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Questão de Biologia — Fitopatologia e Fitossanidade — CESPE / CEBRASPE 2025

BiologiaFitopatologia e Fitossanidade
Código
ce406086
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
EMBRAPA
Ano
2025
Cargo
Pesq ( )

Julgue o item a seguir, referente ao melhoramento genético visando resistência às viroses.

 

O aquecimento global pode causar diminuição da eficiência de alguns genes de resistência, conforme observado experimentalmente pela avaliação do gene Ty-1 no tomateiro.

  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoC — Certo

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Melhoramento genético para resistência a viroses e o efeito do aquecimento global

Gabarito: CERTO. O aquecimento global pode, de fato, reduzir a eficiência de genes de resistência a viroses, como observado em estudos com o gene Ty-1 no tomateiro. Isso ocorre porque a resistência genética é uma interação entre o genótipo da planta e o ambiente — e temperaturas mais altas podem comprometer a expressão ou o funcionamento dos mecanismos de defesa.

O melhoramento genético busca desenvolver cultivares resistentes a patógenos, mas essa resistência não é absoluta nem permanente. Ela depende de uma complexa interação entre o genótipo da planta, o patógeno e o ambiente. O gene Ty-1, por exemplo, confere resistência a begomovírus (como o vírus do mosaico dourado do tomateiro), mas sua eficiência pode ser influenciada por fatores ambientais, incluindo a temperatura. Estudos experimentais demonstraram que, sob condições de estresse térmico, a resistência mediada por Ty-1 pode ser parcialmente suprimida, tornando as plantas mais suscetíveis à infecção viral.

Esse fenômeno não é exclusivo do tomateiro. Na agricultura, a resistência genética a doenças é frequentemente "termossensível" — ou seja, a expressão dos genes de resistência pode ser regulada pela temperatura. Em muitos casos, a resistência é mais efetiva em temperaturas amenas e pode ser comprometida em temperaturas extremas, tanto altas quanto baixas. Isso representa um desafio crescente diante das mudanças climáticas, que projetam aumentos na temperatura média global e maior frequência de eventos de calor extremo.

A compreensão dessa interação é crucial para o melhoramento genético. Os melhoristas precisam selecionar não apenas por resistência, mas também por estabilidade da resistência em diferentes condições ambientais. Isso pode envolver a busca por alelos de resistência mais robustos, a piramidação de múltiplos genes de resistência ou o desenvolvimento de cultivares com tolerância ao calor associada à resistência a patógenos.

A coevolução entre plantas e patógenos também desempenha um papel importante. Em sistemas agrícolas, a pressão seletiva exercida por patógenos pode levar à quebra da resistência, especialmente quando cultivares com um único gene de resistência são plantados em grandes áreas (monoculturas). O aquecimento global pode acelerar esse processo, tanto por afetar diretamente a expressão dos genes de resistência quanto por alterar a dinâmica populacional dos patógenos, favorecendo variantes mais agressivas ou adaptadas a temperaturas mais altas.

Portanto, a afirmação do enunciado está correta: o aquecimento global pode causar diminuição da eficiência de alguns genes de resistência, como observado experimentalmente com o gene Ty-1 no tomateiro. Esse é um exemplo concreto de como fatores ambientais podem modular a expressão de características genéticas de interesse agronômico.

CERTO.

  1. 1Gene de resistência (Ty-1)
  2. 2Estresse térmico (aquecimento)
  3. 3Expressão comprometida
  4. 4Suscetibilidade aumentada
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Gabarito: letra C (CERTO).

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