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Questão de Biologia — Genômica e Sequenciamento de DNA — CESPE / CEBRASPE 2024

BiologiaGenômica e Sequenciamento de DNA
Código
ce398803
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
CTI
Ano
2024
Cargo
Pesq Ass ( )
Internet: <https://lactec.com.br>. Tendo em vista a imagem precedente, que representa os resultados obtidos em um ensaio do cometa, o qual funciona como um biomarcador de dano no DNA, julgue o seguinte item, a respeito desse ensaio e de suas aplicações.   A cauda cometária no ensaio do cometa é um indicador visual direto da extensão dos danos no DNA.Imagem associada para resolução da questão
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoC — Certo

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Ensaio do cometa e dano ao DNA

Gabarito: ✅ CERTO. A cauda cometária é, de fato, um indicador visual direto da extensão dos danos no DNA: quanto maior a cauda, maior a quantidade de fragmentos de DNA que migraram durante a eletroforese, refletindo mais lesões na molécula. O ensaio do cometa (ou eletroforese em gel de células únicas) é um biomarcador amplamente utilizado para detectar danos genotóxicos, e a imagem do "cometa" — cabeça (núcleo intacto) e cauda (DNA fragmentado) — é a leitura visual desse dano.

O ensaio do cometa, também chamado de eletroforese em gel de célula única (SCGE), é uma técnica de biologia molecular que avalia danos ao DNA em células individuais. O princípio é relativamente simples: células são embebidas em agarose, lisadas para remover membranas e proteínas, e submetidas a uma eletroforese em condições alcalinas (ou neutras, dependendo do tipo de lesão que se quer detectar). O DNA intacto, por ser uma molécula grande e enrolada, permanece praticamente imóvel, formando a "cabeça" do cometa. Já os fragmentos de DNA resultantes de quebras (simples ou duplas) migram em direção ao polo positivo, formando a "cauda".

A relação entre a cauda e o dano é diretamente proporcional: quanto mais lesões (quebras de fita, sítios álcali-lábeis, crosslinks), mais fragmentos pequenos são gerados e mais DNA migra, resultando em uma cauda mais longa e/ou mais intensa. Por isso, a cauda cometária é considerada um indicador visual direto da extensão do dano — não é uma medida indireta ou inferida, mas a visualização física dos fragmentos que se separaram do núcleo. Parâmetros como comprimento da cauda, porcentagem de DNA na cauda e momento da cauda (tail moment) são usados para quantificar esse dano de forma objetiva.

Na prática, o ensaio é usado em estudos de genotoxicidade ambiental, monitoramento ocupacional de exposição a agentes químicos, avaliação de radiação ionizante, testes de novos fármacos e até em pesquisas de reparo de DNA. Por exemplo, se um pesquisador quer saber se um pesticida causa dano ao DNA de células de peixes de um rio contaminado, ele pode coletar sangue desses animais, fazer o ensaio do cometa e comparar o comprimento das caudas com o de peixes de um local não contaminado. Caudas maiores indicam mais dano, e a imagem do cometa é a evidência visual direta disso.

A distinção que importa aqui é entre o ensaio do cometa e outras técnicas de avaliação de dano ao DNA, como o teste de micronúcleo ou a detecção de 8-oxo-dG (um marcador de estresse oxidativo). Enquanto o teste do cometa visualiza diretamente a fragmentação do DNA na célula, o teste de micronúcleo avalia danos cromossômicos que resultam em núcleos acessórios, e a 8-oxo-dG é uma medida bioquímica de uma lesão específica. O cometa é único por fornecer uma imagem direta e quantificável da extensão do dano em cada célula individual.

A pegadinha que a banca poderia explorar é tentar confundir o aluno com a ideia de que a cauda seria um indicador indireto ou que representaria apenas um tipo específico de dano. Mas a afirmativa é precisa: a cauda é um indicador visual direto da extensão dos danos, pois é a própria visualização dos fragmentos de DNA que migraram. Não há aqui inversão de conceitos nem exceção que torne a afirmação falsa. O que a banca testa é o conhecimento do princípio básico do ensaio: a correlação entre a migração do DNA fragmentado e a extensão do dano.

Guarde o critério decisivo: a cauda do cometa = DNA fragmentado que migrou = dano direto. É exatamente essa relação de causa e efeito que a afirmativa descreve, e é nela que a questão se resolve.

  1. 1Células em agarose
  2. 2Lise (remove membranas)
  3. 3Eletroforese
  4. 4Visualização do cometa
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Item — ✅ CERTO ⟵ GABARITO

A afirmativa está correta porque descreve com precisão o fundamento do ensaio do cometa. A cauda é formada pelos fragmentos de DNA que, devido às lesões (quebras de fita simples ou dupla), migram durante a eletroforese. Quanto maior a extensão do dano, mais fragmentos são gerados e maior/mais intensa é a cauda. Portanto, a cauda cometária é, sim, um indicador visual direto da extensão dos danos no DNA — não há qualquer mediação indireta: o que se vê na imagem é o próprio DNA danificado que se separou do núcleo. A técnica permite inclusive quantificar esse dano por parâmetros como o comprimento da cauda e o momento da cauda, reforçando o caráter direto e mensurável do indicador.

Gabarito: ✅ CERTO

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