Questão de Raciocínio Lógico — Equivalências Lógicas (Inclui Negação de Proposições Compostas) — CESPE / CEBRASPE 2024
Raciocínio Lógico›Equivalências Lógicas (Inclui Negação de Proposições Compostas)
Código
ce403509
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TC DF
Ano
2024
Cargo
ACE ( )
Julgue o próximo item, relativos à seguinte proposição P: ”Defendo causas ruins com bons argumentos, mas não boas causas com argumentos ruins.”.
A proposição P é equivalente à negação de “Se defendo causas ruins com bons argumentos, então defendo boas causas com argumentos ruins.”.
CCerto
EErrado
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GabaritoC — Certo
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Equivalência Lógica: Negação da Condicional e a Proposição P
Gabarito: letra C (CERTO). A proposição P, "Defendo causas ruins com bons argumentos, mas não boas causas com argumentos ruins", é uma conjunção (o "mas" tem valor de "e") entre "defendo causas ruins com bons argumentos" e "não defendo boas causas com argumentos ruins". A negação da condicional "Se defendo causas ruins com bons argumentos, então defendo boas causas com argumentos ruins" é exatamente "defendo causas ruins com bons argumentos E não defendo boas causas com argumentos ruins", que é a proposição P. Portanto, P é a negação da condicional dada.
Para entender por que isso é verdade, precisamos dominar duas ferramentas da lógica proposicional: a negação da condicional e a equivalência lógica. A negação de uma proposição composta é outra proposição que tem valor lógico oposto ao da original. Já a equivalência lógica ocorre quando duas proposições diferentes têm exatamente a mesma tabela-verdade, ou seja, são verdadeiras e falsas nas mesmas situações.
A regra da negação da condicional é uma das mais cobradas em concursos. Para negar uma proposição do tipo "Se A, então B" (simbolicamente ), devemos:
Manter a primeira parte (o antecedente A);
Negar a segunda parte (o consequente B);
Trocar o conectivo "se... então" pelo conectivo "e".
Assim, a negação de é (A e não B). A lógica por trás disso é simples: a única forma de uma condicional ser falsa é quando a condição (A) acontece, mas o resultado (B) não acontece. Para negar a afirmação "se A, então B", basta mostrar exatamente esse caso: "A acontece e B não acontece".
Vamos aplicar isso à questão. Primeiro, identificamos as proposições simples:
A: "Defendo causas ruins com bons argumentos"
B: "Defendo boas causas com argumentos ruins"
A condicional dada no enunciado é "Se A, então B", ou seja, . Aplicando a regra da negação, obtemos:
Negação de = "A e não B" = "Defendo causas ruins com bons argumentos e não defendo boas causas com argumentos ruins".
Agora, observe a proposição P: "Defendo causas ruins com bons argumentos, mas não boas causas com argumentos ruins". A palavra "mas" é um conectivo de conjunção, com o mesmo valor lógico do "e". Portanto, P é exatamente "A e não B", que é a negação da condicional. Como P é a negação da condicional, a afirmação do item está correta.
A pegadinha aqui é dupla. Primeiro, o candidato pode não reconhecer o "mas" como uma conjunção. Segundo, pode confundir a negação da condicional com outras equivalências, como a contrapositiva () ou a transformação em disjunção (). A contrapositiva seria "Se não defendo boas causas com argumentos ruins, então não defendo causas ruins com bons argumentos", que não é o que o item afirma. A transformação em disjunção seria "Não defendo causas ruins com bons argumentos ou defendo boas causas com argumentos ruins", que também não é.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre negação e equivalência. A negação da condicional é (mantém o antecedente, nega o consequente e troca o conectivo). Já as equivalências da condicional são a contrapositiva () e a transformação em disjunção (). O candidato que confunde esses conceitos pode achar que a negação seria "Se não defendo causas ruins com bons argumentos, então não defendo boas causas com argumentos ruins" (contrapositiva) ou "Não defendo causas ruins com bons argumentos ou defendo boas causas com argumentos ruins" (transformação em disjunção). Nesta questão, a banca não usou essas armadilhas, mas é essencial saber diferenciar para não cair em outras.
A
B
A → B
¬(A → B)
A ∧ ¬B
P (A ∧ ¬B)
V
V
V
F
F
F
V
F
F
V
V
V
F
V
V
F
F
F
F
F
V
F
F
F
Item — ✅ CERTO
A proposição P é, de fato, a negação da condicional apresentada. A condicional é "Se defendo causas ruins com bons argumentos, então defendo boas causas com argumentos ruins" (). Sua negação é "Defendo causas ruins com bons argumentos e não defendo boas causas com argumentos ruins" (). A proposição P, "Defendo causas ruins com bons argumentos, mas não boas causas com argumentos ruins", usa o "mas" como conjunção, tendo exatamente o mesmo valor lógico de "e". Portanto, P é a negação da condicional, e o item está certo.