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Questão de Biologia — Fitopatologia e Fitossanidade — CESPE / CEBRASPE 2025

BiologiaFitopatologia e Fitossanidade
Código
ce406079
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
EMBRAPA
Ano
2025
Cargo
Pesq ( )

Acerca do controle de viroses em plantas, julgue o item a seguir.

 

A alta capacidade de replicação no hospedeiro do vírus causador da doença conhecida como zebra chip constitui uma das grandes limitações no controle desse patógeno.

  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Controle de viroses em plantas: o caso da zebra chip

Gabarito: letra E (ERRADO). A afirmação está incorreta porque a alta capacidade de replicação do vírus no hospedeiro não é a principal limitação no controle da zebra chip; o grande desafio reside na transmissão pelo vetor, o psilídeo Bactericera cockerelli, e na dificuldade de controle desse inseto. A replicação viral é um fator relevante, mas não é o que torna o manejo da doença tão problemático.

A zebra chip é uma doença devastadora da batata, causada pela bactéria Candidatus Liberibacter solanacearum, transmitida pelo psilídeo da batata. O nome "zebra chip" vem do padrão listrado que aparece nos tubérculos quando fritos. O controle dessa doença é extremamente difícil por vários motivos, e é importante entender quais são eles para responder corretamente a questão.

Primeiro, vamos entender o ciclo da doença. A bactéria é transmitida de forma persistente e propagativa pelo psilídeo. Isso significa que, uma vez que o inseto adquire a bactéria ao se alimentar de uma planta infectada, ele permanece capaz de transmiti-la por toda a vida. Além disso, a bactéria se multiplica dentro do vetor, aumentando a chance de transmissão. Esse ciclo contínuo entre planta e inseto torna o controle químico isolado ineficaz, pois é preciso controlar tanto o vetor quanto a fonte de inóculo.

A principal limitação no controle da zebra chip não é a replicação do patógeno no hospedeiro, mas sim a complexidade do manejo do vetor. O psilídeo tem alta capacidade de dispersão, pode desenvolver resistência a inseticidas e se reproduz rapidamente. Além disso, a detecção precoce da doença é difícil, pois os sintomas podem ser confundidos com outros problemas, como deficiências nutricionais. O controle eficaz exige uma abordagem integrada, combinando monitoramento constante, uso de variedades resistentes (quando disponíveis), rotação de culturas e aplicação criteriosa de inseticidas.

A replicação viral (ou bacteriana, neste caso) é um fator que contribui para a severidade da doença, mas não é o gargalo do controle. O que realmente limita o manejo é a interação complexa entre o patógeno, o vetor e o ambiente, que exige estratégias múltiplas e coordenadas. A banca explora exatamente essa confusão: o candidato pode associar a dificuldade de controle à replicação do patógeno, quando na verdade o ponto crítico é a transmissão pelo vetor.

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta fazer você acreditar que a alta replicação do patógeno é a principal limitação. Na verdade, o que torna a zebra chip tão difícil de controlar é a transmissão pelo psilídeo Bactericera cockerelli, que é persistente e propagativa. O controle do vetor é o ponto central do manejo, não a replicação em si.

Zebra chip
  • 1Patógeno
    • Bactéria (não vírus)
    • Candidatus Liberibacter solanacearum
  • 2Vetor
    • Psilídeo Bactericera cockerelli
    • Transmissão persistente e propagativa
  • 3Controle
    • Limitação real: manejo do vetor
    • Não é a replicação no hospedeiro
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Item — ❌ Errado

A afirmação de que a alta capacidade de replicação no hospedeiro é uma das grandes limitações no controle da zebra chip está incorreta. Embora a replicação do patógeno seja um fator que contribui para a severidade da doença, a principal limitação no controle é a transmissão pelo vetor, o psilídeo Bactericera cockerelli. Esse inseto transmite a bactéria de forma persistente e propagativa, o que significa que, uma vez infectado, permanece capaz de transmitir por toda a vida, e a bactéria se multiplica dentro dele. Isso torna o controle do vetor essencial e complexo, envolvendo monitoramento, manejo de resistência a inseticidas e estratégias integradas. A replicação do patógeno, por si só, não é o fator que mais limita o controle da doença.

Gabarito: letra E (ERRADO).

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