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Questão de Biologia — Imunoensaios — CESPE / CEBRASPE 2025

BiologiaImunoensaios
Código
ce405962
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
EMBRAPA
Ano
2025
Cargo
Ana ( )
Acerca das técnicas laboratoriais utilizadas para análises e dosagens de substâncias, julgue o item a seguir.   Os radioimunoensaios são, atualmente, restritos à área da oncologia, pois dependem do uso de isótopos fluorescentes para a marcação de anticorpos.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Radioimunoensaio (RIA): princípios e aplicações

Gabarito: letra E (ERRADO). A afirmação está incorreta porque os radioimunoensaios (RIA) não são restritos à oncologia nem dependem de isótopos fluorescentes — eles utilizam isótopos radioativos (como o iodo-125) para marcar antígenos ou anticorpos, e sua aplicação é ampla, incluindo dosagens hormonais, farmacológicas e de marcadores tumorais, entre outras. A banca troca o marcador radioativo por fluorescente e restringe indevidamente o uso da técnica a uma única área.

O radioimunoensaio é uma técnica de imunoensaio que se baseia na competição entre um antígeno não marcado (presente na amostra) e um antígeno marcado com um isótopo radioativo por um número limitado de sítios de ligação de um anticorpo específico. Quanto maior a concentração do antígeno na amostra, menor a quantidade de antígeno marcado que se liga ao anticorpo, permitindo quantificar a substância de interesse. Essa técnica foi desenvolvida na década de 1950 e revolucionou a dosagem de hormônios e outras moléculas em concentrações muito baixas.

A principal característica do RIA é o uso de marcadores radioativos, não fluorescentes. Os isótopos radioativos, como o iodo-125 (¹²⁵I) e o trítio (³H), emitem radiação que pode ser medida por contadores de cintilação ou gama. Já as técnicas que utilizam marcadores fluorescentes são os imunoensaios por fluorescência, como a imunofluorescência indireta (IFI) e o ELISA fluorescente (FIA). A confusão entre radioativo e fluorescente é um erro conceitual grave, pois são princípios de detecção distintos.

Quanto à aplicação, o RIA não é restrito à oncologia. Ele é amplamente utilizado em endocrinologia (dosagem de hormônios tireoidianos, insulina, cortisol), em farmacologia (monitoramento de fármacos), em cardiologia (dosagem de peptídeos natriuréticos) e em diversas outras áreas. Na oncologia, o RIA pode ser usado para dosar marcadores tumorais, como o antígeno carcinoembrionário (CEA) e o alfafetoproteína (AFP), mas isso não significa que seja sua única aplicação. A técnica é versátil e aplicável a qualquer molécula que possa ser marcada radioativamente e para a qual exista um anticorpo específico.

A pegadinha da banca está em dois pontos: primeiro, trocar o tipo de marcador (radioativo por fluorescente); segundo, restringir a aplicação a uma única especialidade (oncologia). O candidato que conhece o princípio do RIA percebe imediatamente que a afirmação é falsa, pois a técnica depende de isótopos radioativos e tem aplicação ampla. A banca explora a confusão entre RIA e imunofluorescência, que são técnicas diferentes com princípios de detecção distintos.

NÃO CAIA NESSA!

A banca troca o marcador radioativo por fluorescente e restringe o RIA à oncologia. O candidato que confunde RIA com imunofluorescência cai na armadilha. Lembre-se: RIA usa isótopos radioativos (¹²⁵I, ³H) e tem aplicação ampla; imunofluorescência usa fluoróforos (como isotiocianato de fluoresceína) e é outra técnica. Com treino, você enxerga essas trocas de longe 💪.

1Marcador
Isótopo radioativo (¹²⁵I, ³H)
Não é fluorescente
2Princípio
Competição antígeno marcado × não marcado
Sítios limitados do anticorpo
3Aplicações
Não é restrito à oncologia
Endocrinologia (hormônios)
Farmacologia (fármacos)
Oncologia (marcadores tumorais)
Radioimunoensaio (RIA)
LEVELsoulevel.com.br
Radioimunoensaio (RIA): Marcador (Isótopo radioativo (¹²⁵I, ³H), Não é fluorescente); Princípio (Competição antígeno marcado × não marcado, Sítios limitados do anticorpo); Aplicações (Não é restrito à oncologia, Endocrinologia (hormônios), Farmacologia (fármacos), Oncologia (marcadores tumorais))

Item — ❌ ERRADO

A afirmação está incorreta por dois motivos: (1) o RIA depende de isótopos radioativos, não fluorescentes; (2) sua aplicação não é restrita à oncologia, sendo amplamente utilizado em endocrinologia, farmacologia e outras áreas. A banca inverte o princípio de detecção e limita indevidamente o escopo da técnica.

Gabarito: letra E (ERRADO).

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