Questão de Biologia — Eletroforese — CESPE / CEBRASPE 2025
- Código
- ce405965
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- EMBRAPA
- Ano
- 2025
- Cargo
- Ana ( )
- CCerto
- EErrado
GabaritoE — Errado
Gabarito: letra E (ERRADO). A eletroforese não utiliza coluna capilar para separação de polissacarídeos naturais; ela é uma técnica de separação de moléculas carregadas (como DNA, RNA e proteínas) com base no tamanho e na carga, geralmente em gel de agarose ou poliacrilamida. A coluna capilar é característica da eletroforese capilar, uma variação moderna da técnica, mas mesmo assim não é usada para polissacarídeos, que são moléculas neutras ou sem carga adequada para migração eletroforética.
A eletroforese é uma técnica laboratorial fundamental em biologia molecular e análises clínicas. O princípio básico é a migração de moléculas carregadas sob a influência de um campo elétrico. Moléculas com carga negativa (como o DNA, devido aos grupos fosfato) migram em direção ao polo positivo (ânodo), enquanto moléculas com carga positiva migram para o polo negativo (cátodo). A separação ocorre porque moléculas de diferentes tamanhos migram em velocidades distintas através de uma matriz porosa (gel), que atua como uma peneira molecular: moléculas menores atravessam os poros mais facilmente e migram mais rápido, enquanto moléculas maiores encontram maior resistência e migram mais lentamente.
A técnica é amplamente utilizada para separar fragmentos de DNA, RNA e proteínas. No caso do DNA, após a digestão com enzimas de restrição, os fragmentos são aplicados em um gel de agarose ou poliacrilamida e submetidos a uma corrente elétrica. Os fragmentos menores migram mais longe, formando bandas que podem ser visualizadas com corantes como brometo de etídio sob luz ultravioleta. Para proteínas, utiliza-se frequentemente o SDS-PAGE, onde o SDS desnatura as proteínas e confere carga negativa uniforme, fazendo com que a migração dependa apenas do peso molecular.
A eletroforese capilar é uma variação que utiliza um tubo capilar fino preenchido com um gel ou solução tampão, oferecendo maior resolução e automação. No entanto, mesmo nessa modalidade, a separação é baseada na carga e no tamanho das moléculas, e não é aplicada a polissacarídeos naturais, que são moléculas neutras ou com carga insuficiente para migrar eficientemente em campo elétrico. Polissacarídeos, como amido e celulose, são geralmente analisados por outras técnicas, como cromatografia ou espectrometria de massas.
A pegadinha da questão está em associar a eletroforese a uma coluna capilar e a polissacarídeos, misturando conceitos de técnicas diferentes. A banca explora a confusão entre eletroforese em gel (a forma mais comum) e eletroforese capilar, além de aplicar a técnica a um tipo de molécula (polissacarídeos) que não é o alvo usual da eletroforese. O candidato que conhece apenas superficialmente a técnica pode ser induzido a marcar "certo", mas a afirmação é incorreta.
A banca troca o alvo da eletroforese: ela separa moléculas carregadas (DNA, RNA, proteínas), não polissacarídeos. Além disso, a coluna capilar é uma variação específica (eletroforese capilar), não a configuração padrão descrita na afirmação. Fique atento a essas inversões de conceito.
A afirmação está incorreta por dois motivos: (1) a eletroforese não utiliza coluna capilar como regra geral — a forma clássica é em gel de agarose ou poliacrilamida; a eletroforese capilar é uma variação moderna, mas não é a técnica padrão descrita; (2) a eletroforese separa moléculas com carga elétrica, como DNA, RNA e proteínas, e não polissacarídeos naturais, que são moléculas neutras ou sem carga adequada para migração eletroforética. Portanto, a afirmação está errada.
Gabarito: letra E (ERRADO).
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