Questão de Matemática — Definição, Subconjuntos, Inclusão e Pertinência, Operações, Conjunto das Partes — CESPE / CEBRASPE 2024
Matemática›Definição, Subconjuntos, Inclusão e Pertinência, Operações, Conjunto das Partes
Código
ce402790
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TCE AC
Ano
2024
Cargo
Ana Adm ( )
A seguir, a figura I apresenta o conjunto U e três subconjuntos identificados por A, B e C, e as figuras II e III destacam subconjuntos específicos do conjunto U.
Com base nessas informações, julgue o item seguinte, relacionados à descrição dos subconjuntos destacados nas figuras II e III.
O subconjunto destacado na figura II pode ser expresso como [(C \cap B) - A].
CCerto
EErrado
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GabaritoC — Certo
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Operações com conjuntos: interseção e diferença em diagramas de Venn
Gabarito: letra C (CERTO). O subconjunto destacado na figura II corresponde exatamente à expressão , pois a figura II mostra a região que pertence simultaneamente a C e B, mas que não pertence a A. Essa é a definição de diferença entre conjuntos aplicada à interseção: primeiro identifica-se a interseção e, em seguida, retiram-se os elementos que também estão em A.
Para entender por que a afirmação está correta, é preciso dominar duas operações básicas da teoria dos conjuntos: a interseção e a diferença. A interseção de dois conjuntos, denotada por , é o conjunto formado pelos elementos que pertencem simultaneamente a X e a Y. Já a diferença, denotada por (ou ), é o conjunto dos elementos que pertencem a X, mas não pertencem a Y. Quando combinamos essas operações em uma expressão como , a ordem de execução é determinada pelos parênteses: primeiro calculamos (a região comum a C e B) e, depois, subtraímos A, ou seja, eliminamos dessa região tudo o que também pertence a A.
Vamos aplicar isso ao diagrama de Venn da questão. A figura I apresenta o conjunto universo U e três subconjuntos A, B e C, que se intersectam de diversas formas. A figura II destaca uma região específica: aquela que está dentro de C e dentro de B, mas fora de A. Essa é precisamente a região que satisfaz a condição "estar em C e em B, mas não em A". A expressão descreve exatamente essa região: primeiro tomamos a interseção de C com B (a área comum aos dois círculos) e, em seguida, removemos a parte que também pertence a A. O resultado é a região destacada na figura II.
Para fixar, considere um exemplo numérico simples. Suponha que , , e . A interseção . Subtraindo A, temos , pois nenhum elemento de A está em . Agora, se A fosse , teríamos . No diagrama, a região destacada na figura II é exatamente aquela que contém os elementos que estão em C e B, mas não em A — o que corresponde à expressão dada.
A pegadinha que a banca explora nesse tipo de questão é a ordem das operações e a interpretação visual do diagrama. Muitos candidatos confundem a expressão com ou com , que são conjuntos diferentes. Por exemplo, representa os elementos que estão em C e em B, mas que não estão em A — na verdade, essa expressão é equivalente à original, pois a interseção é associativa e a diferença pode ser distribuída. No entanto, a forma mais comum de erro é inverter a ordem: calcular , que daria a região de A que não está na interseção de C e B, algo totalmente diferente. Outra confusão frequente é achar que a figura II destaca a interseção sem excluir A, o que incluiria também a região que pertence a A.
Guarde o critério decisivo: para verificar se uma expressão descreve corretamente uma região do diagrama, traduza a expressão em palavras — "elementos que estão em C e em B, mas não em A" — e compare com a região destacada. Se a descrição bate, a expressão está correta. É exatamente esse raciocínio que separa o certo do errado nesta questão.
Regiões de três conjuntos — só Conjunto A: A; só Conjunto B: B; só Conjunto C: C; Conjunto A∩Conjunto B: A∩B; Conjunto A∩Conjunto C: A∩C; Conjunto B∩Conjunto C: B∩C; Conjunto A∩Conjunto B∩Conjunto C: A∩B∩C
Alternativa C — ✅ Certo ⟵ GABARITO
A afirmação está correta. A figura II destaca a região que pertence a C e a B, mas não a A. A expressão representa exatamente isso: primeiro a interseção de C com B (elementos comuns aos dois) e, em seguida, a diferença com A (remoção dos elementos que também estão em A). Portanto, a descrição é fiel ao que está destacado.