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Questão de Português — Concordância (Verbal e Nominal) — CESPE / CEBRASPE 2024

PortuguêsConcordância (Verbal e Nominal)
Código
ce402497
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
Pref Aracaju
Ano
2024
Cargo
Prof ( )

Investir em educação na primeira infância representa, além de vantagens para o desenvolvimento individual, retorno social e econômico. O economista norte-americano James Heckman, um dos ganhadores do prêmio Nobel na área econômica no ano 2000, conduziu pesquisa que acompanhou, ao longo do tempo, várias crianças com e sem acesso a ensino de qualidade. O objetivo era conferir os impactos da educação no curto, no médio e no longo prazo.


“Os resultados desse trabalho mostram que cada dólar investido traz um retorno social de sete dólares”, aponta Karina Fasson, da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, organização da sociedade civil que trabalha pela causa da primeira infância. Ela afirma que “as ações educativas voltadas para o começo da vida têm o poder de minimizar a carga que as demais políticas públicas carregam”. Isso quer dizer que investir em educação na primeira infância é uma estratégia eficaz para reduzir os custos sociais no futuro.


Segundo Fasson, quando se pensa em políticas públicas, o retorno é mais significativo na fase pré-escolar que em qualquer outra etapa da vida. “No longo prazo, quem é mais estimulado tem maior aprendizado e maior progressão escolar, e isso tem reflexos na inserção no mercado de trabalho e nos salários, além de favorecer menor envolvimento em situações de vulnerabilidade, como a criminalidade e o uso de drogas, e tem consequências também na saúde das pessoas”, ressalta. Tudo isso, a especialista afirma, não só tem efeito na trajetória
educacional, mas também repercute ao longo da vida do indivíduo e impacta a sociedade como um todo.


Internet: <novaescola.org.br> (com adaptações).

Texto CG1A1-I

 

A respeito do vocabulário e da estrutura linguística do texto CG1A1-I, julgue o item que se segue.

 

No segundo período do segundo parágrafo, a correção gramatical do texto seria mantida caso a forma verbal ‘carregam’ fosse flexionada no singular para concordar com o termo ‘carga’.

  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Concordância verbal: o sujeito de “carregam”

Gabarito: letra E (ERRADO). A forma verbal “carregam” está no plural porque concorda com o sujeito “as demais políticas públicas”, e não com o termo “carga”. Flexioná-la no singular (“carrega”) quebraria a concordância verbal, pois o verbo deve concordar com o núcleo do sujeito, que é “políticas”. A correção gramatical, portanto, não seria mantida.

O comando pede um julgamento sobre a correção gramatical de uma reescritura: se a flexão de “carregam” para o singular manteria a frase correta. Isso é uma questão de concordância verbal — a regra que exige que o verbo concorde em número e pessoa com o núcleo do sujeito. Não se trata de interpretação de sentido, mas de análise sintática aplicada ao texto.

No segundo período do segundo parágrafo, lemos:

“as ações educativas voltadas para o começo da vida têm o poder de minimizar a carga que as demais políticas públicas carregam”

A oração adjetiva “que as demais políticas públicas carregam” tem como sujeito “as demais políticas públicas”. O pronome relativo “que” retoma esse sujeito, e o verbo “carregam” concorda com ele: “as políticas públicas carregam” (3ª pessoa do plural). O termo “carga” é o objeto direto do verbo “carregar” — é aquilo que as políticas carregam — e, por isso, não pode ser o sujeito. Flexionar o verbo no singular para concordar com “carga” seria um erro de concordância, pois o verbo estaria concordando com o objeto, não com o sujeito.

A banca explora uma armadilha clássica: distanciar o sujeito do verbo e oferecer um termo próximo (o objeto “carga”) como se fosse o núcleo do sujeito. O candidato apressado, ao ver “carga” logo antes de “carregam”, pode pensar que o verbo se refere a ela. Mas a pergunta certa é: quem carrega? A resposta está no texto: as políticas públicas. O verbo, portanto, deve permanecer no plural.

NÃO CAIA NESSA!

A banca coloca o objeto direto (“carga”) imediatamente antes do verbo, tentando fazê-lo parecer o sujeito. A técnica é inverter a pergunta: “quem carrega?” → “as políticas públicas”. O verbo concorda com o sujeito, nunca com o objeto.

1Sujeito de "carregam"
"as demais políticas públicas" (plural)
"carga" é objeto direto
2Regra
Verbo concorda com o núcleo do sujeito
Nunca com o objeto
3Pegadinha da banca
Objeto próximo ao verbo
Pergunta certa: "quem carrega?"
Concordância verbal
LEVELsoulevel.com.br
Concordância verbal: Sujeito de "carregam" ("as demais políticas públicas" (plural), "carga" é objeto direto); Regra (Verbo concorda com o núcleo do sujeito, Nunca com o objeto); Pegadinha da banca (Objeto próximo ao verbo, Pergunta certa: "quem carrega?")

Assertiva — ❌ ERRADO

A afirmação de que “a correção gramatical do texto seria mantida caso a forma verbal ‘carregam’ fosse flexionada no singular para concordar com o termo ‘carga’” é falsa. O sujeito de “carregam” é “as demais políticas públicas” (plural), e não “carga”. Alterar o verbo para o singular (“carrega”) criaria uma discordância verbal: um sujeito plural com verbo singular. A reescritura proposta não manteria a correção gramatical.

Conclusão: a assertiva está ERRADA. O verbo “carregam” deve permanecer no plural, pois concorda com o sujeito “as demais políticas públicas”. A banca tentou confundir o candidato fazendo-o acreditar que “carga” (objeto direto) fosse o sujeito. A regra de ouro: o verbo concorda com o núcleo do sujeito, não com o termo mais próximo.

Gabarito: letra E.

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