Questão de Segurança da Informação — Computação Forense — CESPE / CEBRASPE 2024
- Código
- ce404056
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- MPO
- Ano
- 2024
- Cargo
- APO ( )
- CCerto
- EErrado
GabaritoC — Certo
✅ CERTO. A afirmação está correta: a computação forense é comumente dividida em quatro etapas principais — coleta, exame, análise e relatório —, que formam o ciclo básico do processo forense digital. Essa divisão é amplamente aceita na literatura e em frameworks de boas práticas da área, como os adotados pelo NIST (National Institute of Standards and Technology) e pela IOCE (International Organization on Computer Evidence).
A computação forense, também chamada de ciência forense computacional, é o ramo da ciência forense digital que lida com evidências encontradas em computadores e mídias de armazenamento digital. Seu objetivo é examinar a mídia digital de maneira forense, com o propósito de identificar, preservar, recuperar, analisar e apresentar fatos e opiniões sobre a informação digital. O processo, embora possa ser detalhado em mais fases dependendo da metodologia, é tradicionalmente resumido nessas quatro etapas principais.
Vamos entender cada uma delas:
Coleta (ou Aquisição): é a fase inicial, em que se identificam e preservam as evidências digitais. Envolve a realização de cópias forenses (imagens bit a bit) das mídias, garantindo a integridade dos dados originais por meio de hashes criptográficos (como MD5 ou SHA-1). A cadeia de custódia começa aqui.
Exame: nesta etapa, os dados coletados são processados e filtrados. Busca-se identificar artefatos relevantes para a investigação, como arquivos deletados, logs, metadados, histórico de navegação, etc. É um trabalho técnico de extração de informações.
Análise: é a fase em que o perito interpreta os dados examinados, correlacionando informações para reconstruir eventos, identificar autores e responder às perguntas da investigação. É aqui que se extrai o significado das evidências.
Relatório: por fim, o perito documenta todo o processo, apresentando as conclusões de forma clara e objetiva, geralmente em um laudo pericial, que poderá ser usado em juízo.
A banca explora aqui um ponto de atenção: a preservação é frequentemente citada como uma etapa separada ou como parte da coleta. No entanto, a divisão em quatro etapas (coleta, exame, análise e relatório) é a mais consagrada e didática, sendo a que a questão cobra. O candidato que conhece apenas a divisão em cinco etapas (que inclui a preservação) pode se confundir, mas a afirmação da questão está correta.
A banca pode tentar confundir o candidato ao incluir a preservação como uma etapa separada, ou ao trocar a ordem das etapas. Lembre-se: a divisão clássica em quatro etapas é coleta → exame → análise → relatório. A preservação é um princípio que permeia todo o processo, mas não é uma das quatro etapas principais nessa divisão.
Na prática, um exemplo concreto: em uma investigação de fraude, o perito primeiro coleta a imagem do disco rígido do suspeito (etapa 1), depois examina os arquivos para encontrar planilhas financeiras (etapa 2), em seguida analisa essas planilhas para entender o esquema de desvio (etapa 3) e, por fim, relata as conclusões em um laudo (etapa 4).
A distinção que importa é entre o processo de resposta a incidentes (que tem fases como preparação, detecção, contenção, erradicação, recuperação e pós-incidente) e o processo de forense computacional (que tem as quatro etapas citadas). São processos complementares, mas com objetivos e fases diferentes.
Guarde a sequência coleta → exame → análise → relatório: é exatamente essa a divisão que a questão cobra e que aparece com frequência em provas de concursos.
Gabarito: ✅ CERTO.
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