Questão de Artes — Linguagens, Códigos e suas Tecnologias — CESPE / CEBRASPE 2025
- Código
- ce405622
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- UnB
- Ano
- 2025
- Cargo
- Vest ( )
O primeiro ato de A pena e a lei denomina-se “A inconveniência de ter coragem”. Deve ser encenado como se se tratasse de uma representação de mamulengos, com os atores caracterizados como bonecos de teatro nordestino, com gestos mecanizados e rápidos.
No segundo ato — que se chama “O caso do novilho furtado” — os atores já representam num meio-termo entre boneco e gente, com caracterização mais atenuada, mas ainda com alguma coisa de trôpego e grosseiro, que sugira a incompetência, a ineficiência, o desgracioso que, a despeito de sua condição espiritual, existe no homem.
Somente no terceiro ato é que os atores aparecem com rostos e gestos teatralmente normais — isto é, normais dentro do poético teatral — para indicar que só então, com a morte, é que nos “transformamos em nós mesmos”.
Ariano Suassuna. A pena e a lei. Rio de Janeiro: Agir, 2005, p. 9.
Considerando aspectos do teatro e a obra A pena e a lei, de Ariano Suassuna, da qual foi extraído o fragmento precedente, julgue o próximo item.
O trecho proporciona um entendimento preciso do que Ariano Suassuna queria indicar com as ações e escolhas estéticas da peça, de forma que não é possível qualquer outra proposta de montagem e estética, já que estas estão bem definidas na rubrica.
- CCerto
- EErrado