Como moderar as angústias experimentadas pela perda de um filho? Como controlar o vazio e a sensação de que nada mais faz sentido, quando se perde o ser mais importante da sua vida? Diante da dor de uma mãe, que perde um pedaço de si, seria impossível pensar em racionalidades. A história tece um convite à apreciação da arte, mas principalmente nos leva a pensar na subjetividade de uma mulher negra numa situação de desamparo, de sobrevida.
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A correção gramatical e a coerência do texto seriam mantidas caso
Ase empregasse uma vírgula após “pensar”.
Bse omitisse a vírgula empregada após “desamparo”.
Cse omitisse a vírgula empregada após “sentido”.
Dse empregasse uma vírgula após “história”.
Ese empregasse uma vírgula após “principalmente”.
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GabaritoC — se omitisse a vírgula empregada após “sentido”.
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Pontuação: a vírgula que separa orações coordenadas assindéticas
Gabarito: letra C. A única alteração que preserva a correção gramatical e a coerência é omitir a vírgula após “sentido” — porque essa vírgula é obrigatória para separar as duas orações coordenadas assindéticas do período: “Como controlar o vazio e a sensação de que nada mais faz sentido, quando se perde o ser mais importante da sua vida?”. Sem ela, as orações se fundem indevidamente, gerando um erro de pontuação e prejuízo à clareza. As demais alternativas ou inserem vírgula onde ela é proibida (entre sujeito e verbo, entre verbo e complemento) ou a omitem onde é obrigatória.
O comando da questão
O enunciado pede que você avalie qual alteração manteria a correção gramatical e a coerência. Isso significa: a mudança proposta não pode criar erro de pontuação (como separar sujeito de verbo) nem quebrar a relação lógica entre as ideias. A banca não pergunta “qual está correta”, mas “qual poderia ser feita sem prejuízo”. Portanto, você deve testar cada alternativa contra as regras de uso da vírgula e contra o sentido do texto.
O texto e a estrutura sintática
O trecho relevante é:
“Como controlar o vazio e a sensação de que nada mais faz sentido, quando se perde o ser mais importante da sua vida?”
Aqui temos duas orações coordenadas assindéticas (sem conectivo): a primeira é “Como controlar o vazio e a sensação de que nada mais faz sentido” e a segunda é “quando se perde o ser mais importante da sua vida?”. A vírgula entre elas é obrigatória, pois separa orações coordenadas assindéticas. Omiti-la fundiria as orações, criando um período confuso e gramaticalmente incorreto.
A regra que decide
A vírgula tem usos obrigatórios, facultativos e proibidos. Nesta questão, o ponto central é distinguir:
Proibida: separar sujeito de verbo, verbo de complemento, ou adjunto adnominal do substantivo. Ex.: “O professor, explicou a matéria.” (errado)
Facultativa: após adjunto adverbial deslocado (curto). Ex.: “Ontem, fui ao cinema.” ou “Ontem fui ao cinema.”
A alternativa C propõe omitir uma vírgula obrigatória — isso quebraria a estrutura. As demais propõem inserir vírgula em locais proibidos ou omitir vírgula obrigatória em outro ponto.
Análise das alternativas
Uso da vírgula: Obrigatória (Separa orações coordenadas assindéticas, Separa adjuntos de mesma função); Proibida (Sujeito × verbo, Verbo × complemento); Facultativa (Após adjunto adverbial curto deslocado)
Alternativa A — ❌ Incorreta
Inserir vírgula após “pensar” separaria o verbo “pensar” de seu complemento “em racionalidades”. Isso é proibido: não se separa verbo de complemento por vírgula. O trecho ficaria: “seria impossível pensar, em racionalidades” — erro claro. A alternativa contradiz a regra de pontuação.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Omitir a vírgula após “desamparo” eliminaria a vírgula que separa o adjunto adverbial “de sobrevida” (deslocado) do restante da oração. No trecho: “de desamparo, de sobrevida”, a vírgula é obrigatória para separar termos de mesma função sintática (adjuntos adnominais). Sem ela, a leitura fica ambígua e incorreta. A alternativa restringe indevidamente o uso da vírgula.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Omitir a vírgula após “sentido” é a única alteração que mantém a correção e a coerência. A vírgula em questão é obrigatória para separar as orações coordenadas assindéticas. Omiti-la não é possível sem erro. Portanto, a alternativa C está correta ao afirmar que essa omissão não manteria a correção — ou seja, ela é a única que propõe uma mudança inválida, sendo a resposta pedida.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Inserir vírgula após “história” separaria o sujeito “A história” do verbo “tece”. Isso é proibido: não se separa sujeito de verbo por vírgula. O trecho ficaria: “A história, tece um convite” — erro claro. A alternativa contradiz a regra.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Inserir vírgula após “principalmente” separaria o advérbio “principalmente” do restante da oração, quebrando a coesão. O trecho: “mas principalmente nos leva a pensar” — a vírgula após “principalmente” criaria uma pausa indevida, separando o advérbio de seu núcleo. A alternativa tangencia o uso correto, pois “principalmente” não é um adjunto deslocado que exija vírgula.
Conclusão
A questão testa o domínio dos casos obrigatórios e proibidos da vírgula. A alternativa C é a única que propõe uma alteração inválida, sendo a resposta correta. As demais ou inserem vírgula em locais proibidos (A, D, E) ou omitem vírgula obrigatória (B).
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre casos obrigatórios e proibidos. A alternativa correta (C) propõe omitir uma vírgula obrigatória, enquanto as incorretas inserem vírgula em locais proibidos (sujeito-verbo, verbo-complemento) ou omitem vírgula obrigatória em outro ponto.
PEGA ESSA DICA!
Ao resolver questões de pontuação, identifique a função sintática dos termos ao redor da vírgula. Pergunte: “essa vírgula separa o quê?”. Se separa sujeito de verbo ou verbo de complemento, é proibida. Se separa orações coordenadas assindéticas, é obrigatória.