Questão de Matemática — Geometria Espacial — CESPE / CEBRASPE 2024
- Código
- ce402871
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- UESB
- Ano
- 2024
- Cargo
- Vest ( )
- A
- B
- C
- D
- E
GabaritoE — 500\pi\sqrt{3} \ \text{cm}^3
Gabarito: letra E. A maior esfera que cabe dentro do cone é a esfera inscrita, cujo raio é o inraio da seção meridiana (triângulo equilátero de lado 30 cm). Para um triângulo equilátero, o inraio é cm. O volume da esfera é cm³.
A questão envolve a relação entre um cone e a esfera nele inscrita. Quando um cone é equilátero, sua seção meridiana (o corte que passa pelo vértice e pelo centro da base) é um triângulo equilátero. A esfera inscrita no cone, ao ser cortada pelo mesmo plano, aparece como o círculo inscrito nesse triângulo. Portanto, o raio da esfera é exatamente o inraio do triângulo equilátero.
O inraio de um triângulo equilátero de lado é dado por . Essa fórmula vem da relação entre a área do triângulo () e o semiperímetro (), pois . Substituindo cm, temos cm.
Com o raio da esfera, calculamos seu volume pela fórmula . Substituindo :
cm³.
A pegadinha da banca está em confundir o raio da esfera com o raio da base do cone. No cone equilátero, o raio da base é cm, e a altura é cm. Se o candidato usar cm como raio da esfera, obterá cm³, que não está entre as alternativas. Outro erro comum é usar a altura do cone como diâmetro da esfera, o que também leva a um valor incorreto.
Guarde a distinção: a esfera inscrita no cone tem raio igual ao inraio da seção meridiana, não ao raio da base. É exatamente essa troca que as alternativas exploram.
O valor cm³ é muito maior que o volume correto. Esse número poderia surgir de um cálculo com um raio de 30 cm (), ou seja, o candidato usou o lado do triângulo como raio da esfera. O lado é 30 cm, mas o raio da esfera é cm, não 30 cm.
O valor cm³ também é exagerado. Ele poderia resultar de um raio de aproximadamente 32,5 cm, o que não corresponde a nenhuma medida do problema. Provavelmente é um distrator numérico sem relação direta com os dados, ou um erro de cálculo grosseiro.
O valor cm³ é incorreto. Se o candidato usasse o raio da base do cone ( cm) como raio da esfera, o volume seria cm³, que não é este valor. Este número pode vir de um cálculo com cm, que é a altura do cone, não o raio da esfera. cm³. Ou seja, a alternativa troca o raio da esfera pela altura do cone.
O valor cm³ é incorreto. Ele pode surgir de um cálculo com cm, que seria o raio de uma esfera com diâmetro igual à altura do cone ( cm). cm³. Aqui, o candidato confunde o diâmetro da esfera com a altura do cone.
A esfera inscrita no cone equilátero tem raio igual ao inraio do triângulo equilátero da seção meridiana. Com lado cm, o inraio é cm. O volume da esfera é cm³. O cálculo está correto e corresponde exatamente à alternativa E.
A banca explora a confusão entre o raio da esfera inscrita e outras medidas do cone. O raio da esfera é o inraio do triângulo equilátero ( cm), não o raio da base (15 cm) nem a altura ( cm). As alternativas C e D usam exatamente esses valores errados. Para não cair, lembre-se: a esfera inscrita no cone tem centro no eixo, e seu raio é determinado pela seção meridiana.
Em problemas de esfera inscrita em cone, faça sempre o corte meridiano. A figura plana resultante (triângulo, retângulo, etc.) contém toda a informação necessária. Para o cone equilátero, a seção é um triângulo equilátero, e o raio da esfera é o inraio. Decore a fórmula do inraio do triângulo equilátero: .
Gabarito: letra E
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