Pular para o conteúdo principal

Questão de Direito Penal — Moeda Falsa (art. 289 do CP) — CESPE / CEBRASPE 2024

Direito PenalMoeda Falsa (art. 289 do CP)
Código
ce399508
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
STJ
Ano
2024
Cargo
AJ
Acerca dos crimes contra a administração pública e a fé pública, julgue os itens seguintes.   Para a configuração dos crimes contra a fé pública, como o delito de moeda falsa, é prescindível a existência de um sujeito passivo específico e determinado.
  1. CCerto
  2. EErrado
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — Certo

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Crimes contra a fé pública: sujeito passivo no delito de moeda falsa

Gabarito: ✅ CERTO. Nos crimes contra a fé pública, como o de moeda falsa (art. 289 do CP), o bem jurídico tutelado é a fé pública, que pertence à coletividade — não se exige um sujeito passivo específico e determinado. O sujeito passivo é a coletividade, sendo o Estado e o particular eventualmente lesado apenas sujeitos passivos secundários.

O crime de moeda falsa tutela a fé pública, ou seja, a confiança da sociedade na autenticidade da moeda como símbolo de valor estabelecido pelo Estado. Trata-se de crime de perigo e formal, que se consuma com a prática da conduta, independentemente de dano ou prejuízo a pessoa determinada. Por isso, é prescindível a existência de um sujeito passivo específico e determinado: basta a potencialidade de ofensa à fé pública.

A doutrina é pacífica ao afirmar que o sujeito passivo primário é a coletividade, pois o que se lesa é a fé pública. O particular que recebe a moeda falsa, ou o próprio Estado como Administração, figura como sujeito passivo secundário, mas sua existência não é requisito para a configuração do delito. O Superior Tribunal de Justiça já reconheceu que, embora a fé pública do Estado seja o bem jurídico tutelado, isso não induz à conclusão de que o Estado seja vítima exclusiva — pode haver também vítima pessoa física ou estabelecimento comercial —, mas isso é circunstância secundária, não elemento do tipo.

A banca explora aqui a distinção entre sujeito passivo primário (coletividade, sempre presente) e secundário (particular ou Estado-Administração, eventual). O candidato que confunde esses planos pode achar que a ausência de vítima determinada descaracteriza o crime, o que é incorreto.

Sujeito passivo (moeda falsa)
  • 1Primário
    • Coletividade (fé pública)
    • Sempre presente
  • 2Secundário
    • Particular lesado
    • Estado-Administração
    • Eventual (não é elemento do tipo)
LEVEL · soulevel.com.br
NÃO CAIA NESSA!

A banca testa se você sabe que o crime contra a fé pública dispensa vítima determinada. Quem pensa no estelionato — que exige alguém enganado — tende a marcar "errado". Mas a moeda falsa é crime de perigo contra a coletividade: a consumação independe de prejuízo a pessoa certa. Fique atento: sujeito passivo primário (coletividade) ≠ sujeito passivo secundário (eventual vítima).

✅ CERTO. A assertiva está correta: para a configuração dos crimes contra a fé pública, como o delito de moeda falsa, é prescindível a existência de um sujeito passivo específico e determinado.

Gabarito: ✅ CERTO

Link permanente: /questoes/ce399508