Questão de Português — Elementos da Comunicação e Funções da Linguagem — CESPE / CEBRASPE 2024
Português›Elementos da Comunicação e Funções da Linguagem
Código
ce402501
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
Pref Aracaju
Ano
2024
Cargo
Prof ( )
Art. 1.º Fica proibido o uso indiscriminado de celulares e outros dispositivos eletrônicos pelos alunos nas unidades de ensino da rede pública municipal, estadual, federal e privada em todo o território nacional, exceto para os casos de pessoas com necessidades especiais, tais como autistas, entre outras.
Parágrafo Único. Os professores e órgãos fiscalizadores e responsáveis pela educação nacional, estadual, municipal e as instituições educacionais deverão regulamentar o possível uso desses equipamentos quando necessário, através de portaria interna, versando sobre: quando, como e em quais locais e atividades deverão ser utilizados.
Brasil. Câmara dos Deputados. Projeto de Lei n.º 246/2024 (em tramitação).
Internet: <camara.leg.br> (com adaptações).
Considerando as ideias e o estilo do texto precedente, bem como as concepções de linguagem, língua e interação, julgue o item a seguir. No texto, o emprego da linguagem denotativa e da variedade padrão justificam-se pela necessidade de se manter a precisão e a clareza do discurso e facilitar a compreensão do leitor.
CCerto
EErrado
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GabaritoC — Certo
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Denotação e variedade padrão em texto normativo
Gabarito: C (Certo). O item está correto porque o texto, ao empregar linguagem denotativa (sentido literal) e variedade padrão (norma culta), busca exatamente a precisão e a clareza do discurso, facilitando a compreensão do leitor. Como se lê no texto, a redação é objetiva e impessoal, sem figuras de linguagem, o que é típico de textos legais/normativos.
O comando pede que se julgue a afirmação sobre as ideias e o estilo do texto, relacionando o uso da linguagem denotativa e da variedade padrão à necessidade de precisão e clareza. Isso é uma questão de interpretação do estilo textual, não de gramática normativa isolada. O texto-base é um projeto de lei, gênero que exige formalidade e objetividade.
O texto é um projeto de lei (PL 246/2024), gênero textual normativo. Sua finalidade é informar e regulamentar — não emocionar, não persuadir com apelos subjetivos, não criar efeitos poéticos. Por isso, o autor usa:
Linguagem denotativa: todas as palavras em sentido literal. "Celulares", "dispositivos eletrônicos", "alunos", "unidades de ensino" — nada aqui tem sentido figurado, metafórico ou conotativo.
Variedade padrão: obedece à norma culta, com períodos completos, vocabulário formal e impessoalidade ("Fica proibido", "deverão regulamentar").
A técnica que decide esta questão é simples: texto normativo = função referencial/denotativa + norma padrão, e essa combinação existe para garantir que a lei seja compreendida sem ambiguidades. A banca quer que o candidato reconheça essa relação entre forma (estilo) e função (precisão/clareza).
"Fica proibido o uso indiscriminado de celulares e outros dispositivos eletrônicos pelos alunos nas unidades de ensino da rede pública municipal, estadual, federal e privada em todo o território nacional, exceto para os casos de pessoas com necessidades especiais"
Este trecho prova o uso denotativo: cada termo tem valor referencial direto, sem metáforas ou expressões figuradas. A precisão é reforçada pela enumeração exaustiva ("municipal, estadual, federal e privada") e pela ressalva ("exceto para os casos de pessoas com necessidades especiais").
A variedade padrão é evidente na construção sintática formal: "Os professores e órgãos fiscalizadores e responsáveis pela educação nacional, estadual, municipal e as instituições educacionais deverão regulamentar o possível uso desses equipamentos quando necessário, através de portaria interna". O período é longo, mas gramaticalmente correto e claro — características da norma culta.
A pegadinha aqui seria o candidato achar que "denotativa" é um erro, confundindo com "conotativa" (sentido figurado). Mas o texto não tem nenhuma figura de linguagem; é 100% literal. Outra confusão possível: achar que variedade padrão é algo negativo ou que o texto deveria ser informal. Pelo contrário — em textos legais, a formalidade é obrigatória.
PEGA ESSA DICA!
Em questões sobre estilo, pergunte-se: "Este texto tem metáforas, ironia, sentido figurado?" Se não tem, é denotativo. "Usa gírias, abreviações, coloquialismos?" Se não usa, é variedade padrão. Texto normativo = denotativo + padrão, sempre.
Texto normativo (projeto de lei): Linguagem denotativa (Sentido literal, Sem figuras de linguagem); Variedade padrão (Norma culta, Formalidade e impessoalidade); Finalidade (Precisão e clareza, Facilita a compreensão)
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A afirmação é correta porque descreve com precisão o estilo do texto. O projeto de lei emprega linguagem denotativa (sentido literal, sem figuras) e variedade padrão (norma culta), e essa escolha estilística tem finalidade clara: garantir precisão e clareza, facilitando a compreensão do leitor. O texto não deixa margem para interpretações figuradas — cada termo tem valor referencial direto, e a estrutura sintática segue rigorosamente a norma culta.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A afirmação de que o item está errado é incorreta. Não há nenhum elemento no texto que contradiga a relação entre denotação/variedade padrão e precisão/clareza. Pelo contrário, o texto é um exemplo típico de linguagem denotativa e formal, e essa escolha é exatamente o que se espera de um texto legal. Quem marcou E provavelmente confundiu "denotativa" com "conotativa" ou não reconheceu a função referencial do texto.
Conclusão: a questão testa o reconhecimento do estilo de texto normativo. A resposta é C (Certo), pois o texto usa linguagem denotativa e variedade padrão para atingir precisão e clareza — características essenciais de um projeto de lei.