Um poste possui altura a e formato do paraboloide dado pela equação z=a-{\large{a \over ρ^2}}(x^2+y^2), com raio da base ρ, e 0 \le z \le a. A densidade do poste é dada pela função δ (x,y,z)=2a-z. A partir dessas informações, conclui-se que o centro de massa c_m do poste está no ponto
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Centro de massa de um sólido com densidade variável
Gabarito: letra E — o centro de massa do poste está em . Isso porque, por simetria, as coordenadas e do centro de massa são nulas, e o cálculo da coordenada envolve a razão entre o momento de massa em relação ao plano e a massa total, resultando em .
O problema pede o centro de massa de um sólido com densidade não uniforme. O centro de massa é o ponto que concentraria toda a massa do corpo se ela fosse puntiforme, e sua posição é a média ponderada das posições de cada elemento de massa, ponderada pela própria massa. Para um sólido contínuo, isso se traduz nas integrais triplas:
onde é a massa total. A densidade varia linearmente com a altura: na base () vale , e no topo () vale . Ou seja, o poste é mais denso embaixo do que em cima.
A superfície do poste é dada por , que é um paraboloide de revolução com vértice em e base circular de raio no plano . Por ser um sólido de revolução em torno do eixo , e como a densidade depende apenas de (não de ou ), há simetria cilíndrica: o centro de massa deve estar sobre o eixo , ou seja, . Isso já elimina qualquer alternativa que não tenha as duas primeiras coordenadas nulas — todas têm, então a análise se concentra em .
Para calcular , o caminho mais eficiente é usar coordenadas cilíndricas , onde , e o elemento de volume é . A equação do paraboloide fica , o que permite isolar o raio em função da altura: . Assim, para uma altura fixa, o raio da seção transversal é , e a área dessa seção é .
A massa total pode ser calculada integrando a densidade sobre o volume. Usando a técnica de "cascas" (ou discos), integramos em de a , multiplicando a densidade pela área da seção:
Expandindo o integrando: . Integrando de a :
O momento de massa em relação ao plano é:
O integrando é . Integrando:
Finalmente, a coordenada do centro de massa é:
Portanto, , que corresponde à alternativa E.
A pegadinha central desta questão é que a densidade não é constante. Se o candidato assumisse densidade uniforme, o centro de massa de um paraboloide sólido (sólido de revolução) estaria a da base (ou do topo), o que não corresponde a nenhuma alternativa. A densidade "puxa" o centro de massa para baixo, pois há mais massa na região inferior. O valor reflete exatamente esse deslocamento: é menor que (que seria o caso de densidade constante), indicando que o centro de massa está mais próximo da base.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Apresenta como coordenada . Esse valor tem dimensão de comprimento ao quadrado, não de comprimento — um erro dimensional grosseiro. Além disso, não corresponde a nenhum cálculo intermediário relevante do problema.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Apresenta . Esse valor tem dimensão de massa vezes comprimento ao quadrado (ou algo similar), não de comprimento. Na verdade, é exatamente o momento de massa calculado acima — o numerador da fração, não o resultado final. O candidato que esqueceu de dividir pelo momento de massa total cairia nessa alternativa.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Apresenta . Esse valor tem dimensão de volume (comprimento ao cubo), não de comprimento. Não corresponde a nenhuma grandeza relevante do problema.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Apresenta . Esse valor é maior que a altura total do poste, o que é fisicamente impossível para o centro de massa de um corpo — o centro de massa deve estar dentro do corpo. Além disso, não tem relação com os cálculos.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Apresenta , que é exatamente o resultado obtido pela razão entre o momento de massa e a massa total . O valor é menor que (centro de massa de um paraboloide de densidade constante), coerente com o fato de a densidade ser maior na base ( em ) do que no topo ( em ).
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora duas armadilhas clássicas: (1) esquecer que a densidade é variável e usar o centro de massa de um sólido homogêneo; (2) confundir o momento de massa (numerador) com o resultado final. A alternativa B contém exatamente o valor do momento , e a alternativa D contém um valor maior que a altura — impossível fisicamente. Ao calcular, sempre divida o momento pela massa total e confira se o resultado está dentro do corpo.
PEGA ESSA DICA!
Em problemas de centro de massa com simetria cilíndrica, use coordenadas cilíndricas e integre por "cascas" (ou discos): e . A razão dá a coordenada do centro de massa. Sempre verifique a dimensão do resultado (deve ser comprimento) e se ele está dentro do corpo.