Questão de Redes de Computadores — Cloud Computing (Computação em Nuvem) — CESPE / CEBRASPE 2024
Redes de Computadores›Cloud Computing (Computação em Nuvem)
Código
ce404000
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
BACEN
Ano
2024
Cargo
Ana ( )
A área de tecnologia da informação e comunicação (TIC)do Banco Central do Brasil (BCB) necessita disponibilizar determinado aplicativo para transações digitais que o BCB vem desenvolvendo, utilizando contêineres no Kubernetes junto ao seu provedor de nuvem. Existe o requisito de que essa aplicação seja gerida no modo serverless.
Tendo como referência a situação hipotética apresentada, julgue o próximo item, relativo a microsserviços e serverless.
Na situação em apreço, se a equipe de TIC estiver usando o modelo serverless, não haverá necessidade de o BCB gerenciar servidores, uma vez que, nesse caso, cabe ao provedor de nuvem gerenciar a infraestrutura da nuvem e escalar as aplicações, dimensionando e gerenciando automaticamente a infraestrutura necessária para executar o código.
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GabaritoC — Certo
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Computação em Nuvem: modelo serverless
Gabarito: ✅ CERTO. No modelo serverless, o provedor de nuvem é responsável por gerenciar a infraestrutura subjacente, incluindo servidores, e por escalar automaticamente as aplicações conforme a demanda — exatamente o que a assertiva descreve. A definição do NIST (National Institute of Standards and Technology) de computação em nuvem já aponta para essa característica: recursos computacionais provisionados e liberados com o mínimo de esforço de gestão ou interação com o provedor.
O modelo serverless (ou Function as a Service — FaaS) representa uma evolução na forma de consumir recursos de nuvem. Diferentemente do modelo tradicional, em que a equipe de TI precisa provisionar, configurar e manter servidores virtuais (IaaS) ou gerenciar o sistema operacional e o runtime (PaaS), no serverless o desenvolvedor se concentra exclusivamente no código da aplicação. O provedor de nuvem assume a responsabilidade por toda a infraestrutura: servidores, sistema operacional, runtime, rede e armazenamento. A escalabilidade é automática e elástica — a plataforma aloca recursos sob demanda, dimensionando a infraestrutura conforme o volume de requisições, e o cliente paga apenas pelo tempo de execução do código, não por capacidade ociosa.
Essa característica está alinhada com a definição de computação em nuvem do NIST, que descreve o modelo como um acesso conveniente e sob demanda a um conjunto de recursos computacionais configuráveis que podem ser rapidamente provisionados e liberados com o mínimo de esforço de gestão ou interação com o provedor de serviço. No serverless, esse "mínimo esforço de gestão" é levado ao extremo: a equipe não gerencia servidores, não se preocupa com capacidade, nem com patches de sistema operacional — tudo isso é abstraído pelo provedor.
É importante distinguir o serverless do modelo de contêineres com Kubernetes, mencionado no enunciado. O Kubernetes é um orquestrador de contêineres que automatiza a implantação, o escalonamento e a operação de aplicativos em contêineres. No entanto, mesmo com Kubernetes, a equipe ainda precisa gerenciar o cluster — os nós (nodes), o sistema operacional, o runtime de contêineres e a capacidade. No serverless, essa gestão é transferida integralmente ao provedor. A situação hipotética menciona contêineres no Kubernetes, mas o requisito é que a aplicação seja gerida no modo serverless — o que significa que a equipe não precisará gerenciar a infraestrutura, pois o provedor cuidará disso.
A pegadinha que a banca poderia explorar é confundir o modelo serverless com o modelo de contêineres gerenciados (como o Amazon ECS ou o Google Kubernetes Engine), em que ainda há algum nível de gerenciamento da infraestrutura pelo cliente. No serverless puro (como AWS Lambda, Azure Functions ou Google Cloud Functions), o gerenciamento de servidores é totalmente abstraído. A assertiva está correta ao afirmar que, no modelo serverless, não há necessidade de o BCB gerenciar servidores, pois cabe ao provedor gerenciar a infraestrutura e escalar as aplicações automaticamente.
Modelo serverless (FaaS)
1Responsabilidade do provedor
Gerencia servidores e infraestrutura
Escala automaticamente
Dimensiona conforme demanda
2Responsabilidade do cliente
Concentra-se no código
Paga por execução (não por ociosidade)
3Contraste com Kubernetes
Equipe ainda gerencia o cluster
Nós, SO, runtime e capacidade
LEVEL · soulevel.com.br
NÃO CAIA NESSA!
A banca pode tentar confundir o candidato ao misturar o modelo serverless com o modelo de contêineres gerenciados. No Kubernetes, mesmo com orquestração, a equipe ainda gerencia o cluster; no serverless, essa gestão é 100% do provedor. A assertiva descreve corretamente o serverless, então está certa.