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Questão de Português — Termos Integrantes (Objeto Direto e Indireto, Complemento Nominal e Agente da Passiva) — CESPE / CEBRASPE 2024

PortuguêsTermos Integrantes (Objeto Direto e Indireto, Complemento Nominal e Agente da Passiva)
Código
ce402368
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
FNDE
Ano
2024
Cargo
Arqt e Urb ( )

A expressão racismo ambiental foi criada na década de 80 do século passado pelo Dr. Benjamin Franklin Chavis Jr., em meio a protestos contra o depósito de resíduos tóxicos no condado de Warren, no estado da Carolina do Norte (EUA), onde a maioria da população era negra.


De acordo com a pensadora negra brasileira Tania Pacheco, o racismo ambiental é constituído por injustiças sociais e ambientais que recaem de forma implacável sobre etnias e populações mais vulneráveis. Não se configura apenas por meio de ações que tenham uma intenção racista, mas, igualmente, por meio de ações que tenham impacto “racial”, não obstante a intenção que lhes tenha dado origem.


No Brasil, nas cidades e nos centros urbanos, o racismo ambiental tem um impacto significativo na população que vive em favelas e periferias, onde historicamente a maioria da população é negra. A falta de acesso a serviços básicos, como água potável e saneamento, de estrutura urbana e de condições de moradia digna afeta a saúde e a qualidade de vida dos moradores e agrava ainda mais os impactos das mudanças climáticas, ocasionando enchentes e deslizamentos.


Algumas medidas que podem ser tomadas para diminuir o racismo ambiental incluem a criação de políticas públicas que levem em conta as desigualdades sociais e econômicas, a garantia do direito à participação das comunidades afetadas na tomada de decisão, a promoção da educação ambiental e a valorização do conhecimento tradicional das comunidades.


Internet: <www.gov.br/secom> (com adaptações).

Texto CB1A2

 

A respeito de aspectos linguísticos do texto CB1A2, julgue os próximos itens.

 

No segundo período do terceiro parágrafo, o segmento “de estrutura urbana e de condições de moradia digna” integra o complemento do termo “falta”.

  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoC — Certo

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Complemento nominal de “falta” no terceiro parágrafo

Gabarito: C (CERTO). O segmento “de estrutura urbana e de condições de moradia digna” é, sim, complemento do nome “falta”, pois completa o sentido desse substantivo abstrato, com valor passivo (a estrutura urbana e as condições de moradia digna são aquilo que falta). A passagem que comprova é: “A falta de acesso a serviços básicos, como água potável e saneamento, de estrutura urbana e de condições de moradia digna afeta a saúde...”.

O comando

A questão pede um julgamento sobre aspectos linguísticos — mais especificamente, sobre a função sintática de um trecho dentro do período. Não se trata de interpretação de sentido, mas de análise sintática: identificar se o termo destacado integra o complemento de “falta”. Para isso, é preciso reconhecer o que é complemento nominal e distingui-lo de outras funções, como adjunto adnominal.

O texto e a estrutura do período

No terceiro parágrafo, lemos:

“A falta de acesso a serviços básicos, como água potável e saneamento, de estrutura urbana e de condições de moradia digna afeta a saúde e a qualidade de vida dos moradores...”

Observe a estrutura: o núcleo do sujeito é “falta” (substantivo abstrato). A ele se ligam, por meio da preposição “de”, três complementos coordenados:

  • “de acesso a serviços básicos”

  • “de estrutura urbana”

  • “de condições de moradia digna”

Todos esses termos completam o sentido de “falta”: falta de quê? De acesso, de estrutura, de condições. São, portanto, complementos nominais — e não adjuntos adnominais, porque têm valor passivo (a estrutura urbana é aquilo que falta, ou seja, sofre a ação de faltar).

A regra que decide

O complemento nominal é o termo preposicionado que completa o sentido de um nome (substantivo abstrato, adjetivo ou advérbio) e tem valor paciente (recebe a ação). Já o adjunto adnominal tem valor agente ou possessivo. No caso, “falta” é um substantivo abstrato que exige complemento: quem fala em falta, fala em falta de algo. Os termos “de estrutura urbana” e “de condições de moradia digna” preenchem exatamente essa lacuna — são o complemento nominal de “falta”.

PEGA ESSA DICA!

Para testar se um termo preposicionado é complemento nominal, pergunte: “falta de quê?”. Se a resposta estiver no termo, ele é complemento. Além disso, verifique o valor semântico: se o termo sofre a ação (paciente), é complemento nominal; se pratica (agente), é adjunto adnominal.

1Completa sentido de nome
Substantivo abstrato
Adjetivo
Advérbio
2Valor passivo (paciente)
Recebe a ação
3Ex.: falta de estrutura urbana
"falta de quê?"
4Adjunto adnominal
Valor ativo (agente)
Possessivo
Complemento nominal
LEVELsoulevel.com.br
Complemento nominal: Completa sentido de nome (Substantivo abstrato, Adjetivo, Advérbio); Valor passivo (paciente) (Recebe a ação); Ex.: falta de estrutura urbana ("falta de quê?"); Adjunto adnominal (Valor ativo (agente), Possessivo)

Análise da assertiva

A afirmativa diz que “de estrutura urbana e de condições de moradia digna” integra o complemento do termo “falta”. Isso está correto, pois esses segmentos são coordenados entre si e ambos completam o sentido de “falta”, como vimos. Não há qualquer erro de análise sintática.

Conclusão

A banca cobrou a distinção entre complemento nominal e adjunto adnominal, e a chave está no valor semântico: paciente = complemento nominal. Como os termos em questão têm valor passivo e completam um substantivo abstrato, a assertiva é verdadeira.

Gabarito: C (CERTO).

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