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Questão de Biologia — Aquicultura e Pesca — CESPE / CEBRASPE 2025

BiologiaAquicultura e Pesca
Código
ce406471
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
EMBRAPA
Ano
2025
Cargo
Ana ( )

O controle sexual na aquicultura é fundamental devido à influência do sexo no crescimento e na reprodução das espécies de peixes; em muitas, as taxas de crescimento variam entre machos e fêmeas, o que pode impactar diretamente seu valor econômico. Em relação a essa temática, julgue o item a seguir.

 

O tamanho do corpo do lambari-do-rabo-amarelo (Astyanax altiparanae) é bastante heterogêneo durante as fases de seu desenvolvimento, uma expressão do dimorfismo sexual na espécie, tal que os machos geralmente são maiores que as fêmeas.

  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Dimorfismo sexual no lambari-do-rabo-amarelo (Astyanax altiparanae)

Gabarito: letra E (ERRADO). A afirmação está incorreta porque, no lambari-do-rabo-amarelo (Astyanax altiparanae), o dimorfismo sexual se expressa de forma oposta à descrita: as fêmeas geralmente são maiores que os machos, e não o contrário. Essa diferença de tamanho entre os sexos é um exemplo clássico de dimorfismo sexual em peixes, diretamente relacionado ao investimento reprodutivo das fêmeas, que produzem grandes quantidades de ovócitos e, por isso, tendem a apresentar maior porte.

O dimorfismo sexual é a diferença morfológica, fisiológica ou comportamental entre machos e fêmeas de uma mesma espécie. Na aquicultura, essa característica tem grande relevância econômica, pois, em muitas espécies, um dos sexos cresce mais rápido ou atinge maior tamanho, o que influencia diretamente a produtividade e o manejo. No caso específico do lambari-do-rabo-amarelo, espécie nativa amplamente cultivada no Brasil, as fêmeas atingem maior porte que os machos. Essa diferença está associada à necessidade de as fêmeas acomodarem os ovários e produzirem grande número de ovócitos, o que demanda maior espaço corporal. Os machos, por sua vez, investem mais energia na competição por parceiras e na produção de gametas, o que pode resultar em crescimento somático relativamente menor.

Essa relação entre sexo e tamanho é um dos fatores que justificam o controle sexual na aquicultura. Em espécies em que as fêmeas são maiores, como o lambari, a produção de populações monosexo femininas pode ser vantajosa para maximizar o rendimento em biomassa. Por outro lado, em espécies em que os machos crescem mais, como a tilápia-do-nilo, a produção de populações monosexo masculinas é a estratégia adotada. Assim, o conhecimento do padrão de dimorfismo sexual de cada espécie é essencial para definir as estratégias de manejo e melhoramento genético.

A banca explora aqui uma inversão do padrão biológico: o candidato pode associar, por analogia com outras espécies, que os machos são maiores, mas no lambari ocorre o oposto. A pegadinha está em generalizar um padrão que não se aplica a essa espécie específica. Portanto, a afirmação de que "os machos geralmente são maiores que as fêmeas" está incorreta, pois, no Astyanax altiparanae, as fêmeas é que apresentam maior tamanho corporal.

1Fêmeas maiores
Lambari-do-rabo-amarelo
Investimento reprodutivo (ovócitos)
2Machos maiores
Tilápia-do-nilo
Competição por parceiras
3Relevância na aquicultura
Controle sexual
Populações monosexo
Dimorfismo sexual em peixes
LEVELsoulevel.com.br
Dimorfismo sexual em peixes: Fêmeas maiores (Lambari-do-rabo-amarelo, Investimento reprodutivo (ovócitos)); Machos maiores (Tilápia-do-nilo, Competição por parceiras); Relevância na aquicultura (Controle sexual, Populações monosexo)

Item — ❌ Errado

A assertiva afirma que, no lambari-do-rabo-amarelo, os machos geralmente são maiores que as fêmeas. Isso está errado: na espécie Astyanax altiparanae, o dimorfismo sexual se manifesta com as fêmeas atingindo maior porte que os machos. Essa diferença é atribuída ao maior investimento reprodutivo das fêmeas, que precisam de espaço corporal para o desenvolvimento dos ovários e a produção de ovócitos. O erro da alternativa é, portanto, a inversão do padrão de dimorfismo sexual da espécie.

NÃO CAIA NESSA!

A banca inverte o padrão de dimorfismo sexual. Em muitas espécies de peixes, como a tilápia, os machos são maiores, mas no lambari-do-rabo-amarelo as fêmeas é que crescem mais. Não generalize: o padrão é espécie-específico e, neste caso, a afirmação está invertida.

Gabarito: letra E (ERRADO).

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