Questão de Português — Elementos da Comunicação e Funções da Linguagem — CESPE / CEBRASPE 2024
Português›Elementos da Comunicação e Funções da Linguagem
Código
ce402009
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
Pref Camaçari
Ano
2024
Cargo
Prof ( )
Figura 42A1-II
No segundo período do texto da figura 42A1-II, a função de linguagem que predomina é a
Areferencial.
Bfática.
Cpoética.
Dmetalinguística.
Econativa.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoE — conativa.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Função da linguagem predominante no segundo período
Gabarito: letra E. A função conativa (ou apelativa) predomina no segundo período do texto da figura 42A1-II, pois o enunciado busca influenciar o receptor, orientando-o a adotar um comportamento. Essa função se centra no destinatário da mensagem, e sua marca linguística típica é o uso de verbos no imperativo, como se observa no trecho citado.
"[...] Consulte sempre o farmacêutico."
O verbo "consulte" está no imperativo, forma verbal que expressa ordem, pedido ou conselho, direcionando-se diretamente ao interlocutor. Essa é a característica central da função conativa: a mensagem é construída para agir sobre o receptor, persuadindo-o ou orientando-o.
O comando da questão
O enunciado pede que se identifique a função de linguagem que predomina no segundo período do texto. Isso significa que devemos analisar o trecho específico e verificar qual elemento da comunicação é posto em relevo: o emissor (função emotiva), o receptor (função conativa), o contexto (função referencial), o canal (função fática), o código (função metalinguística) ou a própria mensagem (função poética). A pergunta é objetiva e exige o reconhecimento da função predominante, não de funções secundárias que possam coexistir.
O texto e a função predominante
O texto da figura 42A1-II, em seu segundo período, apresenta uma orientação direta ao leitor: "Consulte sempre o farmacêutico." A intenção comunicativa é clara: persuadir o destinatário a realizar uma ação. Não se trata de transmitir uma informação objetiva sobre a realidade (função referencial), nem de expressar sentimentos do emissor (função emotiva), tampouco de explicar o próprio código (função metalinguística) ou de testar o canal de comunicação (função fática). A mensagem é construída com o propósito de influenciar o comportamento do receptor, o que caracteriza a função conativa.
A técnica para identificar a função conativa
A função conativa, também chamada de apelativa, tem como foco o receptor da mensagem. Suas marcas linguísticas mais comuns são:
Verbos no imperativo (como "consulte", "faça", "compre");
Pronomes de 2ª pessoa (tu/você) ou de 3ª pessoa com valor de 2ª (você);
Vocativos (chamamento direto ao interlocutor);
Perguntas retóricas que envolvem o leitor.
No trecho em análise, o verbo "consulte" está no imperativo, o que é um indicador forte e direto da função conativa. A mensagem não apenas informa, mas convoca o leitor a agir.
Análise das alternativas
Funções da linguagem: Foco no emissor (Emotiva (expressão de sentimentos)); Foco no receptor (Conativa (apelativa), Verbos no imperativo); Foco no contexto (Referencial (informação objetiva)); Foco no canal (Fática (testa o contato)); Foco no código (Metalinguística (linguagem explica a linguagem)); Foco na mensagem (Poética (valoriza a forma))
Alternativa A — ❌ Incorreta
A função referencial centra-se no contexto (referente), buscando transmitir informações objetivas sobre a realidade. No segundo período, não há uma exposição de fatos ou dados; há uma orientação. O texto não diz "o farmacêutico é um profissional de saúde" (informação referencial), mas sim "consulte sempre o farmacêutico" (apelo). A alternativa extrapola o teor do trecho ao atribuir-lhe uma finalidade informativa que não é a predominante.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A função fática centra-se no canal de comunicação, com o objetivo de verificar, estabelecer ou prolongar o contato entre emissor e receptor. São exemplos típicos: "Alô?", "Está me ouvindo?", "Tudo bem?". No trecho, não há qualquer elemento que vise testar ou manter o canal; a mensagem é direta e objetiva, sem preocupação com o estabelecimento do contato. A alternativa tangencia o tema, pois confunde a interação com o receptor (presente na conativa) com a manutenção do canal (fática).
Alternativa C — ❌ Incorreta
A função poética centra-se na mensagem em si, valorizando a forma como ela é construída, com uso de figuras de linguagem, conotação, ritmo, sonoridade etc. No segundo período, não há qualquer recurso estilístico que evidencie preocupação com a forma; a frase é simples, direta e funcional. A alternativa contradiz o texto, pois atribui uma característica (elaboração artística) que não se verifica no trecho.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A função metalinguística centra-se no código, ou seja, ocorre quando a linguagem explica a própria linguagem. Exemplo: um dicionário, um texto que comenta outro texto, uma gramática. No trecho, não há qualquer referência ao código; a mensagem fala sobre um assunto (consultar o farmacêutico), não sobre a língua. A alternativa extrapola o texto, pois inventa uma finalidade que não está presente.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A função conativa (ou apelativa) centra-se no receptor, com o objetivo de influenciá-lo, persuadi-lo ou orientá-lo a adotar um comportamento. O verbo "consulte" está no imperativo, forma verbal que expressa ordem, pedido ou conselho, direcionando-se diretamente ao interlocutor. Essa é a característica central da função conativa: a mensagem é construída para agir sobre o receptor, persuadindo-o ou orientando-o.
"[...] Consulte sempre o farmacêutico."
A alternativa está inteiramente sustentada pelo texto, pois identifica corretamente a função predominante no trecho.
Conclusão
A questão exige o reconhecimento da função da linguagem predominante em um trecho específico. A chave para a resolução é identificar o elemento da comunicação em relevo: no segundo período, o foco está no receptor, com o uso do imperativo "consulte", o que caracteriza a função conativa. As demais alternativas falham por extrapolar (A e D), tangenciar (B) ou contradizer (C) o texto.
PEGA ESSA DICA!
Ao identificar a função da linguagem, pergunte-se: "qual elemento da comunicação está em destaque?" Se o foco é o receptor e há verbos no imperativo, a função é conativa. Se o foco é o contexto e há informações objetivas, é referencial. Essa pergunta resolve a maioria das questões.