O estado de Sergipe tem pouco mais de 250 km² cobertos por manguezais. Esse ecossistema é de extrema importância para a biodiversidade e para as comunidades que vivem em áreas costeiras. O avanço desordenado da urbanização, a degradação ambiental, principalmente em áreas costeiras, e a falta de políticas de preservação eficazes são os principais problemas queafligem as comunidades pesqueiras. A poluição dos rios tem maltratado os berçários aquáticos, pois a cadeia de crescimento dos peixes e dos mariscos não está seguindo seu desenvolvimento natural.
A partir do texto precedente e dos múltiplos aspectos a ele relacionados, julgue o item subsequente.
A construção de palafitas é a melhor estratégia para resolver o problema da ocupação urbana desordenada em regiões alagadiças e preservar o meio ambiente.
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Ocupação urbana em áreas alagadiças e preservação ambiental
Gabarito: ERRADO (letra E). A construção de palafitas não é a melhor estratégia para resolver a ocupação urbana desordenada em regiões alagadiças, pois se trata de uma medida paliativa que não resolve as causas do problema — a falta de planejamento urbano e de políticas públicas — e pode agravar a degradação ambiental, especialmente em ecossistemas frágeis como os manguezais, que são áreas de preservação permanente (APP) protegidas pela legislação ambiental brasileira.
O texto-base destaca a importância dos manguezais para a biodiversidade e para as comunidades pesqueiras, apontando a urbanização desordenada e a degradação ambiental como problemas. A questão testa a capacidade de avaliar criticamente uma solução proposta: as palafitas são construções elevadas sobre estacas, típicas de regiões alagadiças, que permitem a moradia em áreas alagadas. No entanto, considerá-las "a melhor estratégia" para resolver a ocupação desordenada é um equívoco por várias razões.
Primeiro, as palafitas não resolvem o problema da ocupação desordenada em si — elas apenas adaptam a construção ao terreno alagado, sem abordar as causas socioeconômicas que levam as pessoas a ocuparem áreas inadequadas. Segundo, a construção de palafitas em manguezais causa impacto ambiental direto: a remoção da vegetação nativa, a alteração do fluxo de água, o despejo de esgoto e resíduos diretamente no ecossistema, e a destruição de habitats de reprodução de diversas espécies. Os manguezais são berçários naturais para peixes, moluscos e crustáceos, e sua degradação compromete toda a cadeia alimentar e a subsistência das comunidades que dependem da pesca.
A legislação ambiental brasileira, por meio do Código Florestal (Lei 12.651/2012), classifica os manguezais como Áreas de Preservação Permanente (APPs), onde a ocupação é restrita e exige autorização dos órgãos ambientais. A solução adequada para a ocupação urbana em áreas alagadiças envolve políticas de planejamento urbano, regularização fundiária, reassentamento de populações em áreas adequadas, e a implementação de infraestrutura de saneamento básico — não a simples construção de palafitas.
A pegadinha da questão está em apresentar uma solução aparentemente prática (palafitas) como "a melhor estratégia", quando na verdade ela é insuficiente e potencialmente danosa. O candidato que concorda com a afirmação demonstra não compreender a complexidade do problema ambiental e social envolvido.
Ocupação urbana em áreas alagadiças
1Palafitas (solução aparente)
Não resolve as causas
Impacto ambiental direto
Ocupação em APP (manguezal)
2Solução adequada
Planejamento urbano
Regularização fundiária
Reassentamento
Saneamento básico
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Item — ❌ ERRADO ⟵ GABARITO
A afirmação está incorreta porque as palafitas não são a melhor estratégia para resolver a ocupação urbana desordenada em regiões alagadiças. Elas são uma solução paliativa que não aborda as causas do problema e podem causar danos ambientais significativos, especialmente em ecossistemas como os manguezais, que são Áreas de Preservação Permanente (APPs) protegidas por lei. A preservação ambiental exige políticas de planejamento urbano, saneamento básico e regularização fundiária, não a simples construção de moradias elevadas.