Questão de Biologia — Biossegurança e Risco Biológico — CESPE / CEBRASPE 2025
- Código
- ce406175
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- EMBRAPA
- Ano
- 2025
- Cargo
- Tec ( )
- CCerto
- EErrado
GabaritoE — Errado
Gabarito: ERRADO (letra E). A afirmação está incorreta porque tubos plásticos, em geral, não suportam as altas temperaturas do calor seco (estufa, tipicamente 160–180 °C) e podem derreter ou deformar, comprometendo sua integridade e a qualidade da amostra. Para materiais plásticos termossensíveis, o método adequado é a esterilização por calor úmido (autoclave, ~121 °C) ou, quando o plástico não resiste nem à autoclave, métodos químicos ou radiação. A estufa seca é indicada para vidrarias e materiais metálicos, não para plásticos.
A esterilização é o processo que elimina ou inativa todas as formas de vida microbiana, incluindo esporos. No laboratório, a escolha do método depende da natureza do material: o calor seco (estufa) oxida e desidrata os microrganismos, exigindo temperaturas altas (160–180 °C) e tempos longos (1–2 horas); o calor úmido (autoclave) coagula proteínas de forma mais eficiente, permitindo temperaturas menores (121 °C) e tempos mais curtos (15–30 minutos). Por isso, a autoclave é o método de escolha para a maioria dos materiais, incluindo plásticos resistentes ao calor úmido, como polipropileno (PP) e alguns tipos de policarbonato.
Na prática, um técnico que precisa esterilizar tubos plásticos para extração de proteínas deve verificar a resistência térmica do plástico (geralmente indicada no próprio tubo ou na embalagem). Tubos de polipropileno, comuns em laboratórios de biologia molecular, suportam autoclavação a 121 °C, mas não suportam as temperaturas de uma estufa seca. Além disso, a exposição a altas temperaturas pode liberar substâncias químicas do plástico que interfeririam na análise de proteínas, comprometendo os resultados da expressão diferencial sob estresse hídrico.
A pegadinha da banca está em generalizar o uso da estufa seca para todos os materiais, ignorando a limitação dos plásticos. O candidato que sabe que a estufa seca é um método de esterilização pode marcar "certo" sem considerar a compatibilidade do material. A distinção crucial é: calor seco para materiais resistentes (vidro, metal) e calor úmido (autoclave) para materiais termossensíveis (plásticos, soluções).
A afirmação de que tubos plásticos devem ser esterilizados em estufa seca com alta temperatura está incorreta. O erro específico é a incompatibilidade entre o material (plástico) e o método (calor seco). A estufa seca opera em temperaturas de 160–180 °C, que excedem o ponto de fusão ou deformação da maioria dos plásticos (como polipropileno, que amolece em torno de 130–160 °C). Além disso, o calor seco pode causar degradação química do plástico, liberando compostos que contaminariam a amostra de proteínas. O método correto para plásticos é a autoclavação (calor úmido sob pressão, ~121 °C) ou, para plásticos que não resistem à autoclave, esterilização química (como óxido de etileno) ou radiação gama. A estufa seca é reservada para vidrarias, metais e outros materiais que suportam altas temperaturas sem danos.
Na prova, quando a questão envolver esterilização, verifique sempre o material: vidro e metal → estufa seca ou autoclave; plástico termossensível → autoclave (se resistente) ou métodos químicos/radiação. Essa distinção é clássica em questões de biossegurança.
Gabarito: letra E (ERRADO).
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