Questão de Segurança da Informação — Computação Forense — CESPE / CEBRASPE 2024
- Código
- ce404054
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- MPO
- Ano
- 2024
- Cargo
- APO ( )
- CCerto
- EErrado
GabaritoE — Errado
❌ ERRADO. A afirmativa está incorreta porque imagem e espelhamento não são utilizados na fase de análise, mas sim na fase de preservação (ou coleta) da evidência digital. Além disso, embora ambas sejam técnicas de duplicação, apenas a imagem forense (cópia bit a bit) garante uma cópia fiel e a preservação correta do material apreendido; o espelhamento (clonagem) não preserva dados apagados nem áreas não alocadas, podendo alterar o conteúdo original.
A forense computacional é o ramo da ciência forense que examina mídias digitais com o objetivo de identificar, preservar, recuperar, analisar e apresentar fatos sobre a informação digital. O processo pericial segue fases bem definidas: preservação, extração, análise e apresentação. A duplicação da mídia (imagem ou espelhamento) ocorre na fase de preservação, pois é o momento em que se garante que a evidência original não será alterada durante o exame. A fase de análise é posterior, quando o perito examina a cópia já preservada, utilizando ferramentas como EnCase, FTK ou Autopsy.
A imagem de disco (duplicação forense) é uma cópia bit a bit (setor por setor) da mídia questionada, incluindo arquivos apagados, espaço não alocado e áreas fora das partições. Ela gera um arquivo de imagem (formatos .dd, .E01, .AFF) que pode ser montado e analisado sem alterar a evidência original. Para garantir a integridade, utiliza-se hash (MD5, SHA-256) antes e depois da cópia. Já o espelhamento (disk cloning) copia apenas os arquivos e a estrutura do sistema, não incluindo dados apagados, e gera um disco funcional que pode ser usado imediatamente, mas que não preserva a integridade forense — pois pode ser modificado durante o processo.
A tabela abaixo resume as principais diferenças:
Característica | Imagem de Disco (Duplicação Forense) | Espelhamento de Disco (Disk Cloning) |
|---|---|---|
Tipo de cópia | Bit a bit (setor por setor) | Arquivos e estrutura do sistema |
Inclui arquivos apagados? | ✅ Sim | ❌ Não |
Copia espaço não alocado? | ✅ Sim | ❌ Não |
Pode ser usado imediatamente? | ❌ Não (precisa restaurar) | ✅ Sim |
Gera arquivo de imagem? | ✅ Sim (.dd, .E01, .AFF) | ❌ Não (gera disco funcional) |
Preserva integridade forense? | ✅ Sim (usa hash) | ❌ Não (pode ser alterado) |
Indicado para | Investigação forense, auditoria | Backup, migração de sistema |
A pegadinha da questão está em dois pontos: (1) afirmar que a duplicação ocorre na fase de análise, quando na verdade ocorre na preservação; (2) tratar imagem e espelhamento como equivalentes, quando apenas a imagem é a técnica forense adequada para preservar a evidência de forma íntegra. O espelhamento, por não copiar dados apagados e poder alterar o conteúdo, não é recomendado para fins de perícia.
A banca troca a fase em que a duplicação é realizada (preservação, não análise) e iguala imagem e espelhamento, quando apenas a imagem forense garante cópia fiel e preservação correta. O espelhamento é útil para backup, mas não para perícia, pois não preserva dados apagados e pode modificar o original.
Para questões de forense, lembre-se: preservação é a fase de duplicação (imagem bit a bit com hash); análise é a fase de examinar a cópia. Imagem = forense; espelhamento = backup.
Gabarito: E (Errado).
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