Questão de Matemática — Inequações de Segundo Grau — CESPE / CEBRASPE 2024
- Código
- ce402724
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- Pref Camaçari
- Ano
- 2024
- Cargo
- AAd ( )
- AR$12,00 < p < R$36,00.
- Bp = R$1.440,00.
- Cp > 0.
- Dp > R$36,00.
- E0 < p < R$12,00.
GabaritoA — R$12,00 < p < R$36,00.
Gabarito: letra A. A desigualdade é uma inequação do 2º grau com concavidade para baixo; resolvendo-a, obtém-se o intervalo , ou seja, o preço deve estar entre R$ 12,00 e R$ 36,00 para que a empresa registre lucro.
O problema apresenta uma função lucro quadrática, típica de situações em que há um preço ótimo que maximiza o lucro, e preços muito baixos ou muito altos geram prejuízo. A inequação pede os valores de para os quais o lucro é positivo. Como o coeficiente de é negativo (), a parábola tem concavidade voltada para baixo, e a região em que a função é positiva fica entre as raízes da equação associada.
Para resolver, primeiro encontramos as raízes da equação . Podemos simplificar dividindo todos os termos por , invertendo o sinal da desigualdade (cuidado: ao multiplicar ou dividir uma inequação por um número negativo, o sentido da desigualdade se inverte). Assim, temos . Agora, resolvemos a equação usando a fórmula de Bhaskara:
Portanto, as raízes são e .
Como a parábola tem concavidade para cima (após a simplificação, o coeficiente de é positivo), a inequação é satisfeita para valores de entre as raízes, ou seja, . Esse é exatamente o intervalo que a alternativa A apresenta.
A pegadinha da questão está em dois pontos: primeiro, a tentação de esquecer de inverter o sinal da desigualdade ao dividir por um número negativo; segundo, a confusão entre o intervalo onde a função é positiva e onde é negativa, dependendo da concavidade. Aqui, a banca explora exatamente essa inversão: quem não inverte o sinal ao dividir por chegaria a , cuja solução seria ou , o que corresponderia à alternativa D (parcialmente) ou E, mas não à correta.
Guarde o critério decisivo: para uma inequação do 2º grau, identifique as raízes, verifique a concavidade e determine o intervalo. É exatamente nesse raciocínio que as alternativas se separam.
A alternativa A apresenta o intervalo , que é exatamente a solução da inequação. Como vimos, as raízes da equação associada são 12 e 36, e a função é positiva entre elas. Portanto, para que a empresa registre lucro, o preço deve estar nesse intervalo.
A alternativa B afirma que p = R\ 1.440,00$. Esse valor não é uma raiz da equação e não satisfaz a inequação. Na verdade, está muito acima do intervalo de lucro, e a função lucro seria negativa nesse ponto. O número 1440 parece ser um distrator: talvez o candidato tenha multiplicado 12 por 120 ou feito alguma operação incorreta com os coeficientes. Não há nenhuma relação direta entre 1440 e os dados do problema.
A alternativa C afirma que . Isso é muito amplo: inclui preços entre 0 e 12, onde a função é negativa (prejuízo), e preços acima de 36, onde também há prejuízo. A condição correta é restrita ao intervalo entre as raízes, não a todos os preços positivos.
A alternativa D afirma que p > R\ 36,00$. Esse é o erro clássico de quem não inverte o sinal da desigualdade ao dividir por um número negativo, ou de quem confunde a concavidade. Para , a função lucro é negativa, ou seja, a empresa teria prejuízo. O intervalo correto é , não .
A alternativa E afirma que 0 < p < R\ 12,00$. Esse intervalo também está errado: para preços entre 0 e 12, a função lucro é negativa. A empresa só tem lucro para preços acima de 12 e abaixo de 36. A alternativa E representa a outra parte do erro de concavidade: quem acha que a função é positiva fora do intervalo das raízes.
Gabarito: letra A
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