de medula óssea, espermatozoides, células epiteliais, células tumorais, etc.

  • Células de outros vertebrados: peixes (muito usado em ecotoxicologia aquática), anfíbios, aves e répteis.

  • Invertebrados: hemócitos de moluscos (como mexilhões e ostras, bioindicadores clássicos), células de anelídeos, insetos, etc.

  • Células vegetais: raízes de Vicia faba, Allium cepa, Tradescantia, entre outras, usadas em testes de genotoxicidade de solos e águas.

  • Microrganismos: leveduras (Saccharomyces cerevisiae) e até bactérias, embora com adaptações específicas.

Essa amplitude de aplicação é o que torna o ensaio do cometa uma ferramenta tão valiosa em estudos de biomonitoramento ambiental: permite avaliar o impacto de poluentes em diferentes níveis tróficos, desde produtores (plantas) até consumidores (animais). A banca explora exatamente essa generalização indevida: o candidato que conhece o ensaio apenas pelo uso clássico em linfócitos humanos pode ser levado a concordar com a restrição, mas a técnica é, por natureza, de ampla aplicabilidade.

A pegadinha aqui é a palavra "restrita". A afirmativa usa um termo absoluto que a torna falsa. Se dissesse que a técnica é "frequentemente aplicada" ou "comumente usada" em células de mamíferos, estaria correta — mas "restrita" exclui todas as outras possibilidades, o que contraria a realidade metodológica. Esse é um padrão clássico de pegadinha em questões de biologia: termos como "somente", "apenas", "exclusivamente" e "restrito" quase sempre sinalizam uma generalização indevida.

NÃO CAIA NESSA!

A banca usa o termo "restrita" para induzir o candidato a aceitar uma limitação que não existe. O ensaio do cometa é uma técnica versátil, aplicável a qualquer célula com núcleo que possa ser individualizada — de linfócitos humanos a células de raízes de plantas. Quando a afirmativa traz um termo absoluto como "restrita", "somente" ou "apenas", desconfie: a regra geral em biologia é que técnicas de laboratório têm ampla aplicabilidade, salvo menção explícita de limitação técnica real.

Ensaio do cometa (SCGE)
  • 1Princípio
    • Células individualizadas em agarose
    • Lise expõe o DNA
    • Eletroforese: fragmentos migram
    • Cabeça (DNA íntegro) + cauda (danos)
  • 2Aplicabilidade
    • Mamíferos (linfócitos, espermatozoides)
    • Outros vertebrados (peixes, anfíbios)
    • Invertebrados (hemócitos de moluscos)
    • Plantas (raízes de Allium cepa)
    • Microrganismos (leveduras)
  • 3Análise
    • Microscopia de fluorescência
    • Quantificação visual ou por software
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Item — ❌ Errado

A afirmativa está errada porque impõe uma restrição inexistente. O ensaio do cometa é aplicável a células de mamíferos, mas também a células de outros vertebrados (peixes, anfíbios, aves), invertebrados (hemócitos de moluscos), plantas (células de raízes) e até leveduras. A técnica exige apenas que as células sejam individualizadas e possuam DNA — não há especificidade para mamíferos. A palavra "restrita" é o termo que torna a assertiva falsa.

Gabarito: ❌ ERRADO.

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