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Questão de Biologia — Biossegurança e Risco Biológico — CESPE / CEBRASPE 2025

BiologiaBiossegurança e Risco Biológico
Código
ce405960
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
EMBRAPA
Ano
2025
Cargo
Ana ( )
Acerca do descarte, manuseio, transporte e coleta de material biológico, julgue o item a seguir.   A manipulação de fungos patogênicos que liberam esporos deve ser realizada em cabines de segurança biológica de classe I.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Cabines de segurança biológica e manipulação de fungos patogênicos

Gabarito: letra E (ERRADO). A afirmação está incorreta porque a manipulação de fungos patogênicos que liberam esporos deve ser realizada em cabines de segurança biológica de classe II, e não de classe I. A classe I oferece apenas proteção ao operador e ao ambiente, mas não protege a amostra, sendo inadequada para trabalhar com agentes que produzem aerossóis infecciosos, como os esporos fúngicos.

As cabines de segurança biológica (CSB) são equipamentos de contenção que protegem o operador, o ambiente e, dependendo da classe, o material manipulado. A classificação em classes I, II e III reflete o nível de proteção oferecido e o tipo de trabalho para o qual cada uma é indicada. A classe I é um equipamento de fluxo de ar laminar horizontal, que puxa o ar do ambiente para dentro da cabine, filtra o ar de exaustão e protege o operador e o ambiente, mas não protege a amostra de contaminação externa. Por isso, é indicada apenas para procedimentos que não exigem proteção do material, como a manipulação de agentes de baixo risco ou a pesagem de substâncias químicas.

A classe II, por sua vez, é a mais utilizada em laboratórios de microbiologia e biossegurança. Ela oferece proteção ao operador, ao ambiente e à amostra, pois o ar é filtrado por filtros HEPA tanto na entrada quanto na exaustão, criando uma barreira física que impede a contaminação cruzada. Essa característica é essencial para trabalhar com fungos patogênicos que liberam esporos, pois os esporos são partículas pequenas e leves que podem se dispersar facilmente no ar, representando risco de inalação e contaminação do ambiente e de outras amostras. A classe III, por fim, é uma cabine totalmente fechada, com luvas acopladas, que oferece o mais alto nível de contenção, sendo usada para agentes de risco biológico classe 4, como os vírus Ebola e Marburg.

A escolha da classe da cabine deve considerar o nível de biossegurança (NB) do agente manipulado e a natureza do procedimento. Para fungos patogênicos que liberam esporos, o nível de biossegurança recomendado é o NB-2 ou NB-3, dependendo da espécie e da virulência. Em ambos os casos, a cabine de segurança biológica indicada é a de classe II, pois ela protege o operador, o ambiente e a amostra, evitando a inalação de esporos e a contaminação cruzada. A classe I, por não proteger a amostra, não é adequada para esse tipo de trabalho, pois os esporos poderiam contaminar outras culturas e o ambiente, além de não oferecer a mesma barreira de proteção ao operador.

A pegadinha da banca está em trocar a classe da cabine: o candidato pode lembrar que fungos patogênicos exigem cabine de segurança biológica, mas não se atentar ao fato de que a classe I não é a indicada para esse caso. A classe I é frequentemente confundida com a classe II, pois ambas são cabines de fluxo laminar, mas a diferença crucial está na proteção da amostra. Enquanto a classe I protege apenas o operador e o ambiente, a classe II protege também a amostra, sendo a escolha correta para manipulação de agentes que produzem aerossóis, como os esporos fúngicos.

NÃO CAIA NESSA!

A banca troca a classe da cabine de segurança biológica: afirma que a classe I é adequada para fungos patogênicos que liberam esporos, mas o correto é a classe II. A classe I protege apenas o operador e o ambiente, enquanto a classe II protege também a amostra, sendo essencial para evitar a contaminação cruzada e a dispersão de esporos. Fique atento a essa distinção, pois ela é recorrente em questões de biossegurança.

Critério

Classe I

Classe II

Proteção ao operador

Sim

Sim

Proteção ao ambiente

Sim

Sim

Proteção à amostra

Não

Sim

Indicação para fungos com esporos

Inadequada

Adequada

1Classe I
Protege operador e ambiente
Não protege a amostra
2Classe II
Protege operador, ambiente e amostra
Indicada para fungos com esporos
3Classe III
Totalmente fechada
Agentes de risco classe 4
Cabines de segurança biológica
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Cabines de segurança biológica: Classe I (Protege operador e ambiente, Não protege a amostra); Classe II (Protege operador, ambiente e amostra, Indicada para fungos com esporos); Classe III (Totalmente fechada, Agentes de risco classe 4)

Alternativa E — ❌ Incorreta ⟵ GABARITO

A afirmação está errada porque a manipulação de fungos patogênicos que liberam esporos deve ser realizada em cabines de segurança biológica de classe II, e não de classe I. A classe I não protege a amostra, sendo inadequada para trabalhar com agentes que produzem aerossóis infecciosos, como os esporos fúngicos. A classe II, por sua vez, oferece proteção ao operador, ao ambiente e à amostra, sendo a escolha correta para esse tipo de procedimento.

Gabarito: letra E (ERRADO).

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