Questão de Segurança da Informação — OWASP — CESPE / CEBRASPE 2024
- Código
- ce404084
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- TCE AC
- Ano
- 2024
- Cargo
- ATI ( )
- CCerto
- EErrado
GabaritoC — Certo
Gabarito: C (Certo). A afirmação está correta: funções de hash como MD5 ou SHA1 são utilizadas para verificação de integridade, pois geram um resumo (digest) que permite detectar qualquer modificação não autorizada durante a transmissão de arquivos. O hash é uma "impressão digital" do dado: se o conteúdo mudar, o hash muda. No entanto, é crucial destacar que MD5 e SHA1 são algoritmos considerados criptograficamente fracos e vulneráveis a colisões, sendo recomendado o uso de algoritmos mais robustos como SHA-256 ou SHA-3.
A integridade é um dos pilares da segurança da informação (CIDA NÃO: Confidencialidade, Integridade, Disponibilidade, Autenticidade e Não Repúdio). Ela garante que a informação não foi alterada, corrompida ou adulterada. As funções hash são o mecanismo clássico para assegurar essa propriedade: o remetente calcula o hash do arquivo e o envia junto com ele; o destinatário recalcula o hash do arquivo recebido e compara com o hash enviado. Se forem iguais, a integridade está preservada; se diferentes, houve modificação.
É importante não confundir os papéis das primitivas criptográficas. A criptografia simétrica (ex.: AES) garante confidencialidade (esconde o conteúdo), mas não detecta alterações. A função hash garante integridade (detecta alterações), mas não esconde o conteúdo. A assinatura digital (hash + criptografia assimétrica) garante autenticidade e não repúdio, além da integridade. A questão cobra exatamente essa distinção: o hash é a ferramenta correta para verificar se um arquivo foi modificado durante a transmissão.
A pegadinha da banca, neste caso, é o uso de MD5 e SHA1 como exemplos. Embora sejam algoritmos de hash legítimos, eles são considerados obsoletos e inseguros para aplicações que exigem segurança robusta, devido a vulnerabilidades de colisão. No entanto, a afirmação da questão não diz que são os melhores ou os mais seguros, apenas que são eficazes para verificação de integridade. E, de fato, eles funcionam para esse fim — a detecção de modificação acidental ou não autorizada. A banca não está cobrando a fraqueza criptográfica, mas sim o conceito de que hash verifica integridade.
Guarde a fronteira entre as primitivas: hash = integridade, cifra = confidencialidade, assinatura digital = autenticidade + não repúdio + integridade. É exatamente nessa distinção que a questão se apoia.
A afirmação está correta. Funções de hash são projetadas para verificar integridade: qualquer alteração no arquivo, por menor que seja, resulta em um hash completamente diferente. Isso torna o hash uma ferramenta eficaz para detectar modificação não autorizada durante a transmissão. O fato de MD5 e SHA1 serem algoritmos antigos e com vulnerabilidades conhecidas não invalida a afirmação, pois eles ainda são capazes de detectar alterações — apenas não são recomendados para ambientes de alta segurança, onde se deve usar SHA-256 ou SHA-3.
Para questões de segurança da informação, memorize o papel de cada primitiva: hash garante integridade; criptografia simétrica garante confidencialidade; assinatura digital garante autenticidade e não repúdio. Quando a questão falar em "verificar se o arquivo foi alterado", a resposta é sempre hash. Quando falar em "esconder o conteúdo", é criptografia. Essa distinção resolve a maioria das questões da banca.
Gabarito: C (Certo).
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