Questão de Biologia — Fitopatologia e Fitossanidade — CESPE / CEBRASPE 2025
- Código
- ce406493
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- EMBRAPA
- Ano
- 2025
- Cargo
- Ana ( )
- CCerto
- EErrado
GabaritoE — Errado
Gabarito: letra E (ERRADO). A afirmação está incorreta porque a resistência de insetos a biopesticidas microbianos é um fenômeno raro e de ocorrência lenta, ao contrário do que ocorre com inseticidas químicos, onde a resistência é comum e rápida. Essa diferença fundamental decorre da natureza dos agentes: os biopesticidas microbianos (como bactérias, fungos e vírus entomopatogênicos) atuam por mecanismos complexos e múltiplos, o que dificulta o desenvolvimento de resistência pelos insetos.
Para entender por que a resistência a biopesticidas microbianos é rara, é preciso compreender como esses agentes atuam. Diferentemente dos inseticidas químicos, que geralmente têm um único sítio de ação (uma enzima ou receptor específico), os agentes microbianos como o Bacillus thuringiensis (Bt) produzem toxinas que precisam ser processadas no intestino do inseto, e a resistência exigiria múltiplas mutações simultâneas. Além disso, os fungos entomopatogênicos (como Metarhizium e Beauveria) invadem o inseto por mecanismos físicos e enzimáticos complexos, e os vírus entomopatogênicos (como os baculovírus) dependem de receptores específicos e da maquinaria celular do hospedeiro para se replicar. Essa complexidade torna a seleção de indivíduos resistentes muito mais difícil.
Na prática, enquanto a resistência a inseticidas químicos pode surgir em poucas gerações (alguns anos ou até meses em populações com alta taxa reprodutiva), a resistência a biopesticidas microbianos é um evento raro, documentado em poucos casos e geralmente associado a condições específicas, como o uso intensivo e contínuo de um único agente. Por exemplo, a resistência ao Bt em populações de campo é rara, embora tenha sido selecionada em laboratório. Isso contrasta fortemente com a afirmação do enunciado, que generaliza a resistência como "comum e de rápida ocorrência".
A distinção crucial que a banca explora é entre a resistência a inseticidas químicos (comum e rápida) e a resistência a biopesticidas microbianos (rara e lenta). O candidato que conhece essa diferença identifica imediatamente o erro na afirmação. A banca inverte a realidade: apresenta a característica típica dos químicos como se fosse dos microbianos.
A banca troca a característica dos inseticidas químicos pela dos biopesticidas microbianos. A resistência a químicos é comum e rápida; a resistência a agentes microbianos é rara e lenta. Essa inversão é o coração da questão — quem não domina a diferença cai na armadilha.
A afirmação está errada porque inverte a realidade do controle microbiano. A resistência de insetos a biopesticidas microbianos é um fenômeno raro e de ocorrência lenta, não comum e rápida. A resistência rápida e comum é característica dos inseticidas químicos, que atuam em um único sítio de ação, facilitando a seleção de indivíduos resistentes. Os biopesticidas microbianos, por sua vez, atuam por mecanismos complexos e múltiplos (toxinas que exigem processamento, invasão física, replicação viral), o que torna o desenvolvimento de resistência muito mais difícil. A banca explora exatamente essa inversão de conceitos.
Gabarito: letra E (ERRADO).
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