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Questão de Segurança da Informação — Gerenciamento das Operações e Comunicações — CESPE / CEBRASPE 2024

Segurança da InformaçãoGerenciamento das Operações e Comunicações
Código
ce404036
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
ApexBrasil
Ano
2024
Cargo
Ana (APEX)
Entre as várias métricas que podem ser utilizadas pelas equipes de TI para determinar se um ambiente ou arquitetura de alta disponibilidade está atendendo às expectativas, há uma que registra por quanto tempo um sistema permanece inativo antes de ser recuperado ou substituído na topologia. Essa métrica é conhecida como
  1. Aobjetivo de tempo de recuperação.
  2. Bdowntime médio.
  3. Cobjetivo de ponto de recuperação.
  4. Dtempo médio entre falhas.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — downtime médio.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Métricas de disponibilidade e continuidade de negócios

Gabarito: letra B. A métrica que registra por quanto tempo um sistema permanece inativo antes de ser recuperado ou substituído na topologia é o downtime médio (tempo médio de inatividade). As demais alternativas tratam de conceitos vizinhos: RTO (objetivo de tempo de recuperação), RPO (objetivo de ponto de recuperação) e MTBF (tempo médio entre falhas) — cada um com significado distinto, como veremos.

No contexto de alta disponibilidade e continuidade de negócios, diversas métricas ajudam a equipe de TI a avaliar se o ambiente atende às expectativas. O downtime (tempo de inatividade) é o período em que o sistema fica indisponível, seja por falha, manutenção ou outro motivo. O downtime médio é a média desses períodos de inatividade ao longo do tempo — exatamente o que o enunciado descreve: "por quanto tempo um sistema permanece inativo antes de ser recuperado ou substituído na topologia".

É fundamental distinguir as métricas de continuidade, pois cada uma responde a uma pergunta diferente:

Métrica

Pergunta que responde

Foco

Downtime médio

Quanto tempo o sistema fica parado?

Tempo de inatividade

RTO (Recovery Time Objective)

Em quanto tempo o serviço deve voltar?

Meta de recuperação

RPO (Recovery Point Objective)

Quanto dado pode ser perdido?

Perda de dados

MTBF (Mean Time Between Failures)

Quanto tempo entre falhas?

Confiabilidade

A pegadinha clássica da banca é confundir downtime médio com RTO. O RTO é uma meta definida no plano de continuidade: "o serviço deve ser restaurado em até X horas". O downtime médio é uma medição real do que aconteceu: "em média, o sistema ficou Y horas parado". O enunciado fala de "registrar por quanto tempo um sistema permanece inativo" — isso é medição, não meta. Portanto, a resposta é downtime médio.

Outra confusão comum é entre RTO e RPO. O RTO olha para frente (tempo para recuperar), enquanto o RPO olha para trás (quantidade de dados perdidos desde o último backup). O MTBF, por sua vez, mede a confiabilidade — o intervalo médio entre falhas — e não o tempo de inatividade.

NÃO CAIA NESSA!

A banca adora trocar downtime médio (medição real do tempo parado) por RTO (meta de recuperação definida no plano). O enunciado diz "registra por quanto tempo um sistema permanece inativo" — isso é medição, não meta. Fique atento: se a frase falar em "objetivo", "meta" ou "deve ser", é RTO; se falar em "registra", "mede" ou "permanece", é downtime.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Objetivo de tempo de recuperação (RTO) é uma meta definida no plano de continuidade: o tempo máximo aceitável para restaurar o serviço após uma falha. Não é uma medição do tempo real de inatividade, mas um alvo a ser atingido. O enunciado pede uma métrica que "registra" o tempo inativo — isso é medição, não objetivo.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Downtime médio é exatamente a métrica que mede o tempo médio em que o sistema permanece inativo antes de ser recuperado ou substituído. É uma medição real, baseada em histórico, que indica o tempo de indisponibilidade. O enunciado descreve precisamente essa métrica: "registra por quanto tempo um sistema permanece inativo antes de ser recuperado ou substituído na topologia".

Alternativa C — ❌ Incorreta

Objetivo de ponto de recuperação (RPO) é a quantidade máxima de dados que pode ser perdida em um desastre, medida pelo intervalo entre o último backup e o momento da falha. Não mede tempo de inatividade, mas sim perda de dados. O RPO olha para trás (dados perdidos), enquanto o downtime médio olha para o tempo parado.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Tempo médio entre falhas (MTBF) é uma métrica de confiabilidade: o intervalo médio entre duas falhas consecutivas. Não mede o tempo de inatividade, mas sim o tempo de operação entre falhas. Um sistema pode ter MTBF alto (falha raramente) e ainda assim downtime alto (quando falha, demora a recuperar). São métricas complementares, mas distintas.

Gabarito: letra B — downtime médio é a métrica que registra o tempo de inatividade antes da recuperação ou substituição.

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