Maximização de lucro com função de duas variáveis
Gabarito: letra C (CERTO). O ponto de máximo da função ocorre quando as derivadas parciais de primeira ordem são nulas. Resolvendo o sistema e , obtemos exatamente e , confirmando a afirmação do enunciado.
A questão trata de um problema clássico de otimização em cálculo diferencial de funções de duas variáveis. O objetivo é encontrar os valores de (horas do produto alfa) e (horas do produto delta) que maximizam o lucro . Para isso, utilizamos o teste da primeira derivada (condição necessária): no ponto de máximo, as derivadas parciais de primeira ordem devem ser iguais a zero. Isso porque, em um ponto de máximo (ou mínimo), a função não cresce nem decresce em nenhuma direção — a taxa de variação instantânea é nula em todas as direções.
Vamos calcular as derivadas parciais:
Igualando ambas a zero, montamos o sistema:
Multiplicando a primeira equação por 2: .
Multiplicando a segunda equação por 2: .
Subtraindo a primeira equação da segunda: .
Substituindo em : .
Portanto, o ponto crítico é .
Para garantir que esse ponto é um máximo (e não um mínimo ou ponto de sela), aplicamos o teste da segunda derivada (condição suficiente). Calculamos as derivadas parciais de segunda ordem:
O determinante da matriz hessiana é:
Como e , o ponto crítico é um máximo local. Como a função é uma forma quadrática côncava (os coeficientes dos termos quadráticos são negativos), esse máximo local é também o máximo global da função. Portanto, o lucro é máximo quando horas e horas, exatamente como afirma o enunciado.
A pegadinha desta questão é que muitos candidatos tentam resolver por tentativa e erro, substituindo os valores na função, ou confundem o método de otimização com o de funções de uma variável (derivada simples). O caminho correto é sempre montar e resolver o sistema de derivadas parciais.
Item — ✅ CERTO ⟵ GABARITO
A afirmação está correta. Conforme demonstrado, o ponto de máximo da função é obtido resolvendo o sistema de equações formado pelas derivadas parciais de primeira ordem igualadas a zero. O resultado é e , que corresponde exatamente aos valores citados no enunciado. Além disso, a verificação pela segunda derivada confirma que se trata de um ponto de máximo.
Gabarito: letra C (CERTO).