Questão de Português — Linguagem Formal e Informal — CESPE / CEBRASPE 2024
Português›Linguagem Formal e Informal
Código
ce402008
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
Pref Camaçari
Ano
2024
Cargo
Prof ( )
Figura 42A1-II
Assinale a opção correta em relação ao uso da linguagem coloquial no texto da figura 42A1-II.
AO emprego do vocábulo NORDESTE em caixa alta chama a atenção do leitor em relação ao ENEM.
BO verbo “TÁ” (está) foi empregado com a intenção de aproximar o leitor jovem à publicação.
CA sigla ENEM foi empregada para chamar a atenção do público que acompanha as redes sociais do MEC.
DA linguagem empregada na postagem não condiz com a situação comunicativa.
EA sigla ENEM deveria ter sido empregada por extenso: Exame Nacional do Ensino Médio.
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GabaritoB — O verbo “TÁ” (está) foi empregado com a intenção de aproximar o leitor jovem à publicação.
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Uso da linguagem coloquial em postagem do MEC
Gabarito: letra B. O verbo “TÁ” (forma reduzida de “está”) foi empregado com a intenção de aproximar o leitor jovem da publicação, pois a linguagem coloquial/informal é típica de contextos comunicativos mais descontraídos, como as redes sociais, e cria um tom de proximidade entre o emissor (MEC) e o receptor (o jovem). A alternativa B é a única que identifica corretamente a função do uso do coloquialismo no texto: não é um erro, mas um recurso expressivo deliberado para adequar a mensagem ao público-alvo.
A questão cobra a habilidade de reconhecer a adequação linguística — ou seja, perceber que a escolha entre linguagem formal e informal depende da situação comunicativa (quem fala, para quem fala, por qual canal e com qual intenção). O comando pede que se assinale a opção correta sobre o uso da linguagem coloquial na figura, o que exige analisar o efeito de sentido produzido por cada escolha vocabular, e não apenas classificar o texto como “formal” ou “informal”.
A figura 42A1-II é uma postagem do MEC (Ministério da Educação) em redes sociais, voltada a estudantes, especialmente jovens que farão o ENEM. Nesse contexto, o uso de “TÁ” (em vez de “está”) e de outras marcas de informalidade não é descuido: é uma estratégia de aproximação. O texto, portanto, condiz com a situação comunicativa — uma rede social institucional que busca dialogar com o público jovem de maneira acessível e acolhedora.
A pegadinha central da questão está em confundir “informalidade” com “erro” ou “inadequação”. A banca oferece alternativas que tratam o coloquialismo como algo a ser evitado (letras D e E) ou que atribuem a outros elementos (caixa alta, sigla) uma função que não é a deles (letras A e C). A correta, letra B, é a única que enxerga o uso de “TÁ” como um recurso intencional de aproximação com o leitor jovem.
PEGA ESSA DICA!
Em questões sobre linguagem formal × informal, pergunte-se sempre: “essa escolha é adequada ao contexto?”. Se a resposta for sim, o uso é um recurso expressivo, não um erro. Grife no comando se a banca pede a opção “correta” ou a “incorreta” — aqui, pede-se a correta.
Linguagem coloquial em postagem do MEC
1Função
Aproximar o leitor jovem
Recurso expressivo intencional
2Adequação linguística
Depende da situação comunicativa
Quem fala, para quem, por qual canal
3Pegadinha da banca
Confundir informalidade com erro
Confundir informalidade com inadequação
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Alternativa A — ❌ Incorreta
O emprego do vocábulo NORDESTE em caixa alta chama a atenção do leitor em relação ao ENEM.
Erro: troca de referente. A caixa alta em “NORDESTE” pode até destacar a palavra, mas o que ela chama a atenção é para a região Nordeste, não para o ENEM. A alternativa inverte o foco: o destaque gráfico recai sobre o local, não sobre o exame. Além disso, o texto não afirma que a caixa alta tem essa função específica — é uma extrapolação atribuir ao recurso gráfico uma intenção que o texto não declara.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O verbo “TÁ” (está) foi empregado com a intenção de aproximar o leitor jovem à publicação.
Correta. A forma reduzida “TÁ” é marca de linguagem coloquial, típica da fala e de contextos informais. Em uma postagem do MEC voltada a jovens, o uso desse coloquialismo aproxima o emissor do receptor, criando um tom de conversa, de proximidade. O texto não condena o uso; ao contrário, o utiliza como recurso de adequação ao público. A alternativa descreve exatamente o efeito de sentido do coloquialismo no contexto.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A sigla ENEM foi empregada para chamar a atenção do público que acompanha as redes sociais do MEC.
Erro: extrapolação. A sigla ENEM é usada porque é o nome do exame, amplamente conhecido pelo público-alvo. O texto não afirma que a sigla tem a função de “chamar a atenção” — isso é uma inferência sem pista textual. A sigla é um nome próprio abreviado, não um recurso de destaque. A alternativa atribui à sigla uma intenção que não está no texto.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A linguagem empregada na postagem não condiz com a situação comunicativa.
Erro: contradiz o texto. A postagem é uma comunicação do MEC em rede social, dirigida a jovens. Nesse contexto, a linguagem coloquial é perfeitamente adequada — é exatamente o que se espera de uma comunicação institucional que busca dialogar com o público jovem de forma acessível. A alternativa inverte o julgamento: o que ela chama de “não condiz” é, na verdade, o recurso que garante a adequação.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A sigla ENEM deveria ter sido empregada por extenso: Exame Nacional do Ensino Médio.
Erro: opinião embutida. A alternativa expressa um juízo de valor (“deveria”) que o texto não sustenta. O uso da sigla ENEM é adequado ao contexto: é uma sigla amplamente conhecida, e o público-alvo (jovens que farão o exame) a reconhece imediatamente. Não há no texto qualquer indicação de que a sigla deveria ser escrita por extenso. A alternativa acrescenta uma opinião que não é do autor.
Conclusão: a questão testa a adequação linguística — a capacidade de perceber que a escolha entre formal e informal depende do contexto. A letra B é a única que identifica corretamente a função do coloquialismo “TÁ”: aproximar o leitor jovem. As demais ou extrapolam (A, C), ou contradizem o texto (D), ou embutem opinião (E).